sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Monotrilho: entrega em 2014 sem 5 estações

Antigo Expresso Tiradentes vai atrasar mais de 2 anos; secretário admite que se planeja 'um pulo' para acelerar o ramal até a Cidade Tiradentes

Renato Machado - O Estado de S.Paulo

O governo de São Paulo vai entregar com atraso de dois anos e de forma incompleta o monotrilho entre a Vila Prudente e Cidade Tiradentes (o antigo Expresso Tiradentes, que vai ligar-se à Linha 2-Verde do Metrô). O secretário dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, admitiu ontem que vai haver um "pulo" quando as obras chegarem à futura estação São Mateus para concluir mais rapidamente o trecho até Cidade Tiradentes.


Quando foi anunciado que o complemento do Expresso Tiradentes viraria um monotrilho - em abril de 2009 -, a previsão era de que a primeira parte seria inaugurada em 2010 e toda a obra, até 2012. Na manhã de ontem, no entanto, no evento de assinatura do contrato para início das obras, foi divulgado novo prazo, que prevê as três primeiras estações - Vila Prudente, Oratório e Parque São Lucas - para 2012 e a chegada em Cidade Tiradentes em setembro de 2014 - ou seja, após a Copa do Mundo.

O governo do Estado informou que as obras serão feitas seguindo a ordem das estações até São Mateus, quando haverá um "pulo". Por isso vão ficar para depois as Estações Iguatemi, Jequiriça-Jacú-Pêssego, Erico Semer e Marcio Beck. Essas deverão ser entregues em um prazo de 12 meses após a conclusão do trecho até Cidade Tiradentes. "Nosso modelo desonerou o custo da obra em função de uma estratégia na implementação das estações", informou o Metrô por meio de nota.

O secretário José Luiz Portella atribuiu também a mudança à necessidade de se chegar mais rápido à Cidade Tiradentes. "Essa é a região com pior acessibilidade da cidade de São Paulo." Ele acrescentou que uma viagem entre o extremo da zona leste e a região central leva duas horas - com o novo ramal, o tempo será de 50 minutos.

O monotrilho terá 24,5 quilômetros e 17 estações e terá capacidade para transportar 46 mil passageiros por hora durante os picos. Serão investidos R$ 2,46 bilhões na obra.

Jornal O Estado de SP

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Prorrogada a temporada da exposição As Construções de Brasília

Em cartaz na Galeria de Arte do Sesi-SP, a mostra estará aberta à visitação pública gratuita até 30 de janeiro

As Construções de Brasília, exposição promovida pelo Sesi-SP e pelo Instituto Moreira Salles (IMS), será prorrogada até 30 de janeiro de 2011.

Em cartaz desde setembro na Galeria de Arte do Sesi-SP, a mostra está aberta à visitação pública gratuita e conta com 140 fotografias do acervo do Instituto Moreira Salles, além de uma seleção de cerca de 60 obras de linguagens variadas, de artistas modernos e contemporâneos, que abordam a imagem da capital federal.

A coleção, com curadoria de Heloísa Espada, conjuga conteúdos de interesse histórico, estético e crítico. Organizada em dois núcleos, apresenta algumas das mais importantes fotografias sobre a construção e os primeiros anos da capital e, também, obras recentes que discutem os simbolismos de Brasília e a condição atual da arquitetura e do urbanismo contemporâneos.

Saiba mais aqui.

Serviço
Exposição As construções de Brasília
Local: Galeria de Arte do Sesi-SP
Endereço: Av. Paulista, 1313 – metrô Trianon-Masp
Datas e horários: até 30/01/2011. Segunda-feira, das 11h às 20h. Terça a sábado, das 10h às 20h. Domingo, das 10h às 19h.
Informações: tels. (11) 3146-7405 (11) 3146-7405 / 7406 – site: www.sesisp.org.br/centrocultural
Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Agendamento de grupos: tel. (11) 3146-7396 (11) 3146-7396, de segunda a sexta-feira, das 10h às 13h e das 14h às 17h.

Evelyne Lorenzetti, Agência Indusnet Fiesp

SP inicia obras de moradias previstas na operação urbana Água Espraiada

Empreendimento começa a ser executado na próxima segunda-feira (29).
Apartamentos atendem 814 famílias de baixa renda na Zona Sul de SP.

Roney Domingos
Do G1 SP

A Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo vai iniciar na próxima segunda-feira (29) a construção sete empreendimentos habitacionais para famílias de baixa renda previstos dentro das operações urbanas Faria Lima e Água Espraiada, na Zona Sul de São Paulo.

Segundo a superintendente de habitação popular da Secretaria da Habitação, Elisabete França, serão construídas 1.135 unidades habitacionais no Real Parque e 814 unidades em áreas livres e ao longo das Avenidas Jornalista Roberto Marinho e Washington Luiz. De acordo com ela, essa é a primeira vez que a Prefeitura de São Paulo utiliza recursos oriundos das Operações Urbanas para construção de moradias. Esses recursos são provenientes da venda, em leilões, dos Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs).

França disse que as primeiras obras serão realizadas em áreas já desocupadas e beneficiarão famílias do Jardim Edite e no Corruíras, atendidas pelo aluguel social. A Prefeitura vai construir edifícios de apartamentos em áreas livres, sem necessidade de remoção das famílias. Os futuros conjuntos habitacionais atendem famílias removidas por conta das obras da operação. Essas famílias ocupavam área de um terreno público e até mesmo um trecho da Avenida Jornalista Roberto Marinho.

Ajustes
Na terça feira (23) uma reunião conjunta das Comissões de Política Urbana e da Comissão Extraordinária de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Municipal de São Paulo debateu a reinserção de famílias e a remoção da favelas no entorno da operação urbana Água Espraiada.

Moradores dos bairros que serão potencialmente atingidos pelo projeto argumentaram que o novo traçado exibido pela Prefeitura de São Paulo prevê um túnel de interligação com a Imigrantes de 2,3 km, enquanto a lei aprovada em 2001 previa um túnel de 400 metros.

A Prefeitura de São Paulo vai propor ajustes no projeto de extensão da Avenida Jornalista Roberto Marinho, na Zona Sul, à Rodovia dos Imigrantes para adequá-lo à lei 13.260, aprovada em 2001, que instituiu a Operação Urbana Água Espraiada.



De acordo com o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) exposto no site da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, ainda em análise pelos técnicos do órgão, o projeto envolve 8.194 domicílios, onde vivem 28 mil pessoas .

Destes, 7.090 domicílios e 24 mil pessoas estão em 12 favelas: Alba, Americanópolis, Babilônia, Beira Rio, Fonte São Bento, Guian Corruias, Henrique Mindlin, Muzambinho, Rocinha Paulistana, Taquaritiba, Imigrantes I e Vietnã. O projeto também afeta 1.104 domicílios formais, envolvendo 4 outras mil pessoas.

Segundo o Estudo de Impacto Ambiental, o prolongamento da Avenida Jornalista Roberto Marinho começará junto à Avenida Doutor Lino de Moraes Leme e percorrerá cerca de 750 metros por duas pistas a céu aberto até chegar aos túneis, localizados na rua Wilson Pereira de Almeida.

Os túneis medirão aproximadamente 2.350 metros de comprimento cada um, incluindo o
desemboque, e vão transpor a Avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira, onde
seguirão novamente a céu aberto, com acessos à Rodovia dos Imigrantes.

Segundo os moradores, pelo desenho anterior, o túnel começaria em frente à favela da Rocinha Paulistana, na Zona Sul de São Paulo, e desembocaria no Jardim Lourdes, atrás do Centro de Educação Unificada Caminho do Mar. Pela nova proposta, o traçado entra em ruas dos bairros Jardim Aeroporto, Cidade Leonor, Vila do Encontro, Cidade Vargas e Vila Fachini.

sábado, 20 de novembro de 2010

Trânsito Brasil - Sistema Nacional de Trânsito - Um estudo histórico

Trânsito Brasil - Sistema Nacional de Trânsito - Um estudo histórico

Rua 25 de Março

A Rua 25 de Março e adjacências, localizada na região central da cidade de São Paulo, é considerada o maior Centro Comercial à céu aberto da América Latina e, um dos locais, mais visitados pelos turistas. Nela, podemos encontrar diversas lojas varejistas e atacadistas, comercializando de miudezas até eletroeletrônicos.

Nas ruas próximas à 25 de Março, encontramos muitas lojas e centros comerciais como a Galeria Pagé e o Shopping Oriental, que comercializam produtos importados a baixo custo, onde podemos destacar, celulares, vídeo-game e câmeras digitais.

Mais de 400 mil pessoas circulam diariamente pela Rua 25 de Março e adjacências, em datas festivas e comemorativas, como Carnaval, Dia das Mães, Dia dos Namorados, Dia dos Pais, Dia das Crianças e Natal, o número chega a 1 milhão de pessoas.

Seu nome é uma homenagem dada pela câmara municipal e poder executivo, referente ao dia em que foi outorgada pelo imperador D. Pedro I a primeira Constituição do Brasil.

Horário de Funcionamento: segunda à sexta, das 08 às 18 horas, aos sábados, das 08 às 17 horas

Prefeitura de SP compra 340 t de pedras portuguesas, apesar de ter estoque

DE SÃO PAULO

A Prefeitura de São Paulo guarda há três anos as pedras de mosaico português retiradas na reforma das calçadas da avenida Paulista. Mesmo assim, a Subprefeitura da Sé vai gastar R$ 201 mil para comprar 340 toneladas de pedras de mosaico português para manutenção dos calçadões do centro da cidade. O resultado da licitação foi publicado anteontem no "Diário Oficial" da cidade.

A informação é do repórter Evandro Spinelli publicada na edição deste sábado da Folha (íntegra do texto está disponível para assinantes do jornal e do UOL).

O material retirado da Paulista está armazenado em um depósito da Subprefeitura da Mooca. São cerca de 70 mil m2 de pedras, mais do que está sendo comprado. No mercado, se fossem novas, valeriam até R$ 2,8 milhões (cerca de R$ 40 o m2).

Em resposta à Folha, a subprefeitura informou que as pedras estão "incrustadas de cimento e outros materiais, o que inviabiliza a sua utilização para a manutenção dos calçadões".O órgão informou ainda que a raspagem do material "seria mais dispendiosa do que uma nova compra". Mesmo assim, a subprefeitura diz que ainda estuda outros destinos para a futura utilização das pedras.

Técnicos consultados pela Folha, no entanto, disseram que, apesar dos custos de limpeza, é possível reaproveitar as pedras de mosaico português.

São Paulo não instala mais mosaico português nas calçadas. O material permanece apenas onde ele já existia, mas um decreto de 2005, que estabeleceu regras para a construção de novas calçadas, proibiu o material.

Fonte: Folha de SP

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Conferência das Cidades discutirá sustentabilidade urbana

Diogo Xavier

Conferência das Cidades de 2009.

A sustentabilidade das cidades será o eixo das discussões da 11ª Conferência das Cidades, que será realizada pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara, nos dias 7 e 8 de dezembro.

O tema escolhido para 2010 foi "O futuro das cidades no novo contexto socioambiental" e tem o objetivo de apontar os problemas e propor soluções para que cidade e ambiente coexistam de forma harmônica.

Serão discutidas as conquistas e os novos desafios do Estatuto da Cidade; o planejamento e a execução da política urbana para as próximas décadas; e o aproveitamento adequado dos recursos naturais nas cidades brasileiras.

Nos dois dias de seminário serão realizados três painéis com dez palestras ministradas por pesquisadores e prefeitos. O primeiro painel apresentará um diagnóstico das cidades no mundo. Já o segundo tratará dos condicionantes para o desenvolvimento urbano e o enfrentamento das desigualdades no País. No terceiro painel, serão apresentadas as novas tendências para o planejamento urbano.

O deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA), autor do requerimento para a realização da conferência juntamente com os deputados Cássio Taniguchi (DEM-PR) e Ângela Amin (PP-SC), lembra que o principal objetivo do evento, realizado todos os anos desde 1999, é discutir medidas para a consolidação de políticas públicas para os municípios. "Trata-se de um momento de amplo debate com a sociedade. A conferência consegue fazer com que projetos que dificilmente avançariam sejam aprovados", afirma Zezéu Ribeiro.

Resultados práticos

O parlamentar destaca que as dez edições anteriores tiveram resultados práticos positivos. Ele lembra que a primeira Conferência das Cidades, por exemplo, teve o mérito de reafirmar a importância jurídica do Estatuto das Cidades, cuja tramitação se estendeu por mais de uma década. Zezéu Ribeiro ainda lembrou o Fundo da Habitação de Interesse Social foi outro tema discutido e amadurecido nas conferências antes de virar lei.

"A própria ideia do desenho do Ministério das Cidades como existe hoje também foi resultado de discussões que surgiram na 4ª Conferência", afirma. Zezéu ainda cita, entre os grandes temas e propostas oriundos ou fortalecidos nas conferências, a gestão dos resíduos sólidos. A edição deste ano, segundo ele, se reveste de uma importância adicional que é refletir sobre temas que serão encaminhados aos novos governantes do País.

Selo Cidade CidadãNeste ano, a Comissão de Desenvolvimento Urbano vai premiar projetos que estimulem a recuperação de áreas degradadas e propostas para enfrentar situações de risco, como enchentes e deslizamentos de encostas. Serão premiadas quatro cidades: duas com menos de 100 mil habitantes e outras duas mais populosas. Além do troféu, os municípios receberão o selo Cidade Cidadã, que vale por um ano e pode, por exemplo, facilitar financiamentos públicos.
No ano passado, foram premiados com o selo quatro municípios que adotaram projetos bem-sucedidos na área de mobilidade urbana. Na categoria dos municípios com até 100 mil habitantes foram premiadas as cidades Forquilhinha (SC) e Leme (SP). Na categoria dos municípios com mais de 100 mil habitantes foram premiadas Natal (RN) e Contagem (MG).

Confira a programação preliminar da conferência

Continua:
Gestores e estudiosos vão sugerir mudanças nas legislações ambiental e tributária
Comissão quer conscientizar prefeitos sobre importância de ações permanentes
Saiba o que aconteceu nas conferências anteriores

Reportagem - Rachel Librelon Edição - Paulo Cesar Santos
Agência Câmara

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Consultora dá dicas de etiqueta urbana

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1374405-7823-CONSULTORA+DA+DICAS+DE+ETIQUETA+URBANA,00.html

Etiqueta não é apenas o modo de usar os talheres na mesa ou o jeito mais educado de agir em festas ou solenidades. Nas ruas também há boas maneiras de se comportar.

domingo, 14 de novembro de 2010

Grandes desafios para as Metropoles


Governos em todo mundo possuem grandes desafios em seus horizontes e, no Brasil, não é diferente: mudanças climáticas, crescimento desordenado das cidades, escassez de recursos naturais, falta de segurança pública, caos no trânsito, crises econômicas e novas formas de relação com o cidadão. É preciso que os gestores públicos busquem soluções para melhor lidar com esses desafios. A tecnologia da informação tem papel fundamental nesse cenário: inteligência analítica para suportar a tomada de decisão, plataformas inteligentes para oferecer serviços de qualidade ao cidadão de forma transparente, soluções para redução de fraudes em arrecadação de impostos e sistemas para melhor gestão de ativos e serviços públicos. Os governos têm papel fundamental para tornarmos o Planeta Mais Inteligente, nossas Cidades Mais Inteligentes.

sábado, 13 de novembro de 2010

40 atrações gratuitas para curtir o feriado prolongado em SP


Grupo Agir apresenta em Cubatão a peça "Eles não usam black-tie, de Gianfracesco Guarnieri (foto de Vitor Santos)
Veja mais de 40 atrações gratuitas para curtir o feriado prolongado em SP

Aproveite o feriado prolongado em São Paulo com as mais de 40 atrações listadas abaixo pelo Guia.

Acesse o site Catraca Livre para saber informações sobre eventos gratuitos ou populares.
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SHOWS
Estéreo SaciOs shows marcam a estreia de uma programação especial na web rádio do Itaú Cultural, voltada à vida e à carreira de alguns artistas. Neste sábado (13), Patrícia Polayne homenageia Dolores Duran. No domingo (14), Renato Anesi apresenta Carmen Miranda, e, na segunda (d15), Sebastião Tapajós e o Trio Manari estão na performance sobre Jacob do Bandolin.
Itaú Cultural - av. Paulista, 149, Bela Vista, região central, tel. 2168-1777. 247 lugares. Seg. e sex. a dom.: 20h. 60 min. Livre. Retirar ingr. c/ 30 mim. de antecedência.

Bocato e Jam Suburbana
Todas as segundas são reservadas para as apresentações da Jam Suburbana, grupo interessado em fazer música sem compromisso formal, que se juntou ao trombonista Bocato para improvisações.
Comitê - r. Augusta, 609, Consolação, tel. 3237-3068. 600 pessoas. Seg.: 23h. Até 27/12. 90 min. Não recomendado para menores de 18 anos.

Encontro Internacional de Improvisação em Música
O encontro vai reunir instrumentistas da cena internacional e brasileira: o inglês John Edwards, o turco Saadet Turkoz, o clarinetista Ricardo Tejero e os brasileiros Panda Gianfratti e Thomas Rohrer.
Centro Cultural São Paulo - espaço cênico Ademar Guerra - r. Vergueiro, 1.000, Liberdade, tel. 3397-4002. Sáb.: 20h. 80 min. Livre.

Kurt Brunus
O multi-instrumentista americano faz uma apresentação neste domingo (dia 14). No show, Brunus canta e se reveza tocando teclados, sintetizadores e piano.
Parque da Aclimação - r. Muniz de Souza, 1.119, Aclimação, região central, tel. 3208-4042. Dom.: 11h. Livre.

Homenagem a Adoniran Barbosa
Os músicos do Núcleo João Rubinato fazem uma apresentação no domingo (dia 14) em homenagem ao centenário do compositor paulista. No repertório, o vocalista Tomás Bastian apresenta uma seleção de músicas pouco conhecidas.
Parque da Água Branca - av. Francisco Matarazzo, 455, Água Branca, tel. 3865-4130. Dom.: 11h. Livre.

Nelson Ayres
Trio Pianista, arranjador e compositor, Nelson Ayres há dez anos lidera o trio, que conta com a participação de Alberto Luccas e Ricardo Mosca. No show, os músicos tocam "Cedo de Manhã" e "Lua Nova", entre outras.
Praça Victor Civita - r. Sumidouro, 580, Pinheiros, região oeste, tel. 3031-3689. Seg.: 13h30. 60 min. Livre.

Orquestra Paulistana de Viola e Lexo Tatuí
A Orquestra Paulistana de Viola faz uma apresentação com um repertório erudito, às 10h. Depois, às 11h30, será a vez do clássico se misturar a o samba com a Orquestra Lexo Tatuí.
Pq. da Independência - av. Nazaré, s/ nº, Ipiranga, região sul, tel. 2273-7250. Dom.: 10h. Livre.

Traditional Jazz Band
Com repertório centrado nos sucessos do CD "Traditional Jazz Band - 45 Anos", lançado recentemente, os sete músicos interpretam clássicos de compositores como Duke Ellington, Fats Waller, além de autorais próprias.
Praça Victor Civita - r. Sumidouro, 580, Pinheiros, tel. 3031-3689. 13h30. Dom.: 60 min. Livre.

Verônica Ferriani e Chico Saraiva
A cantora Verônica Ferriani e o compositor e instrumentista Chico Saraiva fazem uma apresentação com base no álbum, "Sobre Palavras".
Praça Victor Civita - r. Sumidouro, 580, Pinheiros, região oeste, tel. 3031-3689. Sáb.: 13h. 60 min. Livre.
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TEATRO
5 ª Mostra de Teatro de Rua Lino RojasAté domingo (dia 14), grupos de São Paulo, Pernambuco, Brasília, Rio Grande do Sul, Paraná e Pará, especializados em teatro de rua, se apresentam em diversos pontos da cidade. Na programação, destaque para O Básico do Circo", do Núcleo Pavanelli. Sacolão das Artes - av. Cândido José Xavier, 577, Parque Santo Antônio, região sul, tel. 5511-6561. A Festa da Rosinha Boca Mole, 45 min., sáb.: 12h. Livre. Pça. do Patriarca, s/ nº, Sé, região central, O Pavão Misterioso, 60 min., sex.: 12h. Fio de Pão - A Lenda da Cobra Norato, 50 min., sex.: 18h. Livre. Centro Cultural Arte em Construção - teatro -Instituto Pombas Urbanas - av. dos Metalúrgicos, 2.100, Cidade Tiradentes, região leste, tel. 2285-7758. Mercadores de Liberdade, 45 min., dom.: 14h. Livre. i Pça. do Campo Limpo, s/ nº, Campo Limpo, O Básico do Circo, 60 min., dom.: 16h. Pça. 65, s/ nº, Cidade Tiradentes, região leste, A Herança de Nós Todos, 50 min., dom.: 14h. Livre.
Ronaldo Aguiar/Divulgação
No musical "Florilégio", dirigido por Elias Andreatto, Mira Haar e Carlos Moreno interpretam canções da década de 1950

Boca de Ouro
No texto de Nelson Rodrigues, dirigido por Eloísa Vitz, o grupo Gattu encena a vida e morte de Boca de Ouro, um bicheiro temido e respeitado na comunidade onde vive, que manda arrancar todos os dentes, substituindo-os por uma dentadura de ouro. Cruel, ele também cultiva o sonho de ser enterrado num caixão de ouro.
Teatro Gil Vicente - av. Rudge, 315, Campos Elíseos, região central, tel. 3618-9014. 155 lugares. Sáb.: 21h. Dom.: 20h. Até 19/12. 90 min. Não recomendado para menores de 16 anos. Retirar ingr. c/ 2 h de antecedência.

Dizer e Não Pedir Segredo
Dirigida por Luiz Fernando Marques, a peça é apresentada em um apartamento residencial. A temática joga foco na homossexualidade e revela para o público sonhos e desejos que são só são revelados na intimidade.
Apartamento (do Diretor) - r. Bela Cintra, 619, apto. 72, Consolação, região central, tel. 8564-4248. 20 lugares. Sex. e sáb.: 21h. Até 4/12. 60 min. Não recomendado para menores de 14 anos.

Florilégio
No musical dirigido por Elias Andreatto, Mira Haar e Carlos Moreno interpretam canções da década de 1950, escritas por compositores como Lupicínio Rodrigues, Herivelto Martins e Carlos Gardel.
Museu da Casa Brasileira - terraço - av. Brig. Faria Lima, 2.705, Jardim Paulistano, região oeste, tel. 3032-3727. 220 lugares. Sex. a dom.: 16h. Até 14/11. 70 min. Livre.

Mostra (SP + MG).
XA mostra organizada pelo grupo XIX de Teatro apresenta trabalhos que exploram lugares e espaços inusitados. Nesta semana, as duas montagens são de Belo Horizonte.
Vila Maria Zélia - Armazém da Vila - r. Cachoeira, esq. c/ r. dos Prazeres, Catumbi, tel. 2081-4647. John & Joe, sex.: 21h. Sáb.: 20h. Dom.: 19h. Solo para Coisas Quase Esquecidas, sáb.: 17h. Dom.: 16h. Até 12/ 12. 70 min. Não recomendado para menores de 14 anos.

Teatro nos Parques
Até o dia 28, a Cooperativa Paulista de Teatro organiza o festival que traz apresentações para adultos e crianças nos parques da cidade. Destaque para "Bumba meu Fusca", do grupo Trilhos Urbanos, e "Pelada na Rua", de Alexandre Roit, dos Parlapatões.

