quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Coronel Márcio Martins Sant'ana toma posse na PM
Sem rodízio, SP tem trânsito abaixo da média; marginal Tietê concentra lentidão
Sem rodízio, SP tem trânsito abaixo da média; marginal Tietê concentra lentidão
Os motoristas que trafegam por São Paulo no início da manhã desta quarta-feira ainda não enfrentam muitas filas, mesmo com a suspensão do rodízio a partir de hoje até 8 de janeiro. Por volta das 7h50, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrava 37 km de lentidão, o que representa 4,4% dos 835 km monitorados --índice abaixo da média para o horário, que é de 58 km.
Entretanto, o trânsito era ruim na marginal Tietê, no sentido Ayrton Senna, onde os motoristas enfrentavam 9,4 km de lentidão (pela pista expressa), desde a ponte Atílio Fontana, devido a um acidente entre um carro e uma moto, que deixou um ferido. Pela pista local, a lentidão era de 4 km, no mesmo trecho e sentido.
Já na avenida do Estado, havia 2,2 km de lentidão no sentido Ipiranga, desde a avenida Tiradentes. No sentido oposto, mas no mesmo trecho, havia 1,6 km de tráfego ruim.
Outras vias onde havia lentidão eram a Radial Leste (sentido centro); a avenida dos Bandeirantes (sentido marginal); e o corredor norte-sul (sentido aeroporto).
A Folha de S. Paulo de 23 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
De sunga e biquíni visitantes aproveitam o 'quase verão' no Parque Ibirapuera

Verão tem início às 15h47 desta segunda-feira (21).
Segundo o Inmet, a capital deverá registrar até 33ºC.
Do G1, em São Paulo
Com sol e muito calor em São Paulo, algumas pessoas aproveitaram para curtir o Parque Ibirapuera como se estivessem na praia, na Zona Sul da cidade. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a capital deverá ter uma máxima de 33ºC nesta segunda-feira (21). O verão tem início às 15h47. (Foto: Robson Ventura/Folha Imagem )
O martírio diário de atravessar a Rebouças

Corredor exclusivo de ônibus é considerado o pior da cidade, segundo pesquisa da ANTP. Em alguns pontos, a lentidão só não é maior graças aos agentes de apoio.
Álvaro Magalhães - 20/12/2009 - 19h47
Masao Goto Filho/e-SIM
Agente operacional organiza o embarque no ônibusNo vaivém dos ônibus que sobem e descem a avenida Rebouças passam, todos os dias, 505 mil pessoas. O corredor, considerado o pior da cidade, completou cinco anos neste semestre – tempo suficiente para os elogios dos primeiros dias cederem lugar às queixas. As complicações constantes no tráfego, especialmente no cruzamento com a avenida Faria Lima, deram origem a uma nova profissão: o agente de "apoio operacional".
Todas manhãs e tardes, ali no ponto, é a mesma coisa. Jean Alves, 21, corpulento, vestido com um colete fosforescente, encosta na porta de entrada dos ônibus que estacionam para o embarque de passageiros. Ele tenta organizar a fila. Dentro, a condução já parece lotada. Fora, ninguém dá sinais de que prefere esperar a próxima.
"Pessoal, vamos agilizar também para o lado do motorista." Jean fala um pouco na gíria, mas sempre com educação. "Por gentileza, pessoal, só tem mais quatro pessoas para entrar." Depois, faz uma ameaça sutil. "Por favor, por favor... o semáforo vai abrir, eu vou ter de liberar o ônibus." Quem ainda não entrou se apressa. Alguns ficam na plataforma e terão de esperar outro veículo. Jean faz um gesto ao motorista e o ônibus parte.
