
Câmara de SP deve votar projeto que aumenta IPTU nesta terça
Se proposta original for aprovada, imposto pode subir até 60%.Governo admite negociar, mas não que mexer nos limites.
Roney Domingos Do G1, em São Paulo
O PT levou à Câmara a faixa Taxab, para ironizar o prefeito Gilberto Kassab (DEM) que propõe reajuste do IPTU; em 2002, a ex-prefeita Marta foi chamada de Martaxa pela oposição ao criar a taxa do lixo (Foto: Roney Domingos/ G1)
A Câmara de Vereadores de São Paulo deverá votar nesta terça-feira (1º) o projeto de lei que trata da revisão da Planta Genérica de Valores (PGV) e que pode reajustar o valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de residências em até 40% e de imóveis comerciais em até 60% em 2010. O projeto é alvo de intensa polêmica e deve receber pelo menos três substitutivos. Por enquanto, o governo admitiu revisar apenas o valor do metro quadrado atribuído à Cracolândia, na região central, equiparado na proposta original ao de áreas nobres da cidade.
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A proposta original foi encaminhada pelo prefeito Gilberto Kassab à Câmara em 17 de novembro e aprovada em primeira discussão na quarta-feira (25). Nesta segunda (30), os vereadores realizaram a segunda e última audiência pública, sob críticas do Sindicato da Habitação (Secovi), que vê distorções na avaliação do valor venal dos imóveis nos quatro pontos da cidade. O líder do governo na Câmara, José Police Neto, deixou claro que o governo tentará votar o projeto até quinta-feira, antes de iniciar a discussão do Orçamento de 2010. Para ele, o governo deve ter uma ideia clara das receitas tributárias antes de decidir as receitas e despesas do próximo ano - o que deve ser feito no máximo até 30 de dezembro. Apesar da polêmica em torno do projeto, a audiência pública realizada na Câmara reuniu pouco mais de 50 pessoas. O diretor de legislação urbana do Sindicato da Habitação, Eduardo Della Manna, disse que vai tentar modificar o projeto original e propor que a nova PGV aumente resulte em aumento máximo de 15% para imóveis comerciais e 5% para imóveis residenciais. Substitutivos O líder do governo, Police Neto, tenta conciliar as propostas alternativas ao projeto original, embora o secretário de Finanças, Walter Aluísio Rodrigues, diga ser impossível reduzir o limite de 40% para imóveis residenciais. O PT apresentou proposta substitutiva ao texto apresentado pelo governo, em que prega a extinção de qualquer limite de aumento para os imóveis de luxo em contraposição a limites escalonados para imóveis de classe média. O vereador Celso Jatene (PTB), integrante da base governista, também anunciou a disposição de apresentar substitutivo com alíquotas menores. Deverão ser apresentados ainda projetos substitutivos do PSB e do PCdoB.
Globo.com
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