Vila dos Remédios - r. Carlos Alberto Vanzolini, 413, Vila dos Remédios, Bumba meu Fusca, dom.: 15h. 50 min. Livre. Parque Previdência - r. Pedro Peccinini, 88, Jardim Ademar, região sul, Ruas de Barros, dom.: 11h. Livre. d v Pq. Lina e Paulo Raia - r. Volkswagen, s/ nº, Jabaquara, região sul. Livre. Pelada na Rua, dom.: 15h. Até 28/11. Pq. Ermelino Matarazzo - r. Abel Tavares, 1564, Jardim Belém, Livre. O Mistério do Novo, sáb.: 15h.

Zumbi or Not Zumby
A cia. Antropofágica, sob a direção de Thiago Reis Vasconcelos, recria o clássico espetáculo de Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal, "Arena Conta Zumbi", que narra a história de Zumbi dos Palmares e da escravidão no Brasil.
Espaço Cultural Pyndorama - r. Turiassu, 481, Perdizes, tel. 3871-0373. 30 lugares. Sáb.: 20h. Até 2/12. 80 min. Não indicado p/ menores de 14 anos. Retirar ingr. c/ 30 min. de antecedência.

Pálido Colosso
Com direção de Pedro Pires e Zernesto Pessoa, a Companhia do Feijão (foto) montou quadros cênicos que apresentam acontecimentos da história do Brasil, da ditadura até os dias de hoje. A proposta da peça, que se passa em um cabaré, é refletir sobre as escolhas feitas pelo público nos últimos 40 anos. Baseada em fatos históricos e na experiência pessoal dos atores.
Teatro da Cia. do Feijão - r. Teodoro Baima, 68, Republica, região central, tel. 3259-9086. 60 lugares. Sex. e sáb.: 21h. Dom.: 19h. Até 14/11. 100 min. Não recomendado para menores de 12 anos.Retirar ingr. c/ uma hora de antecedência.
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EXPOSIÇÕES

No projeto Vídeo Guerrilha, prédios nas imediações da rua Augusta servirão de telão para as projeções de vídeos, animações e fotos
Vídeo GuerrilhaPrédios nas imediações da rua Augusta servirão de telão para as projeções de vídeos, animações e fotografias. Idealizado pelo VJ Alexis Anastasiou, o projeto busca interferir no espaço urbano com grafites virtuais e criações visuais. As exibições ocorrem neste sábado (13), a partir das 20h, e se concentram entre as ruas Fernando de Albuquerque e Marquês de Paranaguá. Numa delas, será feita uma homenagem ao coletivo LOST ART, com retrospectiva dos fotógrafos Louise Chin e Ignácio Aronovich.
R. Augusta, entre o nº434 e o nº1.276, Consolação, região central. Sáb.: 20h às 4h.

29 ª Bienal de São Paulo
Com 159 artistas e mais de 800 obras, a mostra que ocupa os três andares do pavilhão convida o público a refletir sobre arte e política. Instalações de grande porte como "Bandeira Branca", de Nuno Ramos (já agora sem os urubus, retirados por determinação do Ibama), e "350 Pontos Rumo ao Infinito", da italiana Tatiana Trouvé, dividem espaço com vídeos e fotografias de nomes como Miguel Rio Branco e Nan Goldin. Na segunda (dia 15), o grupo Bando Cavallaria e Fabio Delduque fazem uma performance inspirada no livro "A Origem Animal de Deus", de Flávio de Carvalho, às 17h, no terreiro "O Outro, o Mesmo".
Pavilhão Ciccillo Matarazzo - av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº, parque Ibirapuera, região sul, tel. 5576-7600. Seg. a qua., sáb. e dom.: 9h às 18h (c/ permanência até as 19h). Qui. e sex.: 9h às 21h (c/ permanência até as 22h). Até 12/12. Livre. Estac. (sistema zona azul - portão 3).

Carlos Zílio, Célia Euvaldo, Fernanda Chieco, Kika Nicolela e Luiza BaldanCinco individuais encerram a programação do Centro Universitário Maria Antonia deste ano. Com pinturas concisas, Carlos Zílio e Célia Euvaldo exibem quadros abstratos, de rigorosa composição. Na produção de Zílio, é recorrente a presença de um tamanduá em queda. Luiza Baldan apresenta fotografias de lugares esquecidos, como um muro manchado de terra.
Centro Universitário Maria Antonia - r. Maria Antônia, 294, Vila Buarque, tel. 3123-5201. Ter. a sex.: 10h às 21h. Sáb. e dom.: 10h às 18h. Até 16/1/2011. Livre.

Ernesto Neto - Dengo
A grande sala do museu está ocupada por uma instalação do carioca Ernesto Neto. O novo trabalho faz desdobramento das formações orgânicas de tecidos e materiais moldáveis do artista, como o crochê. Até domingo (dia 14), a entrada no MAM é gratuita.
MAM - pq. Ibirapuera - av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº, portão 3, parque Ibirapuera, região sul, tel. 5085-1300. Ter. a dom.: 10h às 17h30 (c/ permanência até as 18h). Até 19/12. Livre. Dias 12, 13 e 14: Grátis. Ingr.: R$ 5,50 (grátis p/ sócios do MAM, menores de dez, maiores de 65 anos e dom.). Estac. (sistema zona azul - no portão 3).

Histórias de Mapas, Piratas e Tesouros
A exposição é resultado de um exaustivo trabalho de pesquisa do curador Eduardo Brandão, que rodou pela América Latina e selecionou 66 trabalhos de fotógrafos contemporâneos entre vídeos, imagens e instalações. Nomes como o cubano Alfredo Sarabia Fajardo e o argentino Martin Bonadeo integram a mostra.
Itaú Cultural - av. Paulista, 149, Bela Vista, região central, tel. 2168-1777. Ter. a sex.: 9h às 20h. Sáb. e dom.: 11h às 20h. Até 19/12. Livre (1º subsolo) e 16 anos (2º subsolo). Estac. c/ manob. (R$ 8 a 1ª h mais h adicional - convênio). Visita monitorada c/ agendamento.

L'Officiel: 90 Anos de História da Moda
Cem capas da revista de moda francesa "L'Officiel" são exibidas nessa mostra organizada por Marie-José Jalou, editora da publicação. As imagens ilustram a evolução da moda desde os anos 1920 até os dias de hoje.
Shopping Iguatemi - espaço Iguatemi - 9º andar - av. Brig. Faria Lima, 2.232, Jardim Paulistano, tel. 3048-7000. Ter. a dom.: 12h às 22h. Até 14/11. Livre. Estac. (R$ 8 p/ 2 h mais h adicional).

Regina Silveira
Na intervenção batizada de "Tramazul", a artista Regina Silveira cobre as quatro fachadas do Masp com adesivos azul e branco em forma de nuvens. As imagens digitais sobre vinil embalam o museu e reproduzem um céu como se ele fosse bordado com linhas e agulhas.
Masp - av. Paulista, 1.578, Bela Vista, região central, tel. 3251-5644. Seg. a dom.: 24 horas. Abertura 13/11. Acervo por tempo indeterminado. Livre.

Solo
A instalação de Rejane Catoni e Leonardo Crescenti é formada por 40 chapas de alumínio apoiadas sobre amortecedores. O visitante pode andar sobre a plataforma, que reage a seus passos, provocando ondulações na superfície. Além da obra, o passeio é uma boa oportunidade para conhecer o pequeno santuário da década de 1940, que foi erguido numa antiga fazenda.
Capela do Morumbi - av. Morumbi, 5.387, Morumbi, região oeste, tel. 3772-4301. Ter. a dom.: 9h às 17h. Acervo por tempo indeterminado. Livre.
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CINEMA

18 º Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade SexualA dica para quem não quer colocar a mão no bolso para ver os filmes do Festival Mix Brasil é ficar de olho na programação do MIS, onde as sessões são gratuitas. No domingo (dia 14), uma maratona de curtas ganha projeção no museu. A partir das 14h45, filmes como "Eu Não Quero Voltar Sozinho", de Daniel Ribeiro, e "Handebol", de Anita Rocha da Silveira, podem ser conferidos pelo público.

Ciclo de Filmes de Moda
Filmes que abordam o universo da moda ganham sessão no Mube. Sábado (13), às 19h, será exibido o longa "Flashdance", de Adrian Lyne. No clássico dos anos 1980, Jennifer Beals interpreta uma dançarina esforçada que faz de tudo para entrar numa academia de balé. Na sessão seguinte, às 21h, o público pode conferir "Maria Antonieta", de Sofia Coppola, sobre a trajetória da jovem rainha levada a se casar com Luís 16, numa produção suntuosa com toques pop.
Mube - r. Alemanha, 221, Jardim Europa, tel. 2594-2601. Sáb.: a partir das 19h.

Cineclubinho Sesc
Na mostra dedicada ao público infantil, será exibido no domingo (dia 14), às 11h, o filme "Brichos", de Paulo Munhoz. Na animação, um jaguar, um quati e um tamanduá, que moram entre várias espécies da fauna brasileira, planejam criar o lutador perfeito para disputar um campeonato de games. Haverá performances artísticas antes e depois da exibição. Os ingressos começam a ser distribuídos uma hora antes da sessão.
Cinesesc - r. Augusta, 2.075, Cerqueira César, tel. 3087-0500. Dom.: 11h. Livre.

Coreia, Cinema Explosivo
A mostra em cartaz no CCSP traz um pequeno panorama do cinema coreano, com nomes que costumam rodar os festivais mundo afora. Destaque para a retrospectiva de Lee Chang-Dong, que teve o belíssimo "Poesia" exibido na última Mostra. Sábado (13), às 18h, será exibido "Peppermint Candy", de Chang-Dong, produção de 1999 que conta a história de um suicida.
Centro Cultural São Paulo - r. Vergueiro, 1.000, Liberdade, tel. 3397-4002. Não recomendado para menores de 16 anos.
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CONCERTOS

Clássicos do DomingoRegina Schlochaure faz um recital de cravo junto à soprano Heloisa Petri e ao violonista Franciel Monteiro. No repertório, J. S. Bach e Villani-Côrtes, entre outros.
Centro Cultural São Paulo - sala Jardel Filho - r. Vergueiro, 1.000, tel. 3397-4002. 323 lugares. Dom.: 11h30. 70 min. Livre. Retirar ingr. c/ uma hora de antecedência.

Concertos Matinais
As orquestras Sinfônica Municipal de Santos e Jovem Municipal de Guarulhos, sob as respectivas batutas de Luís Gustavo Pedri e Emiliano Patarra, apresentam a "Sinfonia n º 1 em Ré Maior: Titã", de Mahler.
Sala São Paulo - pça. Júlio Prestes, 16, tel. 3223-3966. 1.484 lugares. Dom.: 11h. 60 min. Livre. Retirar ingr. c/ uma semana de antecedência. CC: AE, D, M e V. Estac. (R$ 5 - convênio).

Mahler Chamber
Orchestra Fundada em 1997 pelo maestro Claudio Abbado e composta por músicos de 20 nacionalidades, a orquestra realiza um concerto gratuito.
Teatro Adamastor - av. Monteiro Lobato, 734, Macedo, Guarulhos, tel. 2087-4175. 680 lugares. Qua.: 20h30. Até 17/11. 60 min. Livre. Retirar ingr. c/ 1 h de antecedência. Estac. grátis.

Orquestra Jovem Tom Jobim
Os jovens músicos da Escola de Música do Estado de São Paulo, apresentam clássicos de Tom Jobim, Vinicius de Moraes e João Donato, sob a regência do maestro Roberto Sion. Haverá solos de metais.
Memorial da América Latina - auditório Simon Bolívar - av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda, região oeste, tel. 3823-4600. 800 pessoas. Sáb.: 21h. Até 13/11. 60 min. Livre. Estac. (R$ 10 - convênio).
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PASSEIOS/CRIANÇA
Bibliotecas

Biblioteca de São Paulo
O espaço incrementa a programação deste fim de semana e promove, no domingo (dia 14), às 17h, show de MPB do multi-instrumentista Arismar do Espírito Santo. O local fica no parque da Juventude, onde funcionava a Casa de Detenção do Carandiru, e dispõe de um espaço moderno e totalmente informatizado com mais 30 mil itens, entre livros, DVDs e CDs. Atende usuários de todas as idades, de crianças a idosos.
Parque da Juventude - av. Cruzeiro do Sul, 2.630, Canindé, tel. 2089-0800. Ter. a sex.: 9h às 21h. Sáb., dom. e dia 15: 9h às 19h. Evento permanente. Livre.

