quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Coronel Márcio Martins Sant'ana toma posse na PM

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Sem rodízio, SP tem trânsito abaixo da média; marginal Tietê concentra lentidão

Sem rodízio, SP tem trânsito abaixo da média; marginal Tietê concentra lentidão

Os motoristas que trafegam por São Paulo no início da manhã desta quarta-feira ainda não enfrentam muitas filas, mesmo com a suspensão do rodízio a partir de hoje até 8 de janeiro. Por volta das 7h50, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrava 37 km de lentidão, o que representa 4,4% dos 835 km monitorados --índice abaixo da média para o horário, que é de 58 km.

Entretanto, o trânsito era ruim na marginal Tietê, no sentido Ayrton Senna, onde os motoristas enfrentavam 9,4 km de lentidão (pela pista expressa), desde a ponte Atílio Fontana, devido a um acidente entre um carro e uma moto, que deixou um ferido. Pela pista local, a lentidão era de 4 km, no mesmo trecho e sentido.
Já na avenida do Estado, havia 2,2 km de lentidão no sentido Ipiranga, desde a avenida Tiradentes. No sentido oposto, mas no mesmo trecho, havia 1,6 km de tráfego ruim.
Outras vias onde havia lentidão eram a Radial Leste (sentido centro); a avenida dos Bandeirantes (sentido marginal); e o corredor norte-sul (sentido aeroporto).

A Folha de S. Paulo de 23 de dezembro de 2009

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

De sunga e biquíni visitantes aproveitam o 'quase verão' no Parque Ibirapuera


De sunga e biquíni visitantes aproveitam o 'quase verão' no Parque Ibirapuera
Verão tem início às 15h47 desta segunda-feira (21).
Segundo o Inmet, a capital deverá registrar até 33ºC.

Do G1, em São Paulo

Com sol e muito calor em São Paulo, algumas pessoas aproveitaram para curtir o Parque Ibirapuera como se estivessem na praia, na Zona Sul da cidade. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a capital deverá ter uma máxima de 33ºC nesta segunda-feira (21). O verão tem início às 15h47. (Foto: Robson Ventura/Folha Imagem )

O martírio diário de atravessar a Rebouças


O martírio diário de atravessar a Rebouças
Corredor exclusivo de ônibus é considerado o pior da cidade, segundo pesquisa da ANTP. Em alguns pontos, a lentidão só não é maior graças aos agentes de apoio.
Álvaro Magalhães - 20/12/2009 - 19h47

Masao Goto Filho/e-SIM
Agente operacional organiza o embarque no ônibusNo vaivém dos ônibus que sobem e descem a avenida Rebouças passam, todos os dias, 505 mil pessoas. O corredor, considerado o pior da cidade, completou cinco anos neste semestre – tempo suficiente para os elogios dos primeiros dias cederem lugar às queixas. As complicações constantes no tráfego, especialmente no cruzamento com a avenida Faria Lima, deram origem a uma nova profissão: o agente de "apoio operacional".


Todas manhãs e tardes, ali no ponto, é a mesma coisa. Jean Alves, 21, corpulento, vestido com um colete fosforescente, encosta na porta de entrada dos ônibus que estacionam para o embarque de passageiros. Ele tenta organizar a fila. Dentro, a condução já parece lotada. Fora, ninguém dá sinais de que prefere esperar a próxima.

"Pessoal, vamos agilizar também para o lado do motorista." Jean fala um pouco na gíria, mas sempre com educação. "Por gentileza, pessoal, só tem mais quatro pessoas para entrar." Depois, faz uma ameaça sutil. "Por favor, por favor... o semáforo vai abrir, eu vou ter de liberar o ônibus." Quem ainda não entrou se apressa. Alguns ficam na plataforma e terão de esperar outro veículo. Jean faz um gesto ao motorista e o ônibus parte.


Semáforo – Toda vez que o semáforo abre e Jean dá o sinal, apenas três conduções passam rumo à ponte Eusébio Matoso. Nunca mais que isso. É um problema histórico. Como a plataforma de embarque e desembarque só tem 36 metros, apenas três ônibus (cada um com seus 10 metros) conseguem estacionar ali simultaneamente. São esses três que cruzam a Faria Lima a cada abertura de farol. Os que vêm atrás precisam parar antes de atravessar o semáforo. E até que o embarque termine, o farol já fechou.


O gargalo causa um acúmulo de ônibus no cruzamento. Em dois dias de reportagem, sempre no horário de pico, a reportagem do Diário do Comércio chegou a contar 19 conduções enfileiradas antes do cruzamento.


Como o semáforo abre a cada minuto e meio, o último ônibus da fila levou 13 minutos para passar pelo local. A média no trecho foi de 5 Km/h – praticamente a velocidade de uma pessoa caminhando.


O próprio motorista se queixa. "É muito cansativo para nós", diz o condutor, que pediu para não ser identificado. "Tem que ficar engatando marcha a vida toda, bom é quando o trânsito está livre." Naquele momento, em todo o corredor, o site da São Paulo Transporte S.A. (SPTrans) registrava velocidade média de 14 Km/h.


Essa situação levou Sandra Vieira, 57 anos, a desistir. Há 30 anos, ela atravessa a Rebouças de ponta a ponta, duas vezes por dia. Ela trabalha no Hospital das Clínicas e mora no Jardim Monte Kemel, zona sul de São Paulo. Costumava pegar o ônibus de itinerário Campo Limpo até a avenida Francisco Morato. Mas agora prefere o que vai para o Shopping Continental. "Como esse ônibus (Continental) vira na Faria Lima, ele pula essa parada."


Sandra calcula que passou a economizar quase meia hora com o novo caminho. Antes, ela até preferia descer a Rebouças a pé quando era dia de chuva. "Pegava o guarda-chuva e ia embora, atravessava a avenida todinha, até a ponte Eusébio Matoso." Sandra diz que, apesar da mudança no trajeto, o pequeno trecho que ela ainda pega na Rebouças é a pior parte da viagem. E não é a única a se queixar.


Pesquisa – Em toda a extensão da Rebouças, os usuários ouvidos pelo Diário do Comércio reclamam. A última pesquisa da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), realizada no final do ano passado, confirma: o corredor da Rebouças é considerado o pior da cidade. De acordo com a enquete, só 42% dos usuários ouvidos aprovaram a passagem exclusiva. No início de 2010, uma nova pesquisa deve ser divulgada pela associação.


Especialistas em trânsito divergem sobre a solução para o problema. Ivan Whately, conselheiro do Instituto de Engenharia de São Paulo, acredita que o problema é o tempo de abertura do semáforo. "Pelo que eu conversei com técnicos da CET, em princípio não é necessária uma grande obra."


Já Cyro Vidal, diretor do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) nas décadas de 1980 e 1990, aponta a passagem de nível sob o cruzamento como a fonte do transtorno. "O túnel não deveria ser na Rebouças, mas na Faria Lima. Ela é mais larga." Segundo Vidal, ampliar a plataforma dos ônibus aliviaria o tráfego. "Mas é uma solução pontual. A Rebouças tem diversos problemas."

Camelôs – Quem gosta dos problemas são alguns camelôs, que aproveitam, no fim da tarde, os pontos lotados. "Acho que tiro quase R$ 50 quando paro aqui", diz Ana Eliza dos Santos, 49. Ela vende chocolates e costuma passar na parada da avenida Brasil. "Acho que o povo fica com fome de tanto esperar o ônibus e acaba comprando", acredita. Ali, não há agentes de apoio operacional, como Jean, para ajudar as pessoas a subir no ônibus.


José Pedro Diniz, 58 anos, sente falta dos agentes. "Às vezes, a gente tem de esperar dois ou três ônibus para poder embarcar." Diniz usa muleta. Na parada Faria Lima, Jean pede que os usuários dêem preferência aos deficientes e gestantes.
"Pessoal, por gentileza, tem duas senhoras com bebê de colo aqui: quem estiver em assento preferencial, por favor, dê lugar a elas", avisava no momento em que a equipe de reportagem havia chegado ao ponto de ônibus.


Jean não é propriamente um funcionário da SPTrans. Foi contratado por um dos consórcios de ônibus que operam na avenida para acelerar o embarque nos horários de pico. Trabalha todo dia útil, das 6h às 10h e das 16h às 21h.


"É um serviço que deveria ter em todo ponto", diz Cíntia Cristina, 24 anos. "Você precisa ver quando chega o (ônibus) Parque do Engenho, não há quem possa entrar", afirma, referindo-se à linha que costuma tomar. "Se não fosse esse rapaz, não sei o que aconteceria."