Semáforo – Toda vez que o semáforo abre e Jean dá o sinal, apenas três conduções passam rumo à ponte Eusébio Matoso. Nunca mais que isso. É um problema histórico. Como a plataforma de embarque e desembarque só tem 36 metros, apenas três ônibus (cada um com seus 10 metros) conseguem estacionar ali simultaneamente. São esses três que cruzam a Faria Lima a cada abertura de farol. Os que vêm atrás precisam parar antes de atravessar o semáforo. E até que o embarque termine, o farol já fechou.
O gargalo causa um acúmulo de ônibus no cruzamento. Em dois dias de reportagem, sempre no horário de pico, a reportagem do Diário do Comércio chegou a contar 19 conduções enfileiradas antes do cruzamento.
Como o semáforo abre a cada minuto e meio, o último ônibus da fila levou 13 minutos para passar pelo local. A média no trecho foi de 5 Km/h – praticamente a velocidade de uma pessoa caminhando.
O próprio motorista se queixa. "É muito cansativo para nós", diz o condutor, que pediu para não ser identificado. "Tem que ficar engatando marcha a vida toda, bom é quando o trânsito está livre." Naquele momento, em todo o corredor, o site da São Paulo Transporte S.A. (SPTrans) registrava velocidade média de 14 Km/h.
Essa situação levou Sandra Vieira, 57 anos, a desistir. Há 30 anos, ela atravessa a Rebouças de ponta a ponta, duas vezes por dia. Ela trabalha no Hospital das Clínicas e mora no Jardim Monte Kemel, zona sul de São Paulo. Costumava pegar o ônibus de itinerário Campo Limpo até a avenida Francisco Morato. Mas agora prefere o que vai para o Shopping Continental. "Como esse ônibus (Continental) vira na Faria Lima, ele pula essa parada."
Sandra calcula que passou a economizar quase meia hora com o novo caminho. Antes, ela até preferia descer a Rebouças a pé quando era dia de chuva. "Pegava o guarda-chuva e ia embora, atravessava a avenida todinha, até a ponte Eusébio Matoso." Sandra diz que, apesar da mudança no trajeto, o pequeno trecho que ela ainda pega na Rebouças é a pior parte da viagem. E não é a única a se queixar.
Pesquisa – Em toda a extensão da Rebouças, os usuários ouvidos pelo Diário do Comércio reclamam. A última pesquisa da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), realizada no final do ano passado, confirma: o corredor da Rebouças é considerado o pior da cidade. De acordo com a enquete, só 42% dos usuários ouvidos aprovaram a passagem exclusiva. No início de 2010, uma nova pesquisa deve ser divulgada pela associação.
Especialistas em trânsito divergem sobre a solução para o problema. Ivan Whately, conselheiro do Instituto de Engenharia de São Paulo, acredita que o problema é o tempo de abertura do semáforo. "Pelo que eu conversei com técnicos da CET, em princípio não é necessária uma grande obra."
Já Cyro Vidal, diretor do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) nas décadas de 1980 e 1990, aponta a passagem de nível sob o cruzamento como a fonte do transtorno. "O túnel não deveria ser na Rebouças, mas na Faria Lima. Ela é mais larga." Segundo Vidal, ampliar a plataforma dos ônibus aliviaria o tráfego. "Mas é uma solução pontual. A Rebouças tem diversos problemas."
Camelôs – Quem gosta dos problemas são alguns camelôs, que aproveitam, no fim da tarde, os pontos lotados. "Acho que tiro quase R$ 50 quando paro aqui", diz Ana Eliza dos Santos, 49. Ela vende chocolates e costuma passar na parada da avenida Brasil. "Acho que o povo fica com fome de tanto esperar o ônibus e acaba comprando", acredita. Ali, não há agentes de apoio operacional, como Jean, para ajudar as pessoas a subir no ônibus.
José Pedro Diniz, 58 anos, sente falta dos agentes. "Às vezes, a gente tem de esperar dois ou três ônibus para poder embarcar." Diniz usa muleta. Na parada Faria Lima, Jean pede que os usuários dêem preferência aos deficientes e gestantes.