Festa
Festival GastronômicoCaminhos e Sabores de São Paulo Até segunda (dia 15), o Mercado Municipal sedia o evento do qual participam 12 estabelecimentos. Vários deles prepararam promoções e receitas exclusivas, como o restaurante Raffoul, que oferece um chope grátis na compra de um trio de frios árabe. Outra dica é o Japa Loko, que dá um chope para quem pedir um combinado com o nome da casa; e a Pastelaria da Gigia, que presenteia com uma cerveja de 350 ml os que comprarem o pastel de frango com Catupiry.
Mercado Municipal - r. da Cantareira, 306, região central, tel. 3313-2444. Seg. a sáb.: 6h às 18h. Dom.: 6h às 16h. Livre. Estac. (sistema Zona Azul).

Parques

Burle Marx
Duas atrações agitam esta segunda (dia 15), a partir das 10h: uma parede de escalada de 6 m, para o público se aventurar, e uma instalação de grafite 3D feita pelo artista Eduardo Kobra. Idealizado pelo paisagista Roberto Burle Marx, conta com um belo conjunto artístico, um lago e 80% de mata nativa. Os animais silvestres que habitam o local encantam os pequenos, que também podem dar suas pedaladas sossegados -por ali, só bicicletas infantis são permitidas.
Av. Dona Helena Pereira de Moraes, 200, Parque do Morumbi, tel. 3746-7631. Seg. a dom.: 7h às 19h. Livre.

Parque da Água BrancaA partir deste sábado (13) até o feriado (15), das 9h às 17h, o local recebe o Minuto Móvel, caminhão do Festival do Minuto, equipado com telão, que fará a exibição de vídeos selecionados pelo evento. Única área verde relevante na região, o parque reúne atrações diversas, como um aquário, "playground", um museu geológico e parque de diversões, além de contar com animais como pavões, galos e cavalos circulando pelo local.
Av. Francisco Matarazzo, 455, Água Branca, região oeste, tel. 3865-4130. Parque: seg. a dom.: 6h às 22h. Aquário: seg.: 14h às 17h. Ter. a dom.: 9h às 17h. Livre. Ingr.: R$ 2 (aquário).

Teatro infantil

O Poeta e as Andorinhas
Com direção de Paulo Ribeiro, e Amanda Acosta no elenco, o musical entrelaça os contos de fada "O Rouxinol e a Rosa", "O Príncipe Feliz" e "O Aniversário da Infanta", além do enredo do romance "O Retrato de Dorian Gray", de Oscar Wilde, tendo como pano de fundo fragmentos da vida do escritor irlandês.
Imprensa - sala imprensa - r. Jaceguai, 400, Bela Vista, região central, tel. 3241-4203. 452 lugares. Sáb. e dom.: 16h. 60 min. Até 28/11. Retirar ingr. c/ uma hora de antecedência. Não recomendado para menores de 11 anos. CC: AE, D, M e V. Estac. (R$ 10, no nº 454 -convênio). Ingr. p/ tel. 4003-2330 ou p/ site http://www.ingresso.com/.

Cortesão e o Tempo
Kleber Montanheiro dirige o espetáculo, que narra a história de um exótico cortesão, que busca de todas as formas um elixir para jamais envelhecer. Uma criada o aconselha a procurar um pássaro mágico azul, que vive na floresta.
Praça Victor Civita - r. Sumidouro, 580, Pinheiros, região oeste, tel. 3031-3689. 250 lugares. Dom.: 11h. 60 min. Livre. Até 14/11.

O que Ali Se Viu
Inspirado nas obras clássicas de Lewis Carroll, como "Alice no País das Maravilhas" e "Alice Através do Espelho", o espetáculo é itinerante. O coletivo Teatro Dodecafônico convida o público para ser protagonista das encenações.
Centro Cultural Sesi Vila Leopoldina - r. Carlos Weber, 835, Vila Leopoldina, região oeste, tel. 3834-5523. 50 lugares. Sáb.: 16h. Dom.: 11h. 80 min. Livre. Até 12/ 12. Retirar ingr. c/ uma hora de antecedência.

Quem Tem Medo de Curupira?
Débora Dubois dirige o espetáculo infantil, que mostra personagens folclóricos que estão desolados porque não causam mais espanto nas pessoas. Zeca Baleiro é responsável pelo texto e pelas canções da peça. Indicação do Guia : a partir de 5 anos.

Centro Cultural Fiesp - Teatro Sesi São Paulo - av. Paulista, 1.313, Bela Vista, região central, tel. 3146-7405. 456 lugares. Sáb. e dom.: 16h. 90 min. Até 12/12. Retirar ingr.: sáb., a partir das 12h; dom., a partir das 11h.

Zanni
O viés poético e artístico do circo é a força motriz da trupe do Zanni, que não faz uso de grandes recursos tecnológicos. Com uma montagem artesanal, os pequenos vão gostar da leitura contemporânea de clássicos circenses, em números que envolvem trampolins, equilibristas e palhaços.

R. Augusta, 344, Consolação, tel. 9188-9208. Seg. a sex.: 15h. Sáb. e dom.: 17h. Até 15/11. 90 min. Livre. Informações p/ site www.semanaticketcultura.com. br.

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Fonte: Folha de SP

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Manutenção da Sabesp deixa 3 milhões de pessoas sem água nesta terça-feira

Manutenção da Sabesp deixa 3 milhões de pessoas sem água nesta terça-feira

Trabalhos de manutenção da Sabesp em uma estação do sistema Alto Tietê devem afetar cerca de 3 milhões de pessoas nesta terça-feira, em 730 bairros na zona leste de São Paulo, além de atingir as cidades de Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Poá, Suzano, Guarulhos, Mauá e Mogi das Cruzes, com reflexos ainda nas regiões de São Matheus e Sapopemba.

O serviço acontecerá na estação Taiaçupeba e durará 12 horas. Para minimizar a falta de distribuição de água, a Sabesp vai abastecer parte da região afetada com outro sistema produtor, o Cantareira, que atenderá as regiões da Penha, Cangaíba, Jardim Popular e Ermelino Matarazzo. Porém, a distribuição será intermitente.

Segundo a empresa, o trabalho aumentará a oferta de água tratada para a Grande São Paulo e permitirá acréscimo imediato de 2.000 litros de água por segundo na capacidade de tratamento da estação de tratamento de Taiaçupeba. Ainda de acordo com a Sabesp, no início de 2011, serão mais 3.000 litros por segundo, o que aumentará a capacidade de atendimento da estação de 3,5 milhões para 5 milhões de habitantes.

Durante o período de manutenção, a Sabesp pede economia de água à população. A volta do abastecimento ocorrerá gradualmente após o fim dos serviços de manutenção. Nos locais mais altos, o restabelecimento pode ser mais demorado. Os casos de emergência serão atendidos pelo telefone 195, que funciona 24 horas. A ligação é gratuita.

Confira as regiões afetadas pela falta de água nesta terça:

Todos os bairros de Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Poá e Suzano.

Em São Paulo (por setor de abastecimento):

Guaianazes

Faz Caguaçu, Guaianazes, Jardim Gianetti, Jardim Guaianazes, Jardim Ipanema, Jardim Irene, Jardim Itapema, Jardim Itapemirim, Jardim Lageado, Jardim Liderança, Jardim Lourdes, Jardim Maria Margarida, Jardim Marilene, Jardim Marília, Jardim Marina, Jardim Maringá, Jardim Marpu, Jardim Míriam, Jardim Moreno, Jardim Morganti, Jardim Norma, Jardim Nova Guaianazes, Jardim Planalto, Jardim São Carlos, Jardim São Geraldo, Jardim São José, Jardim São Luiz, Jardim São Paulo, Jardim São Paulo II, Jardim São Pedro, Jardim São Vicente, Jardim São Francisco, Jardim Soares, Parada Quinze, Parque Centenário, Parque Central, Parque Guaianazes, Vila Regina e Cohab Guaianazes A.

Itaim Paulista

Cidade Kemel, Cidade Nova São Miguel, Guaianazes, Jardim Lageado, Itaim, Jardim Aurora, Jardim Bartira, Jardim Beatriz, Jardim Benfica, Jardim Camargo, Jardim Camargo Novo, Jardim Camargo Vilaelho, Jardim Campos, Jardim Campos II, Jardim Carolina, Jardim Célia, Jardim Colinas, Jardim Cotinha, Jardim das Oliveiras, Jardim dos Ipês, Jardim Elza, Jardim Etelvina, Jardim Eva, Jardim Flora, Chácara Dona Olívia, Jardim Fontes, Jardim Gianetti, Jardim Guaianazes, Jardim Helena, Jardim Heloisa, Jardim Ida Guedes, Jardim Jaraguá, Jardim Lageado, Jardim Mabel, Jardim Maia, Jardim Nazareth, Jardim Nélia, Jardim Noêmia, Jardim Norma, Jardim Nossa Senhora Caminho, Jardim Oliveirinha, Jardim Planalto, Jardim Robru, Jardim Romano, Jardim São Martinho, Jardim Seabra, Jardim Senice, Jardim Sílvia, Jardim Santo Elias, Jardim Tua, Parque Dom João Neri, Parque Guaianazes, Parque Industrial, Parque Paulistano, Vila Bozzini, Vila Curuçá, Vila Itaim, Vila Lourdes, Vila Mara, Vila Margareth, Vila Marlene, Vila Melo, Vila Monte Santo, Vila Nova Curuçá, Vila Nova Progresso, Vila Progresso, Vila São José, Vila Santana, Vila Seabra, Vila Sílvia Teles, Vila Sinhá, Vila Tua, Vila Vilaessoni, Vila Xavantes, Encosta Norte, Itaim Paulista, Faz Itaim, Vila Sérgio, Vila Moderna, Cohab Jardim Nazaré, Vila Santo Henrique, Jardim Fluminens, Vila Escolar e Vila Helena.

Itaquera

Vila Aldemar, Vila Verde, Itaquera, Jardim Brasil, Jardim Brasília, Jardim Campos, Jardim Cardoso, Jardim Célia, Jardim Centenário, Jardim Cibele, Jardim Cristina, Jardim das Carmelitas, Jardim do Carmo, Jardim dos Pinheiros, Jardim Elian, Jardim Eliane, Jardim Etelvina, Jardim Fanganiello, Jardim Fernandes, Jardim Gouveia, Lajeado, Parque do Carmo, Vila Bozzini, Vila Brasil, Vila Carmosina, Vila Chuca, Vila Cosmopolita, Vila Cruzeiro, Vila Ferreira, Vila Gil, Vila Iolanda, Vila Jussara, Vila Lourdes, Vila Marilena, Vila Matilde, Vila Minerva, Vila Nanci, Vila Progresso, Vila São José, Vila Santana, Vila Solange, Vila Santa Cruz, Vila Santa Rita, Vila Santa Terezinha, Vila Yolanda, Jardim Pérola, Jardim Redil, Cohab Hospital Itaquera C1, Vila Santa Isabel, Souza Ramos, Jardim Ivete, Vila Mariana, Jardim Nova América, Cidade A E Carvalho, Jardim Helena, Jardim Áurea, Jardim Aurora e Jardim Arisi.

Santa Etelvina

Cidade Tiradentes, Conjunto Barro Branco, Conjunto Castro Alves, Conjunto Inácio Monteiro, Conjunto José Bonifácio, Conjunto Juscelino, Conjunto Prestes Maia, Jardim Santa Maria, Jardim Santa Rita, Jardim Vilma Flor, Jardim do Divino, Cidade Líder, Jardim Maravilha e Jardim das Roseiras.