Diário do Comércio de 20 de dezembro de 2009

Tarifa de ônibus sobe a R$ 2,70 no dia 4

Tarifa de ônibus sobe a R$ 2,70 no dia 4
Naiana Oscar

Depois de três anos sem reajustes, a tarifa de ônibus em São Paulo passará de R$ 2,30 para R$ 2,70 a partir do dia 4 de janeiro. Os R$ 0,40 a mais representam aumento de 17,4%. De acordo com a tabela da Associação Nacional de Transporte Público (ANTP), atualizada em outubro, São Paulo passa a ter uma das tarifas mais caras do País. Em outras capitais, o valor não supera R$ 2,50. Na sexta-feira à noite, o secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes, enviou ofício ao presidente da Câmara, Antônio Carlos Rodrigues (PR), com informações sobre o aumento. O comunicado é uma formalidade, porque a decisão não precisa de aprovação.O último reajuste ocorreu em novembro de 2006, quando a tarifa subiu 15%, de R$ 2,00 para R$ 2,30. O congelamento até o fim deste ano foi promessa eleitoral do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Para cumpri-la, ele teve de bancar R$ 783 milhões em subsídios às empresas de ônibus. A previsão inicial era de que o valor não ultrapassaria R$ 600 milhões. Com o aumento, o recurso reservado a subsídios deve cair pela metade. A cada R$ 0,10 a mais na tarifa, a Prefeitura deixa de repassar R$ 148 milhões. Ontem, ao participar da Parada Disney, na zona norte, Kassab disse que a medida está embasada em estudo e é compatível com a inflação. O superintendente da ANTP, Marcos Bicalho, disse, porém, que a medida afasta a população do transporte público e coletivo. "Passa a ser mais vantajoso comprar um carro ou uma moto." Quem faz duas viagens de ônibus por dia gasta R$ 92 por mês. Em janeiro, serão R$ 108 - pouco menos do que a prestação de uma CG 125 Fan da Honda: R$ 179. Bicalho critica o valor. "Não conhecemos as variáveis, mas é possível dizer que R$ 2,70 é um valor alto para a população brasileira", disse. Entre janeiro e fevereiro, as tarifas do Metrô, da CPTM e da EMTU, hoje em R$ 2,55, também serão reajustadas. Segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos, para que os passageiros programem seus gastos, basta um cálculo com base no Índice de Preço ao Consumidor (IPC): tarifa entre R$ 2,60 e R$ 2,70.Kassab disse esperar pela compreensão da população. Passageiros do transporte coletivo da capital, no entanto, criticam o reajuste e a qualidade do serviço. "Todos os dias enfrento ônibus lotado e, na maioria das vezes, em pé. Não me importaria em pagar mais se isso mudasse, mas acredito que a única alteração será nas contas do fim do mês", disse a operadora de telemarketing Simone Castro. Ela usa dois ônibus por dia, entre o bairro do Limão e a Cachoeirinha.Para a secretária Nair Rodrigues, a tarifa ficou igual por três anos, mas a qualidade diminuiu. "Tenho de pegar três ônibus da minha casa para o trabalho, na zona sul. O mais difícil é entrar. Não posso pagar mais por um serviço que não está sendo prestado como deveria", disse.

O Estado de S. Paulo de 20 de dezembro de 2009

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

TRÂNSITO EM SÃO PAULO

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São Paulo terá mais um dia de clima instável

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Médico sanitarista ensina a limpar a casa depois da enchente

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Pode chover de novo em São Paulo

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Chuva inunda cidade em São Paulo

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Polícia faz resgate arriscado durante tempestade em São Paulo

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Vereador é reeleito presidente da Câmara de SP pela 4ª vez

Vereador é reeleito presidente da Câmara de SP pela 4ª vez
Esta é a primeira vez que a Casa tem o mesmo parlamentar reeleito para o quarto mandato seguido.
Agência Estado - 15/12/2009 - 15h21

SÃO PAULO - Com o apoio de 53 dos 55 vereadores, Antonio Carlos Rodrigues (PR), de 59 anos, foi reeleito para um inédito quarto mandato na presidência da Câmara Municipal.

O publicitário Dalton Silvano (PSDB) também se manteve na vice-presidência na votação realizada na manhã desta terça-feira, 15, para definir a Mesa Diretora da Casa.

Para esta tarde, está prevista ainda a votação do Orçamento de 2010 para São Paulo. O valor previsto está em torno dos R$ 28 bilhões.

D. C. de 15 de dezembro de 2009

Kassab quer parque na várzea do Tietê


Kassab quer parque na várzea do Tietê.
Agências - 14/12/2009 - 20h31

Helvio Romero/AE
Kassab e a secretária estadual de Saneamento e Energia, Dilma Pena.O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, anunciou na manhã de ontem que entre 3.500 e 7 mil famílias que vivem em bairros da zona leste, nas várzeas do rio Tietê, alagados desde as fortes chuvas de terça-feira passada, terão de ser retiradas de suas casas para a recuperação da área e a construção do Parque Várzeas do Tietê, que, além de área verde, contará também com equipamentos de lazer e de atividades culturais.

Ocorre que os moradores da região resistem a essa ideia. Continuam afetados pelo alagamento o Jardim Romano, Jardim Helena, Chácara Três Meninas e Jardim São Martinho. Segundo o subprefeito de São Miguel, Nilton Persoli, a área de várzea é variável, mas, em alguns pontos, fica a até 500 metros do leito do rio.

Centímetros – De fato, a população do Jardim Romano continua sofrendo com a inundação. Segundo levantamento da Defesa Civil estadual, divulgado ontem, o nível da água baixou apenas poucos centímetros na região. A inundação se estende por uma distância de até seis quarteirões do leito do rio Tietê e alguns moradores continuam convivendo com as consequências do grande volume de águas paradas. Em áreas inundadas, a possibilidade de contaminações está sempre presente.

Abrigos – Em algumas partes desses bairros, onde o nível das águas chegou à cintura das pessoas, moradores foram retirados e abrigados em um colégio estadual. A rua em frente ao Centro Educacional Unificado (CEU) do Jardim Romano está alagada e muitas crianças estão sem aula. O córrego Três Pontes, que corta o bairro, está cheio de lixo e com o nível bem acima do normal.

Desde a última terça-feira, foram efetuadas no local 413 interdições pelas subprefeituras e 892 famílias foram atendidas pelos técnicos da assistência social, recebendo colchões, cobertores e alimentação após os alagamentos.


Helvio Romero/AE
No Jardim Romano, morador improvisa transporte para vencer inundação que já dura uma semana.Esgotos – Desse total, 267 pessoas aceitaram ser encaminhadas para alojamentos ou abrigos.

As demais, 2.500 pessoas, preferiram buscar abrigo em casas de amigos ou de parentes. O alagamento, segundo a Defesa Civil, afetou também as estações elevatórias de esgoto da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) que atendem a região. Com isso, o sistema ainda não está funcionando, espalhando esgoto pelas ruas. Além disso, a enchente ainda prejudica os moradores – que estão sem telefone e com a água na altura da cintura em alguns locais. Para esses moradores, a Prefeitura deveria investir mais em serviços que visem controlar o volume de água do Tietê e na limpeza dos bueiros para evitar as inundações.

D.C. de 15 de dezembro de 2009

Em Congonhas, a chuva que castiga é a de querosene


D,C de 15 de dezembro de 2009

CPI na Câmara Municipal investiga o vapor de combustível que sai das aeronaves durante os pousos e decolagens no Aeroporto de Congonhas, prejudicando os moradores dos bairros próximos.
Décio Viotto - 14/12/2009 - 20h50

Paulo Pampolin/Hype - 19/01/2009
Avião decola do Aeroporto de Congonhas: além do barulho, moradores sofrem com o combustível exaladoUma chuva com hora marcada cai todos os dias em São Paulo. Ela começa quando a primeira aeronave entra em operação no Aeroporto de Congonhas, na zona sul, e termina com o pouso do último avião. A chamada "chuva de querosene" ocorre desde que o motor a jato passou a ser utilizado, ainda na década de 1950.

O jato comercial pioneiro foi o De Havilland Comet, introduzido na aviação em 1952. Mas foi o Boeing-707, apresentado na mesma época, o primeiro a ter sucesso comercial. No entanto, somente este ano, durante as atividades da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Danos Ambientais, na Câmara Municipal, o problema citado acima, que aflige há tanto tempo os moradores no entorno de Congonhas, foi oficialmente reconhecido.