"Pessoal, por gentileza, tem duas senhoras com bebê de colo aqui: quem estiver em assento preferencial, por favor, dê lugar a elas", avisava no momento em que a equipe de reportagem havia chegado ao ponto de ônibus.
Jean não é propriamente um funcionário da SPTrans. Foi contratado por um dos consórcios de ônibus que operam na avenida para acelerar o embarque nos horários de pico. Trabalha todo dia útil, das 6h às 10h e das 16h às 21h.
"É um serviço que deveria ter em todo ponto", diz Cíntia Cristina, 24 anos. "Você precisa ver quando chega o (ônibus) Parque do Engenho, não há quem possa entrar", afirma, referindo-se à linha que costuma tomar. "Se não fosse esse rapaz, não sei o que aconteceria."
Tarifa de ônibus sobe a R$ 2,70 no dia 4
Tarifa de ônibus sobe a R$ 2,70 no dia 4
Naiana Oscar
Depois de três anos sem reajustes, a tarifa de ônibus em São Paulo passará de R$ 2,30 para R$ 2,70 a partir do dia 4 de janeiro. Os R$ 0,40 a mais representam aumento de 17,4%. De acordo com a tabela da Associação Nacional de Transporte Público (ANTP), atualizada em outubro, São Paulo passa a ter uma das tarifas mais caras do País. Em outras capitais, o valor não supera R$ 2,50. Na sexta-feira à noite, o secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes, enviou ofício ao presidente da Câmara, Antônio Carlos Rodrigues (PR), com informações sobre o aumento. O comunicado é uma formalidade, porque a decisão não precisa de aprovação.O último reajuste ocorreu em novembro de 2006, quando a tarifa subiu 15%, de R$ 2,00 para R$ 2,30. O congelamento até o fim deste ano foi promessa eleitoral do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Para cumpri-la, ele teve de bancar R$ 783 milhões em subsídios às empresas de ônibus. A previsão inicial era de que o valor não ultrapassaria R$ 600 milhões. Com o aumento, o recurso reservado a subsídios deve cair pela metade. A cada R$ 0,10 a mais na tarifa, a Prefeitura deixa de repassar R$ 148 milhões. Ontem, ao participar da Parada Disney, na zona norte, Kassab disse que a medida está embasada em estudo e é compatível com a inflação. O superintendente da ANTP, Marcos Bicalho, disse, porém, que a medida afasta a população do transporte público e coletivo. "Passa a ser mais vantajoso comprar um carro ou uma moto." Quem faz duas viagens de ônibus por dia gasta R$ 92 por mês. Em janeiro, serão R$ 108 - pouco menos do que a prestação de uma CG 125 Fan da Honda: R$ 179. Bicalho critica o valor. "Não conhecemos as variáveis, mas é possível dizer que R$ 2,70 é um valor alto para a população brasileira", disse. Entre janeiro e fevereiro, as tarifas do Metrô, da CPTM e da EMTU, hoje em R$ 2,55, também serão reajustadas. Segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos, para que os passageiros programem seus gastos, basta um cálculo com base no Índice de Preço ao Consumidor (IPC): tarifa entre R$ 2,60 e R$ 2,70.Kassab disse esperar pela compreensão da população. Passageiros do transporte coletivo da capital, no entanto, criticam o reajuste e a qualidade do serviço. "Todos os dias enfrento ônibus lotado e, na maioria das vezes, em pé. Não me importaria em pagar mais se isso mudasse, mas acredito que a única alteração será nas contas do fim do mês", disse a operadora de telemarketing Simone Castro. Ela usa dois ônibus por dia, entre o bairro do Limão e a Cachoeirinha.Para a secretária Nair Rodrigues, a tarifa ficou igual por três anos, mas a qualidade diminuiu. "Tenho de pegar três ônibus da minha casa para o trabalho, na zona sul. O mais difícil é entrar. Não posso pagar mais por um serviço que não está sendo prestado como deveria", disse.