Cidade Tiradentes

Conjunto Santa Conceição, Inácio Monteiro, Jardim Santa Etelvina, Jardim Santa Terezinha, Jardim Santo Antônio, Cohab Santa Etelvina Vilaii, Cohab Cidade Tiradentes, Jardim Pérola III, Jardim Pedra Branca, Barro Branco 2, Cohab Área Treze e Jardim Hortência.

São Miguel Paulista

Vila Camargo, Vila Nitro Operária, Vila Rosária, São Miguel Paulista, Jardim Indaiá, Jardim Ipanema, Jardim Jurema, Jardim Laone, Jardim Laura, Jardim Luci, Jardim Lucinda, Jardim Luzia, Jardim Luzimar, Jardim Margarida, Jardim Maria Luiza, Jardim Marjonel, Jardim Marta, Jardim Metropolitano, Jardim Mikail, Jardim Meliunas, Jardim Miragaia, Jardim Míriam, Jardim Olga, Jardim Olinda II, Jardim Palmas, Jardim Reni, Jardim Rosina, Jardim Ruth, Jardim São Carlos, Jardim São João, Jardim São José, Jardim São Luiz, Jardim São Sebastião, Jardim São Vicente, Jardim Sandra, Jardim Santana, Jardim Silva Teles, Jardim Soraia, Jardim Santa Amélia, Jardim Santa Maria, Jardim Vignólia, Jardim Virgínia, Parque Guarani, Parque Real, Parque Res D'abril, Parque Sevilha, Parque Sônia, Parque Santa Amélia, Parque Santa Rita, Parque Veredas, Vila Aimoré, Vila Alabama, Vila Aparecida, Vila Barbosa, Vila Beatriz, Vila Caju, Vila Carolina, Vila Central, Vila Chavantes, Vila Clara, Vila Conceição, Vila Cristianópolis, Vila Danúbio Azul, Vila Diana, Vila São Silvestre, Cidade Nitro Química, Jardim Aimoré, Vila Andes, Jardim S]ao Carlos, Vila Nair, Vila Nanci, Vila Norma, Vila Nova Itaim e Vila Nossa Senhora Aparecida.

Parte de Guarulhos, Mauá e Mogi das Cruzes

Para relação de bairros destes municípios, contatar os respectivos serviços de saneamento:
Guarulhos atendimento ao consumidor: 0800-101042
Mauá atendimento ao consumidor: 0800-7710001
Mogi das Cruzes atendimento ao consumidor: 115

Folha de SP

Arquiteto defende abertura de túneis para trens em São Paulo

EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO
VANESSA CORREA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Enquanto São Paulo discute o que fazer com a linha do trem que vai da Lapa ao Brás, Turim, na Itália, decidiu e implantou o projeto.

Em Turim, a ferrovia foi "enterrada": construíram um túnel por onde agora passam os trilhos que antes estavam na superfície. Era para tudo ficar pronto até 2006, quando a cidade sediou os Jogos Olímpicos de Inverno, mas as obras continuam.

É uma ideia semelhante à da Prefeitura de São Paulo, que pretende construir um túnel de 12 km para "enterrar" o trem. Na superfície seria construída uma avenida, que serviria de alternativa de tráfego ao Minhocão, que seria derrubado.

Além disso, a linha do trem deixaria de ser uma barreira urbana que separa os dois lados da cidade. Ao sul, Perdizes, Pompeia e Lapa muito desenvolvidos. Ao norte, uma área pouco ocupada e degradada.

Parte disso pode estar pronta até 2014, quando a Copa do Mundo de futebol passará por aqui.

O arquiteto Franco Corsico participou da implantação do projeto em Turim na década de 1990 como responsável pela elaboração do plano diretor da cidade, depois do plano de trânsito e transporte e do plano de mobilidade metropolitana.

Corsico estará em São Paulo amanhã para um seminário sobre projetos urbanos da cidade organizado pela Associação Comercial em parceria com a prefeitura, no hotel Renaissance.

No evento, ele falará sobre a experiência de Turim. Na semana passada, concedeu entrevista à Folha por telefone sobre o assunto.

Para ele, a cidade não pode deixar o mercado imobiliário decidir o que fazer para desenvolver as regiões degradadas. Ele diz que a maior dificuldade foi enfrentar o ceticismo da população, que não acreditava no projeto.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

Folha - Por que vocês decidiram colocar a linha do trem dentro de túnel?
Franco Corsico - No nosso plano diretor nós decidimos não apenas desenvolver as áreas degradadas na espinha dorsal do projeto, mas também renovar completamente a ligação da cidade ao redor da linha de trem.

A ligação através da linha de trem é a verdadeira espinha dorsal também para esse desenvolvimento, localizada ao longo do eixo norte-sul que cruza a cidade.

A maior parte dos trilhos, mais de 50%, está sob o solo, em túneis. Antes estava em trincheiras, mas não havia nada em cima e dividia as partes oeste e leste da cidade. Havia apenas algumas pontes para conectar a cidade.

Folha - Em São Paulo, a linha do trem também divide a cidade, e um dos lados é degradado. Era assim em Turim?
Franco Corsico - Era a mesma coisa, mas São Paulo é uma cidade bem maior. Este projeto cobriu 40% da área de transformação. Nosso plano diretor decidiu parar com o desenvolvimento das áreas já consolidadas e fazer desenvolvimento das áreas degradadas.

Folha - Havia outra alternativa em vez do túnel?
Franco Corsico - Havia nos anos 80, dez anos antes, a ideia, mas era só em relação ao transporte, de criar novas linhas para servir melhor a cidade. E a alternativa era, em vez de criar um túnel, e novas linhas cruzando a cidade, criar uma nova linha ao redor da cidade.

Folha - Porque escolheram o túnel?
Franco Corsico - Nós queríamos servir a área mais compactada da cidade. Nós queríamos recriar oportunidade de desenvolver área que era antes "viva", em que antes as pessoas trabalhavam, e que agora está vaga. Oportunidade de recriar a possibilidade de haver atividades, habitação e um novo ambiente, com áreas verdes, praças, parques e assim por diante. E aí nós criamos um bulevar com muitas árvores em que você tem uma pista para carros mas não muito larga, ao lado da área lugares para pedestres, ciclistas e assim por diante. E também, no cruzamento com outras vias da cidade, nós desenvolvemos um novo tipo de área, com monumentos e assim por diante. Nós queríamos recriar um linda cidade, com novos monumentos, um lugar onde você não trafega apenas com o carro, onde você fica, encontra as pessoas e tem a oportunidade de viver a cidade. Voltar à Itália tradicional, uma cidade europeia. Havia também, na época, um debate de criar sobre da linha de trem um via expressa. Um modelo mais americano de ter vias expressas através da cidade. Tivemos que lutar contra as pessoas que queriam a via expressa. Nós brigamos porque pensamos que isso iria criar uma nova barreira em vez de conectar um lado da cidade com o outro.

Folha - Qual é a largura da avenida?
Franco Corsico - A nova avenida bulevar tem normalmente 50 m de largura. Na outra situação, seriam 90 m.

Nós tentamos, no lugar disso, ter uma grande avenida com árvores e muitos tipos de vias para pessoas, não apenas para carros. Os carros têm apenas duas pistas nessa avenida. Têm faróis e outras maneiras de parar o tráfego.

Folha - A obra está pronta?
Franco Corsico - O plano era concluir em 2006, quando Turim recebeu as Olimpíadas de Inverno. Hoje, 75% da área está concluída e 50% já está sendo normalmente usada. A outra parte, 25%, está construída, mas ainda não completa, com mobiliário urbano, etc. E tem 25% em que os trabalhos estão em andamento.

Folha - Basta construir o bulevar e o desenvolvimento acontece sozinho ou é preciso ter políticas para desenvolver a área do entorno?
Franco Corsico - As coisas não acontecem por si. Nós temos grandes áreas ao longo do bulevar. Precisamos ter um plano detalhado para decidir os tipos de atividades. Nós queríamos que tivesse uso misto. Ter habitação, comércio, serviços, parques e áreas verdes. Então, tivemos que preparar um plano detalhado para as áreas principais.

Mas, o que posso dizer é que, ao longo desse bulevar, entre essas áreas que antes estavam vagas, os prédios estão sendo reformados. É atrativo para outros investimentos e reformas.

Folha - Os terrenos valorizaram ao redor dessa área?
Franco Corsico - Claro.

Folha - Quanto?
Franco Corsico - Isso é um grande problema, porque os cartórios não registram o valor real da terra. Eu posso apenas dizer que houve ao menos 20% de aumento no mercado imobiliário ao redor dessas áreas principais. Quando começamos, havia um período de crise no mercado imobiliário. Nós também fizemos, no plano diretor, um plano de alavancagem de investimentos. Em vez de dar apenas as regras gerais de como desenvolver, nós tínhamos que impulsionar o construtor para criar uma boa plataforma de investimentos, porque a economia da cidade estava em declínio nesse período.

Folha - E como vocês fizeram isso?
Franco Corsico - Usamos novos programas em parceria com outras esferas de governo. Tínhamos fundos especiais para criar um tipo de parceria público-privada de investimentos para criar confiança no setor privado de que poderia ser um bom investimento. Mas o Brasil tem muita sorte, porque está crescendo e vocês não têm esse tipo de problema. Provavelmente vocês têm que criar um bom projeto e talvez também tentar não deixar que tome o caminho do lucro imediato apenas. Eles têm que pensar que estão ajudando o governo a criar uma nova cidade, é um interesse público.

Folha - Não pode deixar o mercado guiar os investimentos?
Franco Corsico - Isso. Eu acho que esse é o problema de vocês agora.

Folha - Vocês têm ou tinham problemas de trânsito?
Franco Corsico - Tínhamos alguns problemas porque construir dentro da cidade às vezes cria problemas ao tráfego normal.

Nós tentamos, em cada evento especial, organizar comunicação e envolver as pessoas em torno do entendimento das razões desses problemas e criar um tipo de consenso. Desse ponto de vista, os jogos olímpicos de inverno foram uma grande oportunidade porque as pessoas estavam muito orgulhosas em receber os jogos. E eles também entenderam que, para sobreviver, a cidade tinha que investir para mudar. Nós fizemos uma campanha especial para comunicar e envolver as pessoas.

Esta foi uma maneira de melhorar e mudar a cidade para que ela sobrevivesse como cidade, porque antes nós tínhamos tido grandes problemas também na área industrial, etc. Tínhamos que mudar as bases, ou parte das bases, da nossa economia. Tínhamos que desenvolver atividades culturais, para ter um novo tipo de turismo, desenvolver serviços, para investir em novas atividades. E também a imagem da cidade tinha que mudar. Muitas pessoas pensavam que Turim era um tipo de Detroit, uma cidade feia dedicada apenas a fazer carros. Mas, em vez disso, Turim tem uma longa história de cidade romana, capital do Barroco na Itália, e foi a primeira capital da Itália, 150 anos atrás. Então, tinha uma longa história e também muitos monumentos e bom potencial de qualidade de vida e assim tínhamos que recriar essa imagem, de que havia esse tipo de oportunidade a construir.

Folha - A cidade ficou mais turística?
Franco Corsico - Sim. E esse foi o legado que os jogos olímpicos deixaram para a cidade. E também está melhorando, não só pela substituição dos empregos na indústria, que eram o único tipo de emprego, mas também temos muitas outras atividades. Nós desenvolvemos novas indústrias de alta tecnologia, além de eventos culturais. Temos uma economia muito mais diversificada agora na cidade.

Folha - Quais foram os principais desafios, dificuldades, enquanto vocês estavam desenvolvendo o projeto?
Franco Corsico - Falta de confiança, o ceticismo das pessoas. Porque o que é importante nesse tipo de ação é criar um sentimento de consenso. Não só na questão da participação das pessoas. Mas é preciso articular. Você tem que criar diferentes redes com a confiança de que tem futuro. Eu preciso dizer que neste momento eu temo que estejamos, na Itália, perdendo esse tipo de sentimento. Mas isso é um problema geral da Itália, não da nossa cidade. Neste momento não temos a confiança de que podemos ter um bom futuro. Na Europa em geral, mas especialmente na Itália porque nós não temos nesse momento, no meu ponto de vista, uma boa liderança política. É muito ruim (rindo). Mas tivemos um bom momento e esperamos que possamos enfrentar esse novo desafio.