"Quando fiz a denúncia, os vereadores acharam que era mentira e a Infraero dizia que era uma bobagem minha", afirma Nelson Luiz Piva, presidente da Associação dos Moradores da Vila Noca e Jardim Ceci. Sua entidade conta com o apoio do movimento Defenda São Paulo, que reúne 176 associações. Porém, o tema apenas mereceu seriedade na CPI depois que o Comandante Camacho, secretário de Segurança de Vôo do Sindicato Nacional dos Aeronautas, confirmou a gravidade da denúncia.

"É um escândalo", afirma o vereador José Luiz de França Penna (PV), 63 anos, membro da CPI. O relatório final da comissão, que será apresentado hoje, vai pedir providências junto à Infraero, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Ministério Público Federal e Estadual e Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente.

Paulo Pampolin/Hype - 19/01/2009
Problema com o querosene das aeronaves em Congonhas começou na década de 1950. Cerca de 50 mil moradores são afetados diretamente com a situação.Fósforo – "Não podemos permitir que os espaços entre a Anac e a Infraero criem uma superexposição de poderes para não combater nada", afirma Penna. Segundo ele, a situação é tão perigosa que os moradores não arriscam acender fósforo ou isqueiro nos jardins ou nas entradas de suas residências. Pelos cálculos de Piva, cerca de 50 mil moradores são afetados diretamente com o problema.

"As casas ficam com o solo engordurado, como se fosse óleo", conta Piva. Camacho explica que, na verdade, a substância lançada no ar é o vapor do querosene – e não o combustível em si – não queimado pelo motor. É pior na decolagem do que no pouso.

Situação crítica – A quantidade de combustível prejudicial ainda é desconhecida, mas, pelo número de pousos e decolagens – 34 voos por hora –, pode-se avaliar o perigo. Camacho revela que o relatório de impacto ambiental descreveu Congonhas "sem conformidade", o que, em bom português, significa "situação extremamente crítica".

Talvez por isso, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, ao apresentar o Estudo de Impacto Ambiental e o respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima), tenha dado um prazo de dois anos para que o problema seja resolvido.


Milton Mansilha/Luz - 06/09/2008
Querosene responde por 8,8% da poluição dos combustíveis."Não deixa de ser constrangedor dar um licenciamento ambiental depois de 60 anos de seu funcionamento", afirma Piva. Mas agora é lei e o prazo vence no dia 1º de dezembro de 2011. Se até lá nada for feito, todos terão direito de recorrer à Justiça.

"Será uma enxurrada (de ações)", prevê Piva. Embora a poluição provocada pelo avião seja pequena – entre 5% a 6%, se comparada aos 20% dos transportes terrestres –, a União Européia está debruçada sobre o assunto.

Barulho – Nesse sentido, uma comissão analisa medidas para serem tomadas nos próximos dez anos, cujo objetivo é reduzir os danos ambientais – leia-se também poluição sonora – provocados pelas aeronaves. Entre as propostas já reunidas no documento "New Sources of Financing for Development: A Review of Options", estão a redução das emissões de óxido nitroso em 80% e o estabelecimento de um sistema comum de relatórios do total da liberação de CO2.


Emissões – De acordo com as previsões, as emissões de gases estufa de aviões e aeronaves vão dobrar até 2030, mesmo se as companhias aéreas investirem em combustíveis mais eficientes. A previsão é que chegue, no total, a 18 milhões de toneladas. Um avião gasta 60 mil litros de combustível num vôo de 12 horas, o equivalente ao uso de um automóvel por 50 anos.

Apenas um voo desses produz 140 toneladas de gás carbônico, o principal responsável pelo aquecimento da Terra. O avião produz ainda 750 quilos de outro gás, o óxido de nitrogênio. Despejado a 10 mil metros de altitude, esse gás provoca reações químicas na atmosfera que contribuem para esquentar o planeta.

Orçamento para a cidade em 2010 é aprovado

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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Vereadores adiam votação de aumento salarial a Kassab

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Em 12 dias, alagamentos já superam dezembro de 2008 em SP

Em 12 dias, alagamentos já superam dezembro de 2008 em SP
Foram 196 locais alagados do dia 1º ao dia 12 contra 137 no mês inteiro do ano passado, um aumento de 42%
Luísa Alcade e Felipe Grandim, do Jornal da Tarde

SÃO PAULO - O número de alagamentos registrados nos primeiros 12 dias deste mês já ultrapassou o de dezembro de 2008. Foram 196 locais alagados do dia 1º ao dia 12, tanto transitáveis como intransitáveis, contra 137 no mês inteiro do ano passado, um aumento de 42%. As informações estão em um relatório do Centro de Controle de Emergências (CGE), órgão da Prefeitura que monitora as condições climáticas da capital. A chuva intensa e a falta de limpeza de bueiros são apontados por especialistas como motivos para o aumento.





O documento aponta 463 trechos com mais registros de alagamento durante o período de chuvas na capital, que vai de novembro a abril. Nestes meses, o CGE implanta a chamada Operação Verão. Desses pontos, 51 são os mais problemáticos. Nove deles estão distribuídos entre as marginais do Pinheiros e do Tietê, alagadas e interditadas na manhã do dia 8, quando a cidade parou por causa da enchente. Só naquele dia foram registrados 124 alagamentos, dos quais 26 intransitáveis. Também houve aumento se comparados os dois últimos meses de 2008 com novembro e os 12 primeiros dias de dezembro deste ano: 233 ante 310 (33%). Em dez anos de operação, 2006 registrou o dezembro com maior número de alagamentos: 261.

Uma das explicações para o aumento do número de alagamentos, segundo a Prefeitura, é o fato de que as chuvas estão mais intensas (leia abaixo). De acordo com o CGE, em dezembro de 2008 choveu 123,6 milímetros na capital. Nos 12 primeiros dias deste mês, o índice foi de 154,3 mm.

"É fato que em menos tempo choveu em maior quantidade", afirma o engenheiro hidráulico Júlio Cerqueira Cesar. "Mas a Prefeitura deveria limpar muito mais bocas-de-lobo e galerias, questões diretamente ligadas aos alagamentos", afirma ele.

Segundo dados da Prefeitura, a cidade tem 2.850 quilômetros de galerias, que levam a água das ruas para o Rio Tietê. Mas apenas 780 quilômetros são limpos a cada ano. Já as 397 mil bocas-de-lobo recebem manutenção duas vezes por ano, número considerado insuficiente pelo engenheiro. Neste ano, a Prefeitura investiu R$ 241 milhões na prevenção a enchentes, como limpeza e manutenção de córregos, piscinões e bocas-de-lobo e construção desses últimos. Isso equivale a 63,26% dos R$ 381 milhões previstos no Orçamento.

Segundo Anis Kfouri, presidente da Comissão de Fiscalização do Serviço Público da OAB, em última instância o governo é responsável por qualquer dano sofrido pela população. "Se a falta da coleta de lixo ou de obras gerou o alagamento, o cidadão tem o direito de pedir indenização", afirma.

O Estado de S. Paulo de 15 de dezembro de 2009

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Veja que causou o alagamento no Rio Tietê

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Dois meninos estão desaparecidos depois das enchentes em SP

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Projeto quer preservar o verde nas regiões mais distantes de São Paulo

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Vereadores adiam votação de salário do prefeito e vão jogar futebol

Com sessão marcada para madrugada, expediente acabou às 20h30.PSDB e PT derrubaram tentativa de votar aumento nesta quinta.
Roney Domingos Do G1, em São Paulo

(Foto: Roney Domingos/ G1)

Vereadores discutem forma de votação do projeto que trata da revisão do Plano Diretor, sem sucesso

saiba mais
Entenda por que a Câmara de São Paulo marcou uma sessão para 0h05

Mesmo após marcarem quatro sessões extraordinárias para a madrugada desta sexta-feira (11) com o objetivo de analisar projetos importantes como o que revisa o salário do prefeito, os vereadores de São Paulo resolveram encerrar os trabalhos às 20h30, sem votar o aumento para o chefe do Executivo. Alguns deles saíram com destino ao Parque da Aclimação, onde estava marcado um jogo de futebol contra os vereadores de Guarulhos, cidade da região metropolitana.

A partida estava marcada para as 20h. E não foi adiada.

Antes de sair para jogar, os vereadores discutiram a votação do projeto que atualiza o salário do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e dos secretários municipais. De acordo com a Mesa Diretora, autora do projeto, a ideia é atrelar os salários do Executivo ao dos ministros do Supremo Tribunal Federal. O prefeito Gilberto Kassab já disse que vai abrir mão do reajuste.