O Estado de S. Paulo de 20 de dezembro de 2009
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
TRÂNSITO EM SÃO PAULO
São Paulo terá mais um dia de clima instável
Médico sanitarista ensina a limpar a casa depois da enchente
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Pode chover de novo em São Paulo
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Chuva inunda cidade em São Paulo
Polícia faz resgate arriscado durante tempestade em São Paulo
Vereador é reeleito presidente da Câmara de SP pela 4ª vez
Esta é a primeira vez que a Casa tem o mesmo parlamentar reeleito para o quarto mandato seguido.
Agência Estado - 15/12/2009 - 15h21
SÃO PAULO - Com o apoio de 53 dos 55 vereadores, Antonio Carlos Rodrigues (PR), de 59 anos, foi reeleito para um inédito quarto mandato na presidência da Câmara Municipal.
O publicitário Dalton Silvano (PSDB) também se manteve na vice-presidência na votação realizada na manhã desta terça-feira, 15, para definir a Mesa Diretora da Casa.
Para esta tarde, está prevista ainda a votação do Orçamento de 2010 para São Paulo. O valor previsto está em torno dos R$ 28 bilhões.
Kassab quer parque na várzea do Tietê

Kassab quer parque na várzea do Tietê.Agências - 14/12/2009 - 20h31
Helvio Romero/AE
Kassab e a secretária estadual de Saneamento e Energia, Dilma Pena.O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, anunciou na manhã de ontem que entre 3.500 e 7 mil famílias que vivem em bairros da zona leste, nas várzeas do rio Tietê, alagados desde as fortes chuvas de terça-feira passada, terão de ser retiradas de suas casas para a recuperação da área e a construção do Parque Várzeas do Tietê, que, além de área verde, contará também com equipamentos de lazer e de atividades culturais.
Ocorre que os moradores da região resistem a essa ideia. Continuam afetados pelo alagamento o Jardim Romano, Jardim Helena, Chácara Três Meninas e Jardim São Martinho. Segundo o subprefeito de São Miguel, Nilton Persoli, a área de várzea é variável, mas, em alguns pontos, fica a até 500 metros do leito do rio.
Centímetros – De fato, a população do Jardim Romano continua sofrendo com a inundação. Segundo levantamento da Defesa Civil estadual, divulgado ontem, o nível da água baixou apenas poucos centímetros na região. A inundação se estende por uma distância de até seis quarteirões do leito do rio Tietê e alguns moradores continuam convivendo com as consequências do grande volume de águas paradas. Em áreas inundadas, a possibilidade de contaminações está sempre presente.
Abrigos – Em algumas partes desses bairros, onde o nível das águas chegou à cintura das pessoas, moradores foram retirados e abrigados em um colégio estadual. A rua em frente ao Centro Educacional Unificado (CEU) do Jardim Romano está alagada e muitas crianças estão sem aula. O córrego Três Pontes, que corta o bairro, está cheio de lixo e com o nível bem acima do normal.
Desde a última terça-feira, foram efetuadas no local 413 interdições pelas subprefeituras e 892 famílias foram atendidas pelos técnicos da assistência social, recebendo colchões, cobertores e alimentação após os alagamentos.
Helvio Romero/AE
No Jardim Romano, morador improvisa transporte para vencer inundação que já dura uma semana.Esgotos – Desse total, 267 pessoas aceitaram ser encaminhadas para alojamentos ou abrigos.
As demais, 2.500 pessoas, preferiram buscar abrigo em casas de amigos ou de parentes. O alagamento, segundo a Defesa Civil, afetou também as estações elevatórias de esgoto da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) que atendem a região. Com isso, o sistema ainda não está funcionando, espalhando esgoto pelas ruas. Além disso, a enchente ainda prejudica os moradores – que estão sem telefone e com a água na altura da cintura em alguns locais. Para esses moradores, a Prefeitura deveria investir mais em serviços que visem controlar o volume de água do Tietê e na limpeza dos bueiros para evitar as inundações.