Folha - Uma preocupação em São Paulo é adensar as áreas no entorno da linha do trem para que as pessoas não tenham que se deslocar tanto para trabalhar. Vocês também tinham essa questão?
Franco Corsico - Essa foi também uma das primeiras questões e objetivos: concentrar as pessoas, suas residências, mas também as atividades, serviços em áreas que pudessem ser servidas por um bom sistema de transporte. E as linhas de trem com o metrô. Porque no mesmo período nós construímos novas linhas de metrô que cruzavam essa linha de trem que corta a cidade. Tentamos desenvolver um sistema de linhas de transporte de trens, metrôs e tramway [espécie de bonde ou metrô de superfície] e ônibus normais.

É muito importante criar políticas que conectem claramente as duas questões, não criar um plano para o tráfego e outro plano para desenvolvimento urbano. Acho que essa foi uma das razões para o sucesso da nossa experiência.

Folha - O que evitar e no que prestar atenção ao fazer um plano do tipo?
Franco Corsico - Uma das coisas a evitar é criar uma nova via expressa para cruzar a cidade. Você tem que gerenciar e melhorar o transporte público e ter também boas vias para transporte, mas se você dedicar muito investimento em vias, as pessoas vão usar mais e mais e mais carros. Você tem que estar ciente de que precisa buscar equilíbrio e que é muito mais difícil fazer um sistema eficiente de transporte público do que fazer uma nova via expressa.

E a segunda coisa é criar também um bom ambiente público. Recriar a qualidade das áreas públicas, lugares em que as pessoas possam viver, encontrar com outras pessoas. Ao desenhar a cidade você tem que ter algumas ideias bem no início do projeto. Ok. Decidimos investir, decidimos quais são as funções, e pensamos no desenho depois. Não! Temos que ter a ideia de que tipo de espaços estamos recriando. Porque às vezes estamos recriando espaços grandes demais. Temos que desenhar esses espaços desde o começo, não depois. Normalmente você pensa que é muito mais importante decidir o esquema, os grandes investimentos. Começamos e depois vamos pensar na qualidade dos espaços. Não! E eu sei que não é fácil.

Fonte: Folha de SP

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Paulo Skaf promete transformar 'sonhos' de retorno da CPMF em 'pesadelos'


Presidente da Fiesp disse que entidade não terá limites na luta contra a recriação do tributo

Daiene Cardoso, da Agência Estado

SÃO PAULO - O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou nesta segunda-feira, 8, que a entidade não terá limites na luta contra a possível recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Skaf, que foi candidato a governador de São Paulo pelo PSB e apoiou a candidatura da presidente eleita Dilma Rousseff (PT), criticou os que sonham com o retorno da CPMF. "Tenham cuidado. Vamos fazer com que esses sonhos virem pesadelos", ameaçou, durante a abertura do Congresso da Indústria 2010, na capital paulista.

Ele prometeu que os idealizadores do possível regresso da contribuição se arrependerão da ideia porque a sociedade não aguenta mais impostos. "Não teremos limites em nossas atitudes", avisou. Durante a abertura do congresso, ele defendeu a regulamentação da Emenda 29, que assegura os recursos mínimos para o financiamento das ações e serviços públicos de saúde, e disse que o governo federal terá em 2011 uma arrecadação prevista em R$ 1 trilhão.

"Que fique bem claro: a sociedade brasileira não vai aceitar qualquer tipo de aumento tributário", reforçou. De acordo com Skaf, a possível volta da CPMF abriria brecha para a criação de impostos em áreas específicas, como segurança e educação. O presidente da Fiesp defendeu que a sociedade exija qualidade no serviço público sem aumento da carga tributária. "Queremos qualidade no respeito às pessoas", afirmou. Os empresários discutirão durante todo o dia temas como reforma tributária e trabalhista e levarão as conclusões a Dilma.



Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,skaf-promete-transformar-sonhos-de-retorno-da-cpmf-em-pesadelos,636608,0.htm

Expresso Paulistano 1parteMed Prog

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

As inscrições do concurso Natal Iluminado 2010 já estão abertas.



As inscrições do concurso Natal Iluminado 2010 já estão abertas.

Os interessados podem se inscrever via e-mail, até o dia 14 de dezembro, escolhendo uma das quatro categorias: Residência, Comércio, Rua ou Praça e Condomínio.



A Prefeitura de São Paulo e a Associação Comercial de São Paulo vão premiar as melhores iluminações natalinas da cidade. As inscrições devem ser feitas pelo e-mail natal.iluminado2010@gmail.com, com a foto da decoração, o nome, o endereço e a indicação de uma das quatro categorias: residência; comércio; rua ou praça; condomínio.

O prazo para os concorrentes se inscreverem termina no dia 14 de dezembro. Em fevereiro, os finalistas serão agraciados para uma sessão solene de premiação na Associação Comercial de São Paulo.

Histórico

Através de uma parceria firmada em 2004 entre a Associação Comercial de São Paulo e a Prefeitura do Município de São Paulo, estendida às suas distritais e subprefeituras, foi criado o Projeto Natal Iluminado. A iniciativa tem como objetivo resgatar o orgulho de pertencer à cidade de São Paulo e procurar a participação de quem mora ou trabalha na metrópole. Mais informações estão no site nataliluminadosp.com.br.

Serviço

Inscrições para o concurso Natal Iluminado

Data: até 14 de dezembro

Inscrições: natal.iluminado2010@gmail.com

Orçamento 2011 - CALENDÁRIO DE AUDIÊNCIA PÚBLICA

06 de novembro - Sábado - 1ª REGIONAL SUL
Local: Subprefeitura de M’ Boi Mirim
Estrada da Guarapiranga, 1265
10:00 às 12:00

06 de novembro – Sábado2ª REGIONAL OESTE
Local: TENDAL - Rua Constância, 72 (altura do 1.100 da Rua Guaicurus)
15:00 às 17:00

08 de novembro - Segunda Feira 1ª TEMÁTICA
Local: Câmara Municipal de São Paulo
Viaduto Jacareí, 100 – 8° andar - Salão Nobre.
9:00 às 12:00
- Secretaria Municipal De Esportes, Lazer E Recreação.
- Fundo Municipal De Esportes, Lazer E Recreação.
- Fundação Paulista De Educação E Tecnologia
- Secretaria Municipal De Educação

08 de novembro - Segunda Feira 2ª TEMÁTICA
Local: Câmara Municipal de São Paulo
Viaduto Jacareí, 100 – 8° andar - Salão Nobre.
13:00 Às14:00
- Secretaria Municipal De Assistência Ao Desenvolvimento Social (Smads)
- Fundo Municipal De Assistência Social

08 de novembro - Segunda Feira 3ª TEMÁTICA
Câmara Municipal de São Paulo
Viaduto Jacarei, 100 – 8° andar - Salão Nobre
15:00 Às 16:00
- Secretaria Municipal De Cultura
- Fundo De Preservação Do Patrimônio Histórico E Cultural
- Fundo Especial De Promoção De Atividades Culturais
- Fundo De Proteção Do Patrimônio Cultural E Ambiental Paulistano

09 de novembro - Terça Feira4ª TEMÁTICA
Local: Câmara Municipal de São Paulo
Viaduto Jacarei, 100 - Plenário 1º de Maio - 1º andar.
9h00 às12h00
- Secretaria Municipal De Transportes
- Fundo Municipal De Desenvolvimento De Trânsito
– SPTRANS
- CET

10 de novembro - Quarta Feira 5ª TEMÁTICA
Local: Câmara Municipal de São Paulo
Viaduto Jacarei, 100 Auditório Prestes Maia 1º andar.
9h00 às10h00
- CMSP
- TCMSP
- Secretaria De Governo Municipal (Sgm)
- Fundo Municipal De Turismo
- Secretaria De Comunicação
- Secretaria Especial De Relações Governamentais
- Secretaria Especial De Direitos Humanos

10 de novembro - Quarta Feira6ª TEMÁTICA
Local: Câmara Municipal de São Paulo
Viaduto Jacarei, 100 Auditório Prestes Maia 1º andar.
10h00 às11h00
- Secretaria Municipal De Planejamento E Gestão (Sempla) / Encargos
- PRODAM
- Instituto De Previdência Do Município De Sp - Iprem
- Secretaria De Articulação Metropolitana

10 de novembro - Quarta Feira7ª TEMÁTICA
Local: Câmara Municipal de São Paulo
Viaduto Jacarei, 100 Auditório Prestes Maia 1º andar.
11h00 às13h00
- Secretaria Municipal De Negócios Jurídicos / Encargos
- Spturis
- Secretaria De Finanças / Encargos
- Companhia De Ativos
- Companhia De Parcerias

11 de novembro - Quinta Feira8ª TEMÁTICA
Local: Câmara Municipal de São Paulo
Viaduto Jacarei, 100 Auditório Prestes Maia 1º andar.
9h00 às12h00
- Secretaria Municipal Do Verde E Meio Ambiente
- Fundo Especial Do Meio Ambiente E Desenvolvimento Sustentável
- Secretaria Municipal Do Desenvolvimento Econômico E Do Trabalho
- Secretaria Municipal De Relações Internacionais
- Ouvidoria Geral Do Município De São Paulo
- Secretaria Municipal De Participação E Parceiras
- Fundo Municipal Dos Direitos Da Criança E Do Adolescente
- Fundo De Desenvolvimento Urbano
- Secretaria Especial De Micro-Empreendedor Individual

16 de novembro - Terça Feira9ª TEMÁTICA e 3ª REGIONAL CENTRO
Local: Câmara Municipal de São Paulo
Viaduto Jacarei, 100 - Salão Nobre 8º andar
9h00 às11h00
- Secretaria Municipal De Coordenação Das Subprefeituras

16 de novembro - Terça Feira10ª TEMÁTICA
Local: Câmara Municipal de São Paulo
Viaduto Jacarei, 100 - Salão Nobre
11h00 às13h00
- Secretaria Municipal Da Pessoa Com Deficiência E Mobilidade Reduzida
- Secretaria De Segurança Urbana
- Secretaria Municipal De Desenvolvimento Urbano
- Spurbanismo

17 de novembro - Quarta Feira11ª TEMÁTICA
Local: Câmara Municipal de São Paulo
Viaduto Jacarei, 100 - Salão Nobre
9h00 às13h00
- Secretaria Municipal De Saúde
- Autarquias Hospitalares
- HSPM

18 de novembro - Terça Feira12ª TEMÁTICA
Local: Câmara Municipal de São Paulo
Viaduto Jacarei, 100 Salão Nobre
9h00 às 13h00
- Siurb
- Secretaria Municipal De Serviços
- Fundo Municipal De Iluminação Pública
- Autoridade Municipal De Limpeza Urbana/Fundo Municipal De Limpeza Urbana
- Spobras
- Serviço Funerário Do Município De São Paulo

19 de novembro - Sexta Feira13ª TEMÁTICA
Local: Câmara Municipal de São Paulo
Viaduto Jacarei, 100 - Salão Nobre
9h00 às 12h00
- Secretaria Municipal De Habitação (Sehab)
- Fundo Municipal De Habitação
- Secretaria Especial De Controle Urbano
- Cohab
- Fundo Municipal De Saneamento Ambiental E Infraestrutura

27 de novembro - Sábado 4ª REGIONAL NORTE
Local: Auditório do IPREM –
Av. Zaki Narchi, 536 - Santana
10:00 às 12:00

27 de novembro - Sábado 5ª REGIONAL LESTE
Local: Subprefeitura da Penha –
Rua Cadapuí, 492 - Vila Marieta
15:00 às 17:00

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Obra de arte que mantém urubus em cativeiro na Bienal irrita internautas

Obra de arte que mantém urubus em cativeiro na Bienal irrita internautas
Abaixo-assinado que circula na internet pede proibição à obra de Nuno Ramos.
Artista garante que animais 'estão acostumados' e não sofrerão maus tratos



Urubus confinados na instalação 'Bandeira branca', de Nuno Ramos, montanda no prédio da Bienal de

São Paulo (Foto: Daigo Oliva/G1)
Diego Assis


Do G1, em São Paulo

Primeiro, o ataque aos presidentes. Depois, a propaganda para a candidata. Agora, o bem-estar dos urubus. Mal abriu suas portas ao público - o que só ocorre neste sábado (25) -, a 29ª Bienal de São Paulo já acumula polêmicas. A controvérsia da vez recai sobre uma obra que mantém três urubus vivos dentro de um viveiro no vão central do prédio da Bienal.