O PT e o PSDB derrubaram a votação prevista para esta quinta. O líder do PSDB, Carlos Bezerra, afirmou que o partido vai se posicionar contra o projeto em todas as próximas sessões até o final deste ano, porque não considera o tema oportuno neste momento. O líder do PT, João Antônio, disse que o partido sempre votou e sempre vai votar contra o projeto.

No momento em que o projeto foi apresentado para votação, o PSDB pediu adiamento e a retirada do projeto da pauta. O PT se absteve de votar. Quando foi a votação para valer, o projeto ficou pendente de votação, por falta de quórum, com 16 votos a favor, nove contra e três abstenções.

A Câmara Municipal disse nesta quinta-feira que as marcações de sessões extras têm como objetivo garantir que não haja interrupção de sessões que eventualmente avancem pela madrugada.

Os vereadores querem encerrar os trabalhos do ano no próximo dia 18 e até agora ainda não votaram o Orçamento de 2010 e o Plano Plurianual (que determina o planejamento para os próximos cinco anos). Nesta quinta, os parlamentares decidiram adiar para 2010 a primeira votação do Plano Diretor.

Também nesta quinta-feira foi aprovada a criação de um departamento de publicidade, que terá um orçamento de R$ 17 milhões por ano. Houve ainda a aprovação, ainda não defintiva, de um bônus de R$ 885 para os cerca de 1,8 mil funcionários do Legislativo ainda em dezembro.

Jogo

De acordo com o vereador João Antônio, líder do PT, foram escalados para o jogo desta quinta à noite (previamente agendado) os vereadores Aníbal de Freitas (gol), Adilson Amadeu (zaga), Antônio Donato (meio-campo), Dalton Silvano (meio-campo), Senival Moura (zaga), Zelão (zaga), Marco Aurélio Cunha (ataque), Atílio Francisco (ataque), Police Neto (meio-campo) e Ítalo Cardoso (zagueiro). Tanto políticos de oposição quanto da base governista compõem o time. No entanto, apenas três compareceram: Dalton Silvano, João Antônio e Marco Aurélio Cunha.

Globo.com

Ruas e casas inundadas há mais de 48 horas na Zona Leste de SP

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Bairros no extremo da Zona Leste continuam alagados

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Chuva já dura mais de 14 horas em São Paulo

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Chuva para a Capital, Confira os destaques do Jornal Hoje - 08/12

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Forte chuva provoca tragédia em Santana de Parnaíba

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Chuva para São Paulo, Radar SP - 08/12

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Passageiros tentam atravessar a pé a ponte da Freguesia do Ó

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Rios de SP: qualidade da água do Rio Pinheiros é péssima

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Tarifa dos meios de transporte vai aumentar em 2010

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Árvore de Natal do Ibirapuera é inaugurada

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Feirinha da madrugada do Brás atrai comerciantes de todo o país

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Câmara de SP deve votar projeto que aumenta IPTU nesta terça


Câmara de SP deve votar projeto que aumenta IPTU nesta terça
Se proposta original for aprovada, imposto pode subir até 60%.Governo admite negociar, mas não que mexer nos limites.
Roney Domingos Do G1, em São Paulo


O PT levou à Câmara a faixa Taxab, para ironizar o prefeito Gilberto Kassab (DEM) que propõe reajuste do IPTU; em 2002, a ex-prefeita Marta foi chamada de Martaxa pela oposição ao criar a taxa do lixo (Foto: Roney Domingos/ G1)
A Câmara de Vereadores de São Paulo deverá votar nesta terça-feira (1º) o projeto de lei que trata da revisão da Planta Genérica de Valores (PGV) e que pode reajustar o valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de residências em até 40% e de imóveis comerciais em até 60% em 2010. O projeto é alvo de intensa polêmica e deve receber pelo menos três substitutivos. Por enquanto, o governo admitiu revisar apenas o valor do metro quadrado atribuído à Cracolândia, na região central, equiparado na proposta original ao de áreas nobres da cidade.

saiba mais
Sindicato da Habitação tenta modificar projeto de IPTU em SP
Hoje é o último dia para usar a Nota Fiscal Eletrônica e ter desconto no IPTU
Câmara de SP aprova primeira fase da lei que aumenta IPTU
Discussão de lei que aumenta IPTU em SP é paralisada por vereador
Prefeitura limita IPTU de apartamentos na 25 de Março, Paulista e Faria Lima
Secovi considera injusta proposta de aumento do IPTU em SP
Lei que prevê aumento do IPTU pode isentar 1 milhão em SP
Impacto da revisão do IPTU no Orçamento será de R$ 650 milhões, diz Kassab
Projeto de reajuste do IPTU é encaminhado à Câmara de SP
Cracolândia pode ter valor do m² revisado, mas donos sentem valorização


A proposta original foi encaminhada pelo prefeito Gilberto Kassab à Câmara em 17 de novembro e aprovada em primeira discussão na quarta-feira (25). Nesta segunda (30), os vereadores realizaram a segunda e última audiência pública, sob críticas do Sindicato da Habitação (Secovi), que vê distorções na avaliação do valor venal dos imóveis nos quatro pontos da cidade. O líder do governo na Câmara, José Police Neto, deixou claro que o governo tentará votar o projeto até quinta-feira, antes de iniciar a discussão do Orçamento de 2010. Para ele, o governo deve ter uma ideia clara das receitas tributárias antes de decidir as receitas e despesas do próximo ano - o que deve ser feito no máximo até 30 de dezembro. Apesar da polêmica em torno do projeto, a audiência pública realizada na Câmara reuniu pouco mais de 50 pessoas. O diretor de legislação urbana do Sindicato da Habitação, Eduardo Della Manna, disse que vai tentar modificar o projeto original e propor que a nova PGV aumente resulte em aumento máximo de 15% para imóveis comerciais e 5% para imóveis residenciais. Substitutivos O líder do governo, Police Neto, tenta conciliar as propostas alternativas ao projeto original, embora o secretário de Finanças, Walter Aluísio Rodrigues, diga ser impossível reduzir o limite de 40% para imóveis residenciais. O PT apresentou proposta substitutiva ao texto apresentado pelo governo, em que prega a extinção de qualquer limite de aumento para os imóveis de luxo em contraposição a limites escalonados para imóveis de classe média. O vereador Celso Jatene (PTB), integrante da base governista, também anunciou a disposição de apresentar substitutivo com alíquotas menores. Deverão ser apresentados ainda projetos substitutivos do PSB e do PCdoB.


Globo.com

domingo, 29 de novembro de 2009

Veja animação 3D do novo trem do metrô de São Paulo

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sábado, 28 de novembro de 2009

São Paulo ganhou 900 mil cães e 350 mil gatos em apenas seis anos

Aline, Talita e Anthéia segurando a "Belle"

Aline e Vitor segurando o "Stuart"

São Paulo ganhou 900 mil cães e 350 mil gatos em apenas seis anos
População de animais cresceu, respectivamente, 60% e 152%; enquanto isso, número de habitantes subiu 3,5%
Felipe Oda, JORNAL DA TARDE



Pouco mais de 11 milhões de pessoas vivem em São Paulo, mas a população que mais cresce na cidade não é a humana. Enquanto o número de homens, entre 2002 e 2008, cresceu 3,5%, a quantidade de cães aumentou 60% e a de gatos, 152,17%, de acordo com estudo da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP). O último censo animal, realizado em 2002 pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), indicava 1,5 milhão de cães e 230 mil gatos supervisionados - com algum responsável - na capital. Em 2008, a população canina alcançou 2,4 milhões e a felina, 580 mil.Estima-se que para cada 4,5 moradores da cidade exista um cão. O bairro do Grajaú, extremo sul, é a região com maior quantidade absoluta de cães: 135 mil. Apesar disso, no Campo Belo, também na zona sul, a razão entre moradores e cachorros é maior. Para cada 1,5 morador há um cão no bairro. Bimbo, um cocker spaniel inglês de 4 anos, é um deles. Mora e passeia todos os dias pelas ruas da região. "É a minha sombra, meu neném. O Bimbo é um membro da família", comenta a engenheira Monise Villano, de 30 anos. A região com menor quantidade de cachorros por habitante é o distrito de José Bonifácio, na zona leste. Lá, para cada 13,6 pessoas há um cão. Pensando em aumentar a "família", composta atualmente por Nikita, uma pit bull de 8 anos, e duas poodles, Meg e Bambina, de 7 e 11 respectivamente, o empresário Danilo da Silva, de 22 anos, sonha em se mudar. "Quero ir para um espaço maior. Convenci minha mulher. Não queremos ter filhos, mas pretendemos criar mais cães."A médica veterinária e mestranda Bianca Davico Canatto, também coordenadora da pesquisa, afirma que o crescimento da população felina é ainda mais expressivo. Em sete anos, o número de gatos duplicou. O distrito de Raposo Tavares, na zona oeste, abriga a maior quantidade de gatos: 29 mil. Estima-se que para 19 homens na cidade exista um felino. No Butantã, há um gato para cada 2,3 moradores. A proporção é maior no Tatuapé: 56,4 pessoas por bichano.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Rios de SP: expedição do flutuador passa por baixo do Rio Pinheiros