Em Congonhas, a chuva que castiga é a de querosene
CPI na Câmara Municipal investiga o vapor de combustível que sai das aeronaves durante os pousos e decolagens no Aeroporto de Congonhas, prejudicando os moradores dos bairros próximos.
Décio Viotto - 14/12/2009 - 20h50
Paulo Pampolin/Hype - 19/01/2009
Avião decola do Aeroporto de Congonhas: além do barulho, moradores sofrem com o combustível exaladoUma chuva com hora marcada cai todos os dias em São Paulo. Ela começa quando a primeira aeronave entra em operação no Aeroporto de Congonhas, na zona sul, e termina com o pouso do último avião. A chamada "chuva de querosene" ocorre desde que o motor a jato passou a ser utilizado, ainda na década de 1950.
O jato comercial pioneiro foi o De Havilland Comet, introduzido na aviação em 1952. Mas foi o Boeing-707, apresentado na mesma época, o primeiro a ter sucesso comercial. No entanto, somente este ano, durante as atividades da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Danos Ambientais, na Câmara Municipal, o problema citado acima, que aflige há tanto tempo os moradores no entorno de Congonhas, foi oficialmente reconhecido.
"Quando fiz a denúncia, os vereadores acharam que era mentira e a Infraero dizia que era uma bobagem minha", afirma Nelson Luiz Piva, presidente da Associação dos Moradores da Vila Noca e Jardim Ceci. Sua entidade conta com o apoio do movimento Defenda São Paulo, que reúne 176 associações. Porém, o tema apenas mereceu seriedade na CPI depois que o Comandante Camacho, secretário de Segurança de Vôo do Sindicato Nacional dos Aeronautas, confirmou a gravidade da denúncia.
"É um escândalo", afirma o vereador José Luiz de França Penna (PV), 63 anos, membro da CPI. O relatório final da comissão, que será apresentado hoje, vai pedir providências junto à Infraero, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Ministério Público Federal e Estadual e Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente.
Paulo Pampolin/Hype - 19/01/2009
Problema com o querosene das aeronaves em Congonhas começou na década de 1950. Cerca de 50 mil moradores são afetados diretamente com a situação.Fósforo – "Não podemos permitir que os espaços entre a Anac e a Infraero criem uma superexposição de poderes para não combater nada", afirma Penna. Segundo ele, a situação é tão perigosa que os moradores não arriscam acender fósforo ou isqueiro nos jardins ou nas entradas de suas residências. Pelos cálculos de Piva, cerca de 50 mil moradores são afetados diretamente com o problema.
"As casas ficam com o solo engordurado, como se fosse óleo", conta Piva. Camacho explica que, na verdade, a substância lançada no ar é o vapor do querosene – e não o combustível em si – não queimado pelo motor. É pior na decolagem do que no pouso.
Situação crítica – A quantidade de combustível prejudicial ainda é desconhecida, mas, pelo número de pousos e decolagens – 34 voos por hora –, pode-se avaliar o perigo. Camacho revela que o relatório de impacto ambiental descreveu Congonhas "sem conformidade", o que, em bom português, significa "situação extremamente crítica".
Talvez por isso, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, ao apresentar o Estudo de Impacto Ambiental e o respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima), tenha dado um prazo de dois anos para que o problema seja resolvido.
Milton Mansilha/Luz - 06/09/2008
Querosene responde por 8,8% da poluição dos combustíveis."Não deixa de ser constrangedor dar um licenciamento ambiental depois de 60 anos de seu funcionamento", afirma Piva. Mas agora é lei e o prazo vence no dia 1º de dezembro de 2011. Se até lá nada for feito, todos terão direito de recorrer à Justiça.
"Será uma enxurrada (de ações)", prevê Piva. Embora a poluição provocada pelo avião seja pequena – entre 5% a 6%, se comparada aos 20% dos transportes terrestres –, a União Européia está debruçada sobre o assunto.