Idealizada pelo artista plástico paulistano Nuno Ramos, a instalação batizada de "Bandeira branca" é composta por três grandes esculturas em formas geométricas, que lembram grandes túmulos. As peças são cercadas por uma tela de proteção que acompanha, de alto a baixo, a rampa e as curvas do prédio projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. No alto de cada uma delas, há poleiros que se parecem com chaminés, de onde as aves raramente saem e onde devem permanecer até 12 de dezembro.

O confinamento em nome da arte vem irritando internautas e grupos de defensores dos animais que, desde a noite de terça-feira - quando a Bienal abriu pela primeira vez para convidados - lançaram um abaixo-assinado contra a presença da obra na exposição.

"Exijimos que o 'expositor' da Bienal do Ibirapuera, cujo 'trabalho' envolve maus tratos com aves vivas - urubus, mais especificamente, protegidas por leis brasileiras, - seja impedido de praticar crime ambiental dentro destas instalações e que as aves das quais ele se utiliza sejam encaminhadas a entidades de proteção animal, para recuperação", diz um trecho do texto do abaixo-assinado, dirigido ao Ministério Público de São Paulo.

Até a conclusão desta reportagem, a carta de repúdio, que estava sendo divulgada em redes sociais como Twitter e Facebook, continha mais de 1.400 assinaturas.

"Isso é democracia, e a gente tem de lidar com todas as opiniões e visões. Mas a primeira coisa que se tem de fazer antes de criticar é ver a obra, não acreditar em boatos", defendeu Nuno Ramos, em entrevista por telefone ao G1. "Antes de a obra estrear já havia uma quantidade de informação maluca na internet, fazendo confusões e sugerindo que eu ia matar os animais de inanição, como fez um outro artista latino-americano recentemente."


Visão de cima da obra 'Bandeira branca', que mantém urubus confinados em um viveiro no vão central da Bienal. 'Quando pensei na ocupação desse espaço vertical, pensei em aves. E os urubus têm essa carga intensa, essa relação entre morte e vida que tem a ver com o trabalho', explica Ramos. Para o artista, sua obra valoriza o projeto de Niemeyer, que considera 'um dos momentos mais bonitos da nossa arquitetura'. 'Apesar de mimetizar as formas desse vão, minha obra também contrasta com ele, deixando mais explícita a volumetria daquele lugar. Não é só o meu trabalho, mas a relação dele com o prédio que conta', explica. (Foto: Daigo Oliva/G1)

Segundo Ramos, tudo está sendo feito "dentro da legislação". "É importante deixar claro que não tiramos os animais da natureza. Os urubus pertencem ao Parque dos Falcões [em Sergipe], onde vivem em cativeiro. Só tirei de uma gaiola e pus em outra 30 vezes maior", defende o autor da obra. "Trouxe para São Paulo a mesma pessoa que trata deles lá [no Parque dos Falcões], e ele está aqui o tempo todo. O veterinário também veio com eles, ficou quatro dias para adaptação e foi embora. Mas ao menor sinal [de problema], a gente vai atuar."

Bem à vontade
Quanto ao possível estresse que as aves possam sofrer por conta das luzes artificiais e do ruído vindo dos visitantes, da própria obra (que inclui alto-falantes que tocam trechos das canções "Bandeira branca", "Carcará" e "Acalanto") e de outros trabalhos sonoros instalados na Bienal, o artista diz que os urubus não se incomodarão. "Eles parecem até mais calmos que os visitantes", ironiza. "A luz desliga às sete horas, e a exposição fica fechada 14 horas por dia."

Ramos lembra ainda que as aves são as mesmas que expôs em 2008, em uma instalação semelhante montada no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília. "Elas estão acostumadas com o público. Já participaram de uma exposição minha em Brasília e, segundo um tratador que ficava lá, chegaram até a acasalar dentro da obra."

Em nota divulgada à imprensa, os organizadores da 29ª Bienal confirmaram que "o autor da obra possui todas as licenças exigidas pelos órgãos de preservação ambiental para o uso desses animais" e ressaltaram "que a independência curatorial e a liberdade de criação, dentro dos contornos estabelecidos pela lei, são valores fundamentais da entidade".

Tombamento do complexo hospitalar da Santa Casa de SP é concluído

Carlos Cecconello/Folhapress

Corredores da Santa Casa de Misericórdia; Condephaat conclui tombamento do complexo hospitalar no centro de SP
Tombamento do complexo hospitalar da Santa Casa de SP é concluído

LETICIA DE CASTRODE SÃO PAULO

Em estudo desde 1984, o tombamento do complexo hospitalar da Santa Casa de Misericórdia, erguido em 1884 na rua Cesário Mota Jr. (região central de São Paulo), foi finalmente concluído pelo Condephaat (órgão estadual que cuida do patrimônio histórico e artístico).

O despacho, publicado no "Diário Oficial" de ontem, detalha o grau de proteção de cada parte específica do complexo, que estava tombado desde 2007.
"Sempre tivemos interesse em manter as características originais. O tombamento oficializa essa necessidade de preservação", afirma o diretor de engenharia da instituição, Manoel Lopes da Silva, que deu entrada no processo de tombamento no Condephaat.

Corredores da Santa Casa de Misericórdia; Condephaat conclui tombamento do complexo hospitalar no centro de SP
FALTAM RECURSOS

As iniciativas da Santa Casa para preservar o prédio, no entanto, esbarram na falta de recursos para bancar as obras.
Um projeto de restauro de todas as fachadas, orçado em R$ 6 milhões, está pronto e engavetado desde o ano passado, aguardando recursos para ser executado.Por enquanto, apenas o ambulatório Conde Lara passou pela reforma, que custou mais de R$ 1 milhão.
"Estamos tentando parcerias com a iniciativa privada. O tombamento pode ajudar nesse sentido", afirmou Lopes da Silva.
Outra reforma que ainda não saiu do papel é a readequação das enfermarias. Dos seis andares que precisam ser reformados, a um custo estimado de R$ 14 milhões, apenas um recebeu intervenções até agora.

ATENDIMENTOS

Projetado por Luiz Pucci em estilo gótico, o complexo hospitalar da Santa Casa é uma instituição privada que atende pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde).No ano passado, a unidade realizou 378 mil atendimentos ambulatoriais, 299 mil emergenciais, 2.120 cirurgias e mais de 1,4 milhão de exames.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Por mobilidade, ONGs reivindicam 500 km de ciclovias em SP

Por mobilidade, ONGs reivindicam 500 km de ciclovias em SP

Entidades lançam Plano Municipal de Transporte e Mobilidade Sustentável.
Também pedem ampliação de corredores de ônibus e calçadas amigáveis.
Do G1 SP

saiba mais

Carro, moto, bicicleta, pedestre e helicóptero disputam desafio em SP

Organizações não governamentais e sindicatos integrantes do Movimento Nossa São Paulo vão propor à Prefeitura de São Paulo e ao governo do estado a criação de 500 km de ciclovias na cidade. Essa é uma das ideias contidas no Plano Municipal de Transporte e Mobilidade Sustentável que as entidades vão apresentar durante encontro realizado nesta segunda-feira (20), na Câmara Municipal.

O evento faz parte da programação da Semana da Mobilidade, que vai de 16 a 22 de setembro, quando é comemorado o Dia Mundial Sem Carro. Também serão propostas a ampliação de corredores de ônibus integrados à rede de metrô e a adequação das calçadas aos pedestres e cadeirantes.

O documento que será apresentado é resultado de consulta à legislação e a planos já existentes, a especialistas da área e a moradores de São Paulo - em encontros na periferia e pesquisas de percepção com a população.

sábado, 18 de setembro de 2010

Artistas e moradores saem em defesa de parque de SP

Artistas e moradores saem em defesa de parque de SP

Prefeitura planejava construir um túnel sob o parque

...A Amapar (Associação dos Moradores Amigos do Parque Previdência), no Butantã, com ajuda de intelectuais e músicos que moram na região, promove a partir deste sábado (18) até o dia 26 eventos em comemoração ao aniversário de 31 anos do parque, localizado entre a rodovia Raposo Tavares e a avenida Eliseu de Almeida, na zona oeste da capital paulista. A ocasião também servirá como um ato de defesa da área de cerca de seis hectares de Mata Atlântica, o equivalente a seis campos de futebol, contra o avanço desordenado do setor imobiliário.

A Prefeitura de São Paulo planejava construir um túnel sob o parque para interligar a avenida Eliseu de Almeida com a Corifeu de Azevedo Marques. A obra, porém, destruiria parte da área. Chegou a anunciar a desistência do projeto no início de setembro, mas ainda não a de uma avenida. O túnel passaria sob o Parque da Previdência e sobre a Praça Elis Regina desembocando na Escola Municipal Amorim Lima.

O movimento afirma que, se realizada, a obra iria na contramão do que se pratica hoje no mundo "e traz, segundo o primeiro estudo de impacto ambiental, um risco a sua vegetação e rede hídrica e, portanto, comprometendo a sua existência e causando grande deterioração ao entorno". Transformado em parque municipal no fim da década de 70, o parque Previdência é um fragmento de Mata Atlântica e recebe cerca de 700 pessoas durante o final de semana.

Nesta tarde, a partir das 15h, terá início um show de música popular com Ná Ozetti, José Miguel Wisnik, Luiz Tatit, Vange Milliet e banda Odegrau no gramado ao lado da administração do parque. Neste domingo (19), das 14h às 16h, ocorre os eventos Dança Circular e Rodas de Estórias. E de terça-feira (21) até o dia 26, a programação oferece oficinas de artes plásticas, plantio de novas mudas de espécimes da Mata Atlântica, entre outras atividades culturais e ambientais.

Ressonância
O músico José Miguel Wisnik, que mora há 38 anos à beira do parque, alerta que a expansão dos interesses imobiliários deve respeitar a riqueza natural do lugar.

– O que esse evento evidencia é que a população do bairro, com artistas que moram aqui e pessoas com várias atividades ligadas à cultura, está se mobilizando. E a música entra nisso, pois é a linguagem que tem uma grande capacidade de agregar. O som tem esse poder.

Ele também é autor do livro Som e o Sentido: Uma outra história das músicas, que relata como o homem vem usando o som ao longo do tempo e, sob essa perspectiva, a história da própria música.

– Curiosamente, um livro todo escrito à beira do parque.

Para Wisnik, "de fato há ressonância da música das pessoas que moram no bairro com o parque, o jardim, a região, a cidade e o mundo".

– E vamos em escalas como numa série harmônica. Sabemos que essas batalhas fazem parte de uma batalha global, em analogia ao som, com ressonância maior.

Fonte: R-7

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Metrô de SP define áreas de desapropriação na região do Morumbi


Marcelo Justo/Folhapress

Avenida Washington Luís deve ter desapropriação para contrução de nova linha do metrô, em São Paulo


Metrô de SP define áreas de desapropriação na região do Morumbi

JOSÉ BENEDITO DA SILVA
DE SÃO PAULO

Áreas ao lado da marginal Pinheiros, no entorno do aeroporto de Congonhas e nas proximidades do estádio e do cemitério do Morumbi terão imóveis desapropriados para a implantação da linha 17-ouro do metrô paulistano.