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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Rios de SP: flutuador chega ao Rio Pinheiros

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Rios de São Paulo: ambientalistas lutam contra a poluição no Tietê

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Rio Pinheiros marca contraste entre bela paisagem e poluição

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

MP reafirma que candidatos a vereador receberam doações ilegais

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Vereadores cassados de SP discutem projetos na Câmara Municipal

Plenário da Câmara dos Vereadores, que chegou a reunir 51 vereadores, um dia após a cassação de 13 mandatos (Foto: Roney Domingos/G1)

Mesmo cassados, vereadores de SP discutem projetos hoje na Câmara
Na segunda, Justiça cassou mandato de 13 dos 55 vereadores.Eles têm até quinta-feira (22) para apresentar recursos.
Roney Domingos e Marília Juste Do G1, em São Paulo


Plenário da Câmara dos Vereadores, que chegou a reunir 51 vereadores, um dia após a cassação de 13 mandatos (Foto: Roney Domingos/G1)
Apesar das decisões judiciais que na segunda-feira (19) cassaram o mandato de 13 dos 55 vereadores de São Paulo, a Câmara Municipal manteve para esta quarta (21) a sessão para discutir projetos de interesse do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Os cassados têm até quinta-feira (22) para apresentar recursos.

Líder do governo, o vereador Netinho (PSDB) disse que as decisões judiciais não afetaram o clima de trabalho. Na terça, os vereadores tiveram uma longa reunião de líderes fora do plenário para discutir a pauta desta quarta. Está prevista, por exemplo, a votação de projetos que tratam do incentivo a empreendedores populares.

Na tarde de terça, o juiz da 1ª Zona Eleitoral, Aloisio Sérgio Rezende Silveira, concedeu efeito suspensivo às sentenças que cassaram três titulares - Adilson Amadeu (PTB), Abou Anni (PV) e Wadih Mutran (PP) - até que os recursos apresentados por eles sejam julgados pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. A mesma decisão beneficiou também o suplente Marcus Vinícius de Almeida Ferreira.

Outros dez vereadores titulares cassados têm até quinta-feira (22) para apresentar recursos ao Tribunal Regional Eleitoral.

O advogado Ricardo Penteado de Freitas Borges, que defende os vereadores Domingos Odone Dissei (DEM), Carlos Apolinário (DEM), Gilson Almeida Barreto (PSDB), Dalton Silvano do Amaral (PSDB), Adolfo Quintas Gonçalves Neto (PSDB), Ushitaro Kamia (DEM), Carlos Alberto de Quadros Bezerra Junior (PSDB) e Cláudio Roberto Barbosa de Souza (PSDB), afirmou que “não tem pressa” para entrar com os recursos. “Ainda não entrei, não tem pressa. Até quinta [prazo máximo para apresentação dos recursos], tudo será encaminhado”, disse Borges ao G1 na terça-feira. A assessoria de imprensa da vereadora Marta Costa (DEM) informou que seu advogado deveria entrar com o recurso ainda na tarde de terça. Já o vereador Ricardo Teixeira (PSDB) deve entrar com o recurso nos próximos dias, segundo sua assessoria.
O prazo de três dias é contado a partir da publicação no ‘Diário Oficial’ e não depende de notificação dos vereadores, segundo o TRE. De acordo com o órgão não há previsão sobre quanto tempo o julgamento do recurso pode demorar.

Segundo a decisão judicial, que teve como base denúncia do Ministério Público Eleitoral, os vereadores receberam doações da Associação Imobiliária Brasileira (AIB) em um valor acima do permitido pela Lei Eleitoral (9.504/97), que determina que o volume de doações de pessoas jurídicas não supere os 2% da receita anual da entidade. O promotor eleitoral Maurício Antônio Ribeiro Lopes, que entrou com a representação contra os vereadores, disse que aguarda o julgamento de outros 17 casos.

SilêncioDez dos 13 vereadores cassados participaram da sessão de terça-feira, mas nenhum deles subiu à tribuna para comentar as decisões judiciais. A Câmara Municipal de São Paulo inicou a sessão na tarde desta terça-feira com quórum de 44 parlamentares, mas o painel chegou a mostrar a presença de 51 parlamentares. Dos 13 cassados, registraram presença no painel de votaçao os vereadores Adilson Amadeu, Adolfo Quintas, Carlos Apolinário, Carlos Bezerra, Cláudio Roberto Barbosa de Souza, Dalton Silvano, Gilson Barreto, Marta Costa, Abou Anni, Ricardo Teixeira, Ushitaro Kamia e Mutran. A sessão terminou às 17h05, após quase duas horas de discursos e sem votação de qualquer projeto.

'Se melhorar, estraga' O vereador Wadih Mutran, que teve o mandato cassado e diz ter obtido decisão favorável à sua permanência no cargo, foi o único que aceitou falar com os jornalistas sobre sua situação.

"Se melhorar, estraga", disse Mutran. O parlamentar explicou que a Associação Imobiliária Brasileira (ABI) se dispôs a dar R$ 50 mil para sua campanha e que ele submeteu a doação ao Tribunal Regional Eleitoral antes de aceitá-la.

"Eu aceitei porque recebi uma carta, me explicaram o que era a AIB e consultei o TRE de maneira informal", afirmou o vereador.Corretor de imóveis "durante toda a vida", Mutran afirma que não sabe de qualquer ligação entre a AIB e o Secovi, o sindicato da habitação. "Eu nunca fui ao Secovi, a não ser quando me prestaram uma homenagem." Mutran evitou criticar a decisão judicial, mas alegou completa inocência. "Eu sei que eu recebi o dinheiro normalmente das empresas, não tem nada por baixo do pano nem nada. Quando a justiça achar que eu não estou trabalhando certo, rua para mim", afirmou.


Globo.com

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Gilberto Kassab fala sobre a poluição no Rio Tietê

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Pontes serão interditadas para obras na Marginal Tietê

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Treze vereadores de São Paulo têm mandato cassado

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Centro da capital tem mais de 150 prédios vazios

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Gilberto Kassab visita rio despoluído em Seul

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Prefeito Gilberto Kassab inaugura UBS em São Miguel Paulista


Foto: Alex Santos
Prefeito Gilberto Kassab esteve em São Miguel Paulista nesta segunda feira inaugurando UBS Parque Paulistano, na Rua Silveira Pires, nº 265, Parque Paulistano.

O Evento contou com a presença do sub-prefeito de São Miguel, Milton Personi, do jornalista Vitor Santos, dos empresários Jorgeani Santos e Alex Santos, autoridades cíveis e militares e representantes da comunidade.

O prefeito Gilberto Kassab durante o pronunciamento ressaltou a importância de ampliar as URB”s para atender a população de baixa renda. Elogiou o trabalho realizado pela Administração Santa Marcelina.

Falou da importância dos programas Remédio em Casa e da Mãe Paulistana.

Encerrou seu discurso afirmando que 7 milhões de pessoas na capital dependem do atendimento da Saúde, e que não medirá esforços para que todos sejam bem atendidos.

Dr. Marcelo Lorenzetto Pinto gerente da UBS do Parque paulistano e a Enfermeira Gardênia Costa Damião gerente da AMA, a Dra. Sonia Antonine, estiveram o tempo todo ao lado do prefeito Gilberto Kassab, Antonio Ailton Silva gestor de saúde também participou do evento.

Estiveram presentes também, o engenheiro Napoleão Peixinho, o jornalista Antonio Teixeira, Gilberto Travesso, Nairtom de Castro dentre outras lideranças do bairro.