Barulho – Nesse sentido, uma comissão analisa medidas para serem tomadas nos próximos dez anos, cujo objetivo é reduzir os danos ambientais – leia-se também poluição sonora – provocados pelas aeronaves. Entre as propostas já reunidas no documento "New Sources of Financing for Development: A Review of Options", estão a redução das emissões de óxido nitroso em 80% e o estabelecimento de um sistema comum de relatórios do total da liberação de CO2.
Emissões – De acordo com as previsões, as emissões de gases estufa de aviões e aeronaves vão dobrar até 2030, mesmo se as companhias aéreas investirem em combustíveis mais eficientes. A previsão é que chegue, no total, a 18 milhões de toneladas. Um avião gasta 60 mil litros de combustível num vôo de 12 horas, o equivalente ao uso de um automóvel por 50 anos.
Apenas um voo desses produz 140 toneladas de gás carbônico, o principal responsável pelo aquecimento da Terra. O avião produz ainda 750 quilos de outro gás, o óxido de nitrogênio. Despejado a 10 mil metros de altitude, esse gás provoca reações químicas na atmosfera que contribuem para esquentar o planeta.
Orçamento para a cidade em 2010 é aprovado
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Vereadores adiam votação de aumento salarial a Kassab
Em 12 dias, alagamentos já superam dezembro de 2008 em SP
Em 12 dias, alagamentos já superam dezembro de 2008 em SP
Foram 196 locais alagados do dia 1º ao dia 12 contra 137 no mês inteiro do ano passado, um aumento de 42%
Luísa Alcade e Felipe Grandim, do Jornal da Tarde
SÃO PAULO - O número de alagamentos registrados nos primeiros 12 dias deste mês já ultrapassou o de dezembro de 2008. Foram 196 locais alagados do dia 1º ao dia 12, tanto transitáveis como intransitáveis, contra 137 no mês inteiro do ano passado, um aumento de 42%. As informações estão em um relatório do Centro de Controle de Emergências (CGE), órgão da Prefeitura que monitora as condições climáticas da capital. A chuva intensa e a falta de limpeza de bueiros são apontados por especialistas como motivos para o aumento.
O documento aponta 463 trechos com mais registros de alagamento durante o período de chuvas na capital, que vai de novembro a abril. Nestes meses, o CGE implanta a chamada Operação Verão. Desses pontos, 51 são os mais problemáticos. Nove deles estão distribuídos entre as marginais do Pinheiros e do Tietê, alagadas e interditadas na manhã do dia 8, quando a cidade parou por causa da enchente. Só naquele dia foram registrados 124 alagamentos, dos quais 26 intransitáveis. Também houve aumento se comparados os dois últimos meses de 2008 com novembro e os 12 primeiros dias de dezembro deste ano: 233 ante 310 (33%). Em dez anos de operação, 2006 registrou o dezembro com maior número de alagamentos: 261.
Uma das explicações para o aumento do número de alagamentos, segundo a Prefeitura, é o fato de que as chuvas estão mais intensas (leia abaixo). De acordo com o CGE, em dezembro de 2008 choveu 123,6 milímetros na capital. Nos 12 primeiros dias deste mês, o índice foi de 154,3 mm.
"É fato que em menos tempo choveu em maior quantidade", afirma o engenheiro hidráulico Júlio Cerqueira Cesar. "Mas a Prefeitura deveria limpar muito mais bocas-de-lobo e galerias, questões diretamente ligadas aos alagamentos", afirma ele.
Segundo dados da Prefeitura, a cidade tem 2.850 quilômetros de galerias, que levam a água das ruas para o Rio Tietê. Mas apenas 780 quilômetros são limpos a cada ano. Já as 397 mil bocas-de-lobo recebem manutenção duas vezes por ano, número considerado insuficiente pelo engenheiro. Neste ano, a Prefeitura investiu R$ 241 milhões na prevenção a enchentes, como limpeza e manutenção de córregos, piscinões e bocas-de-lobo e construção desses últimos. Isso equivale a 63,26% dos R$ 381 milhões previstos no Orçamento.