Metrô de SP amplia funcionamento da estação Vila Prudente
Metrô de SP instala redutores de vão de plataformas nas estações
Moradores de Higienópolis, em SP, se mobilizam contra estação de metrô
Para barrar pombos, Metrô de SP vai "fechar" estação Santana

A definição das oito áreas está no edital do pregão que o Metrô fará no dia 24 para definir a empresa que vai elaborar os laudos de avaliação.

Segundo o edital, a avaliação dos imóveis "permitirá o conhecimento macro de seus valores de mercado", necessários à decretação de utilidade pública. A vistoria será da rua, mas cada imóvel terá ficha individual, com dados que permitam aferir o valor.

Segundo a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio), na região da marginal Pinheiros, com duas áreas incluídas na lista, o valor do terreno vai de R$ 4.000 a R$ 5.000 o metro quadrado. Também são valorizadas as regiões no entorno do aeroporto e do estádio.

O Metrô espera gastar R$ 185 milhões para desapropriar até 132 mil m2 --área de 18 campos de futebol--, o que dá, em média, R$ 1.400 por metro quadrado.

De acordo com estudo feito a pedido do Metrô, 19,5% das desapropriações deverão ser de imóveis residenciais de alto padrão e 7,6% de residenciais de padrão médio --42,2% dos imóveis são terrenos ou estão desocupados.

O Metrô diz que só após a conclusão do projeto básico é que serão definidos o exato traçado da linha e os imóveis que serão desapropriados.

MONOTRILHO

A empresa disse ainda que "não há como fazer metrô em São Paulo sem fazer desapropriações", mas que "trabalha para minimizá-las". O sistema da linha 17 será em forma de monotrilho --trens que trafegam sobre vias elevadas-, o que diminui a necessidade de desapropriação.

A linha, de 21,6 km, vai ligar Congonhas ao Morumbi (zona oeste) e ao Jabaquara (zona sul) e integrar o aeroporto à rede sobre trilhos.

As desapropriações visam áreas para as futuras estações, como a de Congonhas, que deve ficar às margens da avenida Washington Luís. Também para estações haverá desapropriações ao lado da marginal Pinheiros.

Fonte: Folha de SP

domingo, 22 de agosto de 2010

Grandes obras de combate a enchentes patinam em SP

Grandes obras de combate a enchentes patinam em SP

EDUARDO GERAQUE
JOSÉ BENEDITO DA SILVA
DE SÃO PAULO

A execução de grandes obras para minimizar o impacto das enchentes na capital e na zona metropolitana de São Paulo avançou quase nada desde o último verão, quando temporais mataram 12 pessoas e fizeram o rio Tietê transbordar duas vezes.

Na capital, nenhum dos piscinões planejados pela prefeitura sairá do papel até o próximo verão, que começa no dia 21 de dezembro. Quatro reservatórios na região central --dois na praça 14 Bis e dois na praça da Bandeira-- tiveram a licitação suspensa pela prefeitura em maio, por tempo indefinido.

Outro piscinão, o da Pompeia (zona oeste), que estava incluído na Operação Urbana Água Branca, vai depender da conclusão de estudo contratado pela prefeitura e não ficará pronto este ano. O piscinão com obras mais avançadas, o do córrego dos Machados (São Mateus), ficará pronto apenas em 2011.

Somados todos os piscinões estaduais em funcionamento hoje, eles seguram 27% do volume de água considerado ideal para que a região metropolitana não submerja mais. As 27 obras consumiram R$ 252 milhões em praticamente dez anos.

Folha de SP

sábado, 21 de agosto de 2010

VITOR SANTOS DEP. ESTADUAL 40.440: Uma potência chamada São Paulo

VITOR SANTOS DEP. ESTADUAL 40.440: Uma potência chamada São Paulo: "Uma potência chamada São Paulo Avenida Paulista: cartão postal da cidade mais rica do país São Paulo é uma das 27 unidades federativas do ..."

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Veja como está o trânsito em São Paulo

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1311279-7823-RADAR+SP,00.html

sábado, 31 de julho de 2010

Sinalização deficiente em São Paulo


Joel Silva/Folhapress

CET instala apenas 10% das placas previstas em São Paulo

RICARDO GALLO


De cada dez placas de trânsito que pretendia instalar em São Paulo, a prefeitura colocou apenas uma. Foram 30.393 placas de sinalização em 2009. A meta estipulada pela própria gestão Gilberto Kassab (DEM) era implantar 263,4 mil.

Veja a galeria de fotos sobre a av. Senador Teotônio Vilela

O ano passado foi o pior em instalação de placas desde 2006. Em relação a 2008, a queda foi de 34%.

Os dados estão em auditoria do Tribunal de Contas do Município, concluída em abril com base em dados da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

À Folha a assessoria de imprensa da CET apresentou meta diferente e disse que cumpriu 96% do que havia se comprometido em 2009.

Placas são essenciais para orientar os motoristas e estabelecer segurança nas vias. É obrigação do município instalá-las e mantê-las em bom estado, segundo o CTB (Código de Trânsito Brasileiro).

"Sinalização é uma das áreas de atuação com limitações no atendimento das demandas de serviços necessários à cidade", alertou o relatório de auditoria do Tribunal de Contas do Município.

Basta andar por São Paulo para encontrar problemas. Na avenida Senador Teotônio Vilela, em Santo Amaro (zona sul), por exemplo, a Folha constatou placas de orientação completamente pichadas; outra, de limite de velocidade, estava retorcida.

"Em toda a Teotônio você pega placa apagada. Se depender de placa, tá ferrado", afirma Wagner Mário, 28, dono de uma loja de som na via.

Há exemplos também nas avenidas do Estado e Aricanduva e nas marginais Tietê e Pinheiros, aponta o Ministério Público Estadual, que pressiona a prefeitura a agir.

Na marginal Tietê, a promotora Maria Amélia Nardy Pereira fez a Dersa assinar acordo, na semana passada, para ajustar a sinalização, deficiente após as obras de ampliação da via. As placas da marginal chegaram a ficar cobertas por sacos plásticos.

Foi por falta de placas que o estudante Rafael Frydman, 22, se perdeu em Moema (zona sul). "Fiquei indo e vindo. Não sabia onde entrar."

OUTRO LADO

A assessoria de imprensa da CET apresentou à Folha meta diferente da que integra auditoria do Tribunal de Contas do Município.

Pelos cálculos mencionados pela assessoria, a meta era implantar 31.518 placas em 2009. Como foram instaladas 30.393, a companhia afirma ter atingido 96%.

A meta mencionada no tribunal era de 263.400 placas.

Embora as metas do relatório e da CET sejam diferentes, a companhia ressaltou que não contesta as informações do TCM.

O objetivo para 2010 é instalar 40 mil placas, diz a CET.

A sinalização horizontal receberá investimento de R$ 15,5 milhões até dezembro.

Cerca de 60% dos serviços haviam sido executados até junho --o trabalho ocorre em vias recapeadas, na implantação de faixas de pedestres e recuperação de sinalização desgastada perto de hospitais, escolas e locais de grande movimento.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Cidade Limpa não vale durante campanha

Cidade Limpa não vale durante campanha

A poluição visual banida pela Lei Cidade Limpa há três anos e meio volta à cidade de São Paulo nas próximas semanas com o início da propaganda de rua dos candidatos nas eleições deste ano.

Será a primeira vez desde a entrada em vigor da lei, em janeiro de 2007, que a propaganda nas ruas da capital paulista -em cartazes e faixas- será veiculada em massa na cidade.

Nas eleições de 2008, questionamentos sobre a aplicação da lei levaram os candidatos a deixar de lado essa forma de propaganda.

Congresso em foco

Pressão de moradores para salvar praça faz prefeitura de SP mudar túnel


Carlos Cecconello/Folhapress

Rafael adestra cães em praça; abaixo assinado, site e reuniões impediram destruição do local

Pressão de moradores para salvar praça faz prefeitura de SP mudar túnel

Por VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO

A notícia de que a praça do bairro seria destruída para a construção de um túnel e de uma avenida mobilizou os moradores da Vila Gomes, região do Butantã, zona oeste de São Paulo.

Moradores criam abaixo-assinado contra obra viária em SP

A vizinhança fez um abaixo-assinado, já com 3.000 assinaturas, produziu um site e se reuniu com algumas secretarias. Não demorou para que a prefeitura aceitasse mudar o traçado da obra.

O projeto liga as avenidas Eliseu de Almeida e Corifeu de Azevedo Marques. Um túnel cumpriria a primeira etapa, passando sob o parque Previdência, e uma avenida completaria o percurso.

Passando por baixo da rodovia Raposo Tavares, o túnel sairia onde fica a praça Elis Regina, que separa um conjunto de prédios de um abrigo de idosos e crianças.

O prejuízo, dizem os moradores, começaria no parque, onde parte da mata seria destruída em razão da obra.

Diante dos protestos, o secretário de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem, teve de ir ao bairro para negociar mudanças no projeto.

"Se a intervenção urbana não for para melhorar a região, não se justifica. O túnel poderia causar um impacto indesejado", diz Bucalem, que em agosto volta ao bairro para novas negociações.

"O que questionamos não é só o trajeto em si, mas a necessidade de fazê-lo", diz a geógrafa Patrícia Yamamoto.

A mobilização reuniu 16 associações de bairros do Butantã e levou os moradores a criarem a associação Butantã Pode! para negociar as mudanças e preservar a praça.

Para o urbanista Fábio Mariz Gonçalves, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, morador da região, não há fluxo entre as duas avenidas que justifique a construção do túnel.

"Uma operação urbana, por definição, tem de propor melhorias para a região. Destruir a praça não traz benefícios aos moradores", diz.

A prefeitura disse não poder informar nem a extensão nem os custos da obra. A operação urbana da Vila Sônia, que inclui o túnel-avenida, custaria R$ 300 milhões.

Folha de SP

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Começa hoje prazo para transferência temporária do título para voto em trânsito

Começa hoje prazo para transferência temporária do título para voto em trânsito

Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Os eleitores que não vão estar em seu domicílio eleitoral no dia 3 de outubro podem começar a pedir hoje (15) a transferência temporária do título. Apesar de as eleições este ano serem gerais – com escolha para presidente, governadores, senadores, deputados – o eleitor em trânsito com o título transferido temporariamente só poderá votar para presidente e vice-presidente da República.

O prazo vai até 15 de agosto e a transferência só poderá ser feita para uma das capitais do país. Para isso, basta o eleitor comparecer a qualquer cartório eleitoral e indicar em qual das capitais estará presente – de passagem ou em deslocamento – no primeiro e no segundo turno das eleições.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que é preciso um mínimo de 50 eleitores cadastrados para que as urnas específicas de voto em trânsito sejam instaladas. O local de votação desses eleitores será divulgado no site do TSE ou dos Tribunais Regionais Eleitorais no dia 5 de setembro.

Caso não haja registro de pelo menos 50 eleitores interessados em transferir o título temporariamente para determinada localidade, o pedido será cancelado e os eleitores terão de justificar o voto ou votar em sua seção eleitoral de origem.

O pedido de transferência temporária poderá ser cancelado também até 15 de agosto. Se o eleitor não cancelar o pedido e não estiver na capital de transferência no dia da eleição, mesmo que esteja no domicílio eleitoral original, deverá justificar a ausência do voto. Para isso, terá até 60 dias depois das eleições. O formulário para justificativa eleitoral é gratuito e pode ser obtido nos cartórios eleitorais, nos postos de atendimento ao eleitor e nos sites do TSE e do TRE.

Para justificar o voto, o eleitor precisa apresentar o título ou um documento oficial de identificação com foto. O requerimento de justificativa pode ser entregue nos cartórios e postos de atendimento eleitoral.

Em caso de segundo turno, é preciso apresentar uma nova justificativa. O eleitor que não justifica seu voto fica impedido de se inscrever em concurso público, tirar passaporte ou carteira de identidade, obter Certidão de Quitação Eleitoral, entre outros.

Edição: Talita Cavalcante