Reportagem de Vitor Santos

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Fase 2 do Cidade Limpa pode vetar obras


Fase 2 do Cidade Limpa pode vetar obras
Lei, polêmica, barraria construções que obstruam vista de patrimônios e protegeria traços históricos da capital
Rodrigo Brancatelli


Uma São Paulo sem o Elevado Costa e Silva. Sem prédios em volta do Parque do Ibirapuera, sem a Ponte Octavio Frias de Oliveira (a ponte estaiada), sem a polêmica cobertura branca desenhada por Paulo Mendes da Rocha na Praça do Patriarca. Em suma, sem empreendimentos imobiliários, obras faraônicas ou intervenções artísticas que atrapalhem a paisagem da cidade e obstruam a vista de marcos urbanísticos paulistanos. A intenção - que, no mínimo, tem todos os ingredientes para causar polêmica - está contemplada agora no Plano Diretor da Paisagem Urbana, novo projeto de lei formulado pela Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) da Prefeitura para proteger os traços históricos da capital.Trata-se de uma espécie de segunda fase da Lei 4.223/06 , a Cidade Limpa, principal vitrine da primeira gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Depois de retirar os outdoors e os anúncios das fachadas, planeja-se agora evitar que novos prédios ou viadutos tampem a visão do patrimônio. "O Plano Diretor da Paisagem Urbana será um conjunto de regras para manter o urbanismo que queremos na cidade", diz a arquiteta Regina Monteiro, diretora de Projetos, Meio Ambiente e Paisagem da Emurb, que prepara o texto. "Veja, por exemplo, o Minhocão: se tivéssemos essa lei antes, nunca teriam construído aquele monstro. Ou não teriam construído tantos prédios em volta do Ibirapuera, que hoje sufocam o parque e atrapalham a visão das áreas verdes. O que queremos com este novo projeto de lei é que seja possível enxergar espaços que estão fechados atualmente e proteger aquilo que ainda é caro para os paulistanos."A cidade tem hoje três conjuntos de leis que ordenam o urbanismo dos bairros - a de tombamento (que não permite obras em imóveis históricos), o código de obras (que fala sobre a relação de um empreendimento com o seu lote) e o zoneamento (que define o tipo de empreendimento e tamanho máximo permitido nas diferentes áreas de São Paulo). No entendimento da Emurb, falta ainda um mecanismo para disciplinar urbanisticamente a relação das novas obras com os vizinhos. Em países da Europa e até em cidades brasileiras, como São Luís (MA) e Santos, esse tipo de legislação já existe e chega a definir até se o estilo e o desenho de um prédio em construção não vai contrastar com os imóveis ao redor.Por aqui, o projeto de lei - que ainda será finalizado e enviado para a Câmara - não pretende coibir ou mudar o estilo arquitetônico dos novos prédios, mas sim impedi-los de atrapalhar a visão do que já existe de importante em seu quarteirão ou em seu bairro. "Em volta do Instituto Biológico, por exemplo, seria proibido construir prédios que tampem a visão de quem está na Vila Mariana e hoje enxerga aquele prédio belíssimo", diz Regina Monteiro. "Também seria proibido construir um outro Minhocão no centro, ou erguer um prédio que tampe a fachada do Tribunal de Justiça ou de outro imóvel histórico."Antes mesmo de qualquer discussão sobre o assunto, a ideia já causa polêmica entre urbanistas e arquitetos. "A cidade já dispõe de um Plano Diretor e de uma Lei de Zoneamento bastante complexos e, dentre outros assuntos, considera e restringe as questões de uso e ocupação do solo", diz Luiz Paulo Pompéia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio. "Simultaneamente, existem órgãos nas três esferas de governo que foram criados justamente para proteger o patrimônio das cidades e, de um modo ou de outro, atender até mesmo questões como esta."Para Regina Monteiro, no entanto, o debate servirá ao menos para aumentar nos paulistanos a preocupação com a cidade. "Será que é importante para São Paulo ter uma ponte estaiada daquele tamanho descomunal, ou colocar uma cobertura metálica em uma praça histórica como a do Patriarca? Essa discussão toda que estamos propondo agora só vai ajudar a entender melhor que São Paulo queremos manter para o futuro."


Jornal O Estado de S. Paulo de 14 de outub ro de 2009

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Na Praça da Sé, milhares homenagearam a padroeira do Brasil

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Prefeitura prevê plantio de 200 mil mudas por ano


Prefeitura prevê plantio de 200 mil mudas por ano
Cristiane Bomfim

A Prefeitura de São Paulo pretende plantar 800 mil árvores na cidade entre 2009 e 2012. O plano de arborização urbana faz parte da Agenda 2012 elaborada pela administração municipal com a participação da população. Para atingir a meta será preciso plantar em média 200 mil mudas por ano. Entre janeiro e junho deste ano, a Secretaria do Verde e Meio Ambiente afirma ter plantado 93.480 árvores com a promessa de que "com a entrada da primavera o plantio se intensificará". O departamento responsável pelo acompanhamento de execução das metas, ligado à Secretaria de Planejamento, oferece outro número: 67.197 no mesmo período.Juntamente com a proposta, veio o aumento do orçamento da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, que subiu de R$ 98,27 milhões em 2006 (primeiro ano da administração de Gilberto Kassab) para R$ 339,91 milhões em 2009.A definição do número de mudas, segundo a pasta, leva em "consideração a experiência da Prefeitura, que ampliou consideravelmente o plantio na cidade". Em 2005, último ano da gestão de José Serra (PSDB), foram plantadas na cidade 37.855 árvores pelo Programa de Arborização Urbana. No ano passado, o número subiu para 185.164. O orçamento para o programa também aumentou. Dados do Sistema de Execução Orçamentária da Prefeitura (NovoSeo) apontam que a verba destinada para o plano de arborização para este ano é de R$ 9,39 milhões. Para instalação de áreas verdes, a Prefeitura disponibilizou R$ 14,33 milhões.Para o engenheiro agrônomo João Carlos Pettan, especialista em arborização urbana, falta na cidade de São Paulo "um programa de arborização". O último levantamento é de 2002 e aponta uma área de 760,1 quilômetros quadrados com cobertura vegetal. O município possui 1.523 km². As subprefeituras também dizem não saber ao certo quantas árvores existem em suas regiões e quais as espécies."A Prefeitura não está estruturada para cuidar da manutenção de 200 mil árvores plantadas por ano", diz Pettan. Segundo ele, o porcentual de árvores que não vingam é de 10% em parques e praças, mas pode chegar a 40% em vias públicas. A Prefeitura trabalha com o índice de 20%."É imprescindível o envolvimento da população", explica o especialista.
Jornal O Estado de S. Paulo de 12 de outubro de 2009

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Orçamento da Prefeitura de São Pauloe para 2010 deve ficar em R$ 28 bilhões de reais

Pastas municipais da Saúde e Educação não devem ter grande variação de verba, apesar de aumento de custeios, o que comprometeria investimentos

Com base num crescimento econômico estimado em 3,5% para o próximo ano pelo Relatório Focus do Banco Central, técnicos da Secretaria Municipal de Planejamento devem fechar o Orçamento de São Paulo de 2010 em R$ 28 bilhões. O valor provisório, que ainda hoje pode ser alterado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), também teve como parâmetro a previsão de arrecadação de impostos, feita pela pasta de Finanças, de R$ 19,7 bilhões, mesmo valor projetado com os tributos que vão entrar nos cofres públicos até o final de dezembro de 2009. A Prefeitura ainda prevê redução de até R$ 250 milhões com o custo do sistema de transporte após a integração tarifária entre ônibus, Metrô e trens da CPTM, o que deve ocorrer no início do ano que vem, após a conclusão da licitação de R$ 2 bilhões para a gestão privada das contas do bilhete único.As contas e as previsões feitas pelo Planejamento, entretanto, estão sujeitas a mudanças que podem ser pedidas hoje à tarde pela cúpula do governo, horas antes da entrega da peça ao Legislativo. Assessores próximos ao prefeito defendem uma peça mais conservadora, de no máximo R$ 26,5 bilhões. Eles avaliam que um novo congelamento de verbas, como o que ocorreu neste ano, traria ainda mais desgaste ao prefeito. Vereadores governistas falam em no máximo R$ 27 bilhões.Por outro lado, secretários ligados ao governador José Serra (PSDB) querem um Orçamento mais folgado para contemplar pelo menos as principais promessas de campanha feitas pelo prefeito e que ainda não saíram do papel no primeiro ano da segunda gestão, como as construções de três novos hospitais, do corredor de ônibus da Avenida Celso Garcia, na zona leste, e de Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs) especializadas em atendimento odontológico. O governador é pré-candidato à presidência e teme ser alvo de críticas dos adversários se os projetos de seu apadrinhado político seguirem parados no ano eleitoral.Uma massa de manobra possível, diante de um eventual orçamento enxuto, é a utilização, pela administração, de verba de precatórios para outras finalidades. Estima-se que seriam R$ 2 bilhões para aplicação no que a administração bem quisesse. Os calotes e remanejamentos ilegais do Executivo no dinheiro destinado a essas ações fizeram o débito do Município com os precatórios em geral dobrar em cinco anos - de R$ 5,3 bilhões aos atuais R$ 11 bilhões.PROMESSASKassab empenhou sua palavra nas vésperas da posse afirmando que Saúde e Educação não seriam afetadas por eventuais cortes de Orçamento. Em 2010, no entanto, as pastas não devem apostar em "investimentos". Na pior das hipóteses, elas devem contar com verba igual à de 2009 ou ter variação a mais, de 1%. Pelo custeio elevado da Saúde e pelas prementes necessidades da Educação (criação de vagas em creches, fim do turno da fome etc.), pequeno aumento não seria sinônimo de "investimentos".A Prefeitura, no entanto, conta com que os repasses da União referentes ao Sistema Único de Saúde (SUS) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) aumentem no próximo ano.O governo tem até as 20h para protocolar a estimativa de gastos e o Plano Plurianual 2009-2012 no Palácio Anchieta, conforme determina a Lei Orgânica do Município. DISTRIBUIÇÃOA administração não quis adiantar como será feita a distribuição de verbas por pastas e autarquias no Orçamento. Kassab determinou remanejamentos e ajustes na primeira versão apresentada a ele na sexta-feira à tarde. Na audiência pela manhã no Legislativo, o secretário de Finanças, Walter Rodrigues, mostrou aos vereadores que o governo atingiu um superávit orçamentário de R$ 1,73 bilhão entre janeiro e agosto e que os gastos com pessoal aumentaram 7,5%, apesar de os congelamentos de verbas afetarem obras essenciais, como recapeamento de ruas e construção de postos de saúde. "O aumento de gastos com pessoal ocorreu por causa do aumento salarial de 20% na Educação e da gratificação criada aos profissionais da Saúde. Os novos contratados (1.400 ativos de um total de 147 mil) não tiveram impacto significativo."