Segundo Anis Kfouri, presidente da Comissão de Fiscalização do Serviço Público da OAB, em última instância o governo é responsável por qualquer dano sofrido pela população. "Se a falta da coleta de lixo ou de obras gerou o alagamento, o cidadão tem o direito de pedir indenização", afirma.
O Estado de S. Paulo de 15 de dezembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Veja que causou o alagamento no Rio Tietê
Dois meninos estão desaparecidos depois das enchentes em SP
Projeto quer preservar o verde nas regiões mais distantes de São Paulo
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Vereadores adiam votação de salário do prefeito e vão jogar futebol
Roney Domingos Do G1, em São Paulo
(Foto: Roney Domingos/ G1)Entenda por que a Câmara de São Paulo marcou uma sessão para 0h05
Mesmo após marcarem quatro sessões extraordinárias para a madrugada desta sexta-feira (11) com o objetivo de analisar projetos importantes como o que revisa o salário do prefeito, os vereadores de São Paulo resolveram encerrar os trabalhos às 20h30, sem votar o aumento para o chefe do Executivo. Alguns deles saíram com destino ao Parque da Aclimação, onde estava marcado um jogo de futebol contra os vereadores de Guarulhos, cidade da região metropolitana.
A partida estava marcada para as 20h. E não foi adiada.
Antes de sair para jogar, os vereadores discutiram a votação do projeto que atualiza o salário do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e dos secretários municipais. De acordo com a Mesa Diretora, autora do projeto, a ideia é atrelar os salários do Executivo ao dos ministros do Supremo Tribunal Federal. O prefeito Gilberto Kassab já disse que vai abrir mão do reajuste.
O PT e o PSDB derrubaram a votação prevista para esta quinta. O líder do PSDB, Carlos Bezerra, afirmou que o partido vai se posicionar contra o projeto em todas as próximas sessões até o final deste ano, porque não considera o tema oportuno neste momento. O líder do PT, João Antônio, disse que o partido sempre votou e sempre vai votar contra o projeto.
No momento em que o projeto foi apresentado para votação, o PSDB pediu adiamento e a retirada do projeto da pauta. O PT se absteve de votar. Quando foi a votação para valer, o projeto ficou pendente de votação, por falta de quórum, com 16 votos a favor, nove contra e três abstenções.
A Câmara Municipal disse nesta quinta-feira que as marcações de sessões extras têm como objetivo garantir que não haja interrupção de sessões que eventualmente avancem pela madrugada.
Os vereadores querem encerrar os trabalhos do ano no próximo dia 18 e até agora ainda não votaram o Orçamento de 2010 e o Plano Plurianual (que determina o planejamento para os próximos cinco anos). Nesta quinta, os parlamentares decidiram adiar para 2010 a primeira votação do Plano Diretor.
Também nesta quinta-feira foi aprovada a criação de um departamento de publicidade, que terá um orçamento de R$ 17 milhões por ano. Houve ainda a aprovação, ainda não defintiva, de um bônus de R$ 885 para os cerca de 1,8 mil funcionários do Legislativo ainda em dezembro.
Jogo
De acordo com o vereador João Antônio, líder do PT, foram escalados para o jogo desta quinta à noite (previamente agendado) os vereadores Aníbal de Freitas (gol), Adilson Amadeu (zaga), Antônio Donato (meio-campo), Dalton Silvano (meio-campo), Senival Moura (zaga), Zelão (zaga), Marco Aurélio Cunha (ataque), Atílio Francisco (ataque), Police Neto (meio-campo) e Ítalo Cardoso (zagueiro). Tanto políticos de oposição quanto da base governista compõem o time. No entanto, apenas três compareceram: Dalton Silvano, João Antônio e Marco Aurélio Cunha.