O Estado de SP

Vereadores mantêm influência nas subprefeituras

Vereadores de São Paulo continuam a exercer influência nas subprefeituras. São cerca de 1.600 cargos de confiança espalhados pelas 31 subs da cidade, cujos titulares podem mudar conforme a administração municipal. Essa ampla fatia de empregos vinculados a indicações políticas, mais o prestígio que as subprefeituras destinam a certas lideranças locais, favorecem a ascendência que membros do Legislativo têm em diferentes regiões da cidade.O Estado obteve junto a funcionários da Prefeitura, que não querem ser identificados, o mapa que indica as zonas de influência dos vereadores nas subprefeituras. Ao contrário do que ocorria antes de 2005, os subprefeitos não são mais indicados pelos vereadores, mas pelo prefeito. Quando os subs são escolhidos, no entanto, segundo a Prefeitura, eles têm autonomia para definir sua equipe. Na hora de escolher os quadros de funcionários, o Executivo considera que a ajuda dos vereadores na indicação dos postos é legítima. "Existem vereadores distritais, com larga votação em bairros específicos, que conhecem bem a região e nada mais justo que indiquem funcionários para ajudar", afirma Antônio Carlos Malufe, secretário de Relações Governamentais.A propagada autonomia dos subprefeitos faz a relação com os vereadores variar conforme a região. Em Ermelino Matarazzo, na zona leste, um dos cargos mais cobiçados da sub, a Coordenadoria de Desenvolvimento e Planejamento Urbano (CPDU), responsável pela liberação das plantas e projetos habitacionais, é ocupado pelo engenheiro Oscar Nichi que, segundo o site De Olho na Câmara, foi na eleição de 2008 o principal doador da campanha do vereador Adolfo Quintas (PSDB), que exerce influência na subprefeitura. Nichi deu R$ 12.335 à campanha do vereador.Na Subprefeitura da Penha, na zona leste, cuja influência vem sendo exercida historicamente pelo vereador Toninho Paiva (PR), a função de CPDU passou a ser exercida por Reginaldo José Fazzion, que durante a gestão de Celso Pitta foi administrador regional da Penha. Em 2007, quando Fazzion era supervisor de fiscalização da Sé, o nome dele apareceu em escutas durante a Operação Têmis, da Polícia Federal, como suspeito de evitar a fiscalização de bingos no Ipiranga, na zona sul. "Sou o mais votado na Penha nas últimas cinco eleições e é natural que eu exerça influência na região. Mas quem indica os funcionários é o subprefeito. Não eu", disse Paiva. A ascendência sobre o subprefeito, às vezes, chega a virar alvo de ataques. O vereador Ricardo Teixeira (PSDB) exerce influência nas Subprefeituras de Itaim Paulista e São Miguel Paulista, na zona leste. Está quase sempre presente em eventos locais, ligados a obras e projetos para a região. Distribui panfletos de campanha apontando obras que foram feitas pelas subprefeituras e com o apoio dele no Legislativo. Em dois desses folhetos, obtidos pelo Estado, anunciava até a construção de um "sarjetão" e de um "muro de arrimo". "Mas a influência vai além. Só com a ajuda do vereador é possível aprovar pedidos com mais rapidez", afirma o empresário Sérgio Faria, do Itaim Paulista, que é filiado ao DEM. Teixeira não respondeu aos questionamentos do Estado.Milton Leite (PMDB), em M"Boi Mirim, Goulart (PMDB), na Capela do Socorro, e Antônio Carlos Rodrigues (PR), no Campo Limpo, bairros da zona sul, são lideranças que vêm conseguindo manter a influência histórica que já exerciam em administrações anteriores. Desavenças com Leite levaram a Prefeitura a trocar o subprefeito de M"Boi Mirim, Carlos Roberto Fortner, amigo de Kassab na Poli, que passou a comandar a Subprefeitura de Cidade Ademar. "Essa influência é natural. Tenho voto na padaria, no bar. Sou campeão de votos no Campo Limpo desde 2000 e, se for ver entre todos os funcionários da sub, certamente mais da metade vota em mim", diz o vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR).A força dos vereadores deixa alguns subs desanimados. O Estado conversou com um deles na sexta, em uma praça de alimentação longe do lugar onde ele trabalha. O sub não queria ser identificado para não queimar sua carreira. É um administrador competente e tem ideias criativas. "Mas isso é o que menos pesa", lamentava. "O que importa são os acordos políticos."

O Estado de SP

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Gilberto Kassab Prefeito de São Paulo


MANDATOS: Prefeito da Cidade de São Paulo, 2006-2008; Vice-prefeito da cidade de São Paulo, 2005-2006; Deputado Federal, SP, 1999-2004; Deputado Estadual, 1995-1998, São Paulo, SP; Vereador, 1993-1995, São Paulo, SP.

ATIVIDADES PARTIDÁRIAS: Presidente do Conselho Político da Executiva Nacional do Democratas; Presidente da Comissão Executiva Provisória do Democratas de São Paulo.

ATIVIDADES PROFISSIONAIS: Empresário, Engenheiro Civil, Economista e Corretor de Imóveis.

CARGOS PÚBLICOS: Membro titular do Conselho Consultivo da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), 2003-2004; Secretário Municipal do Planejamento de São Paulo, 1997-1998.

FORMAÇÃO ACADÊMICA: Engenharia Civil, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, SP, 1980-1985; Economia, Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, SP, 1982-1986.

OUTROS CURSOS: Curso de Introdução à Ciência Política da Universidade de Brasília, 1980-1981; Técnico em Transações Imobiliárias.

ATIVIDADES:
Prefeitura de São Paulo: Implantou o projeto Cidade Limpa de combate a todos os modelos de poluição, iniciou o programa de inspeção veicular com o objetivo de reduzir a emissão de poluentes e deve dobrar, até o final da gestão, o número de parques na cidade; acelerou e fortaleceu o processo de implantação das AMAs (Assistência Médica Ambulatorial) como forma de desafogar a rede e aprimorar o atendimento público de saúde; criou o programa de reformas de todas as unidades de saúde do município; concluiu a construção de dois grandes hospitais (Cidade Tiradentes e M´Boi Mirim); informatizou toda a rede municipal de saúde; criou planos de carreira para os servidores dos setores de saúde e educação; criou o programa permanente de reforma das escolas municipais; desenvolveu o programa de construção de 217 escolas e 25 CEUs (Centro Educacional Unificado) para acabar com o terceiro turno nas escolas e aumentar a permanência dos alunos em aula; criou o programa Clube Escola, para atender alunos das redes municipal e estadual na cidade de São Paulo; retomou, depois de 30 anos, os investimentos da cidade na construção de linhas de metrô; desenvolveu o maior programa de urbanização e reurbanização de favelas no país.
Câmara Federal: Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática, Presidente, 2004; Comissão de Minas e Energia, Presidente, 1999.
Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo: Comissão de Constituição e Justiça, 1994 a 1998; Comissão de Finanças e Orçamento, 1994 a 1998; Comissão de Esportes e Turismo, 1994 a 1998; Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, Corregedor, março de 1995 a maio de 1996; CPI de Prática de Sonegação de ICMS no setor de combustíveis e lubrificantes, agosto de 1995 a maio de 1996.
Câmara Municipal de São Paulo, SP: Comissão Especial de Estudos para Codificação das Normas Tributárias Municipais, 1993; Comissão Especial de Estudos para a elaboração de propostas referentes à Revisão na Constituição Federal, 1993; Comissão de Finanças e Orçamento, 1993-1994.

Fonte: Prefeitura de SP

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Prefeitura está disposta a dialogar com garis, afirma Kassab

Prefeitura está disposta a dialogar com garis, afirma Kassab
Em relação ao lixo espalhado, Kassab afirma que as equipes estão trabalhando e o recolhimento está normal

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo está disposta a continuar dialogando com os dirigentes dos varredores de ruas para colocar fim à greve iniciada na manhã desta segunda-feira, 21, em São Paulo, segundo afirmou o prefeito Gilberto Kassab nesta manhã em entrevista à rádio CBN. Desde às 6 horas desta segunda, 20% dos garis da cidade entraram em greve contra a demissão de parte da categoria.

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Contra demissões, garis fazem greve em São Paulo

De acordo com Kassab, a Prefeitura também entende que poderá ser necessário, durante as negociações, aumentar os valores dos contratos com as cinco empresas que realizam a varrição pública. "Entendemos que pode surgir a necessidade, em função dessa negociação, de agregar um pouco mais de valor a este contrato", afirma Kassab. "Nosso esforço é o de não reduzir o valor em limpeza urbana mas também o de não aumentar", conclui, afirmando que "não houve corte" no setor.

Em relação ao lixo espalhado pela cidade, Kassab afirma que as equipes estão trabalhando e o recolhimento está normal.

Arrecadação

Segundo o prefeito, no ano passado, a expectativa de arrecadação era de R$ 29 bilhões. Com a crise, as receitas começaram a diminuir e a Câmara Municipal reduziu, ao discutir o orçamento, esta expectativa para R$ 27,5 bilhões, podendo chegar no final do ano com um valor de R$ 24 bilhões.

"Mesmo com a queda da arrecadação, não tivemos cortes em serviços essenciais, como a saúde, educação e também a limpeza urbana, onde foram gastos no ano passado cerca de R$ 900 milhões", afirma Kassab. "Nosso esforço é que gastemos o mesmo este ano".

Perguntado se as empresas recebem menos do que deveriam e estariam demitindo os funcionários, o prefeito disse que os contratos já previam um reajuste. "Existe um ajuste de valores em função da queda da nossa arrecadação", explica. Estava previsto para este ano "gastos de R$ 1,150 bilhão. No ano que vem, será de R$ 1,4 bilhão, o gasto com saúde não chegará a ser o triplo usado com limpeza urbana", prevê.

Kassab acredita que o não recolhimento do lixo pelas empresas não seja um modo de pressão. "Se existe algum lugar com lixo é porque as empresas não estão trabalhando adequadamente", conclui. "A função da Prefeitura é de fiscalizar os serviços de limpeza dessas empresas."

Sobre matéria publicada no Estado, neste final de semana, afirmando que até agora nenhum dinheiro foi transferido da Prefeitura para o governo em função às obras do metrô, o prefeito afirmou que "a matéria é correta, mas não faz análise desse compromisso. Temos convênios de transferências de recursos de cerca de R$ 2 bilhões em oito anos, que serão feitos à medida que os projetos são concluídos", explica. "Até agora, foram repassados cerca de R$ 300 milhões", conclui.

Transporte

Em relação aos investimentos em corredores de ônibus, a prefeitura, segundo Kassab, já definiu R$ 2 bilhões "maior investimento em corredor". "No orçamento a ser encaminhado para a Câmara no ano que vem teremos uma verba que está fora desses R$ 2 bilhões para o monotrilho da zona sul", prevê.

Já o Corredor da Celso Garcia, que foi trado durante a campanha eleitoral, Kassab diz que está entre as prioridades de sua administração, junto com o Expresso Tiradentes e o corredor da zona sul.

Os dois primeiros projetos, a Prefeitura vai avançar no Expresso Tiradentes e o Corredor da Zona sul e deixando para o final da gestão os investimentos para o corredor da Celso Garcia. "Vamos encaminhar no final da semana ou começo da semana que vem, o projeto orçamentário da Prefeitura onde já vai estar a verba para o corredor da zona sul".

Para Kassab, o grande número de veículos e a ausência de investimentos no transporte público nas últimas décadas são os responsáveis por uma nota preocupante ao trânsito, ao ser questionado sobre pesquisa da última sexta-feira do Ibope em relação ao trânsito da cidade. "É muito complexo dar uma nota. A administração não tem recurso para resolver o problema e fazer com que o trânsito suma da cidade. Há um esforço muito grande para melhorar o transporte público, com a integração com o governo do estado".

Levantamento da Prefeitura, segundo a CBN, mostra que a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida sofreu mais com contingenciamento. Segundo Kassab, "os investimentos em acessibilidade não são feitos apenas nesta secretaria. Ela define políticos públicas e as outras investem nesta questão. É uma análise um pouco equivocada", conclui.

O Estado de SP

Guarda Civil deverá retornar a greve

Guardas civis de SP devem retomar greve nesta terça-feira
Categoria suspendeu paralisação a pedido do TRT; sindicato diz que Prefeitura não negociou reinvindicações

SÃO PAULO - Após 20 dias, os guardas civis de São Paulo devem retomar a greve nesta terça-feira, 22. A categoria suspendeu a paralisação no último dia 2, depois de uma reunião de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), quando o desembargador Nelson Nazar determinou o retorno dos grevistas ao trabalho e manteve um canal de negociação entre a Prefeitura e os trabalhadores, que pedem reajuste salarial.

Conforme o acordo, os trabalhadores aguardariam uma resposta do prefeito Gilberto Kassab à pauta de reivindicações até domingo, 20. Porém, segundo o Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos da Cidade de São Paulo (Sindguardas), o prefeito não acenou com a abertura de qualquer canal de negociação e ainda transferiu 150 trabalhadores que participaram do movimento grevista.

Os pedidos da categoria são de reajuste de 60% para 140% sobre o Regime Especial do Trabalho Policial, elevação do piso salarial para R$ 1,3 mil e melhores condições de trabalho.

O Estado de São Paulo

Dia mundial sem carro em São Paulo


No Dia Mundial Sem Carro, SP não amplia oferta de transporte
Menos de 20% dos motoristas poderiam aderir e migrar para ônibus ou metrô, nos picos

São Paulo participa hoje pela terceira vez do Dia Mundial Sem Carro, mas sem oferecer condições ideais para que as pessoas optem por deixar o carro em casa e, no lugar, possam caminhar, andar de bicicletas e, principalmente, usar o transporte público. E por isso a adesão ao evento não deve ser expressiva. Como não foi aumentada a quantidade de ônibus e trens, o transporte público só conseguiria absorver 16% dos usuários de automóveis nos horários de pico, se toda a frota circulante de 3,5 milhões parasse. A São Paulo Transportes (SPTrans), a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e o Metrô não montaram nenhuma programação especial para a data e vão circular com a mesma frota. A alegação é que não está previsto um aumento significativo na demanda por causa da data. A prefeitura do Rio, por exemplo, colocou cerca de mil ônibus a mais nas ruas. "O objetivo não é nem tanto conscientizar sobre o uso do transporte público. A ideia é fechar áreas para não haver a circulação de veículos e então as pessoas têm de pensar em uma alternativa. O transporte é consequência", diz o diretor da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) Nazareno Affonso. "Mas já começa que nenhuma rua foi fechada; então, vai ser difícil alguém voluntariamente deixar o carro em casa e ir de ônibus."O Metrô tem capacidade para transportar 1,122 milhão de usuários nas três horas do pico da manhã - o mesmo à tarde. O número leva em conta os dois sentidos de todas as suas cinco linhas. Nesse período, 771.750 pessoas utilizam esse meio. Também no pico da manhã, os 13.728 ônibus da SPTrans levam 1,2 milhão de passageiros - a capacidade total para o horário é de 1,680 milhão. Somando-se as vagas disponíveis nos dois meios, sobram apenas 830.250 para os cerca de 4,9 milhões de usuários de automóveis (a ocupação é de 1,4 pessoa por veículo). A conta não fecha.

O Estado de SP