O prefeito Gilberto Kassab (DEM) ameaçou ontem (17) romper os contratos com as empresas de coleta de lixo caso elas reduzam o recolhimento de recicláveis na cidade.
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Ontem, o jornal "O Estado de S.Paulo" publicou reportagem dizendo que a Ecourbis poderia suspender a coleta seletiva já a partir de segunda-feira. A empresa negou.
As empresas foram informadas, na semana passada, de que o valor dos contratos da coleta --que inclui lixo domiciliar, hospitalar e operação dos aterros sanitários-- será reduzido em 10%. Segundo a Folha apurou, o secretário de Serviços, Alexandre de Moraes, pediu às empresas que apresentem um novo plano de trabalho que contemple a redução do valor.
As empresas avaliam que não será possível manter os serviços com a mesma qualidade atual, mas uma alternativa seria prorrogar o prazo dos investimentos que elas têm de fazer, como compra de equipamentos, investimentos nos aterros, coleta seletiva e coleta porta a porta nas favelas. Kassab também rejeitou essa ideia.
"Existe contrato, os contratos preveem a coleta seletiva, e não iremos transferir marco, alteração dos marcos que preveem esses investimentos", disse o prefeito.
A coleta seletiva passou a ser obrigatória em shoppings, edifícios comerciais, indústrias e outros empreendimentos. Os grandes geradores de lixo têm três meses para se adaptar.
A obrigação será apenas para empresas que produzam mais de 200 litros diários e condomínios mistos ou não residenciais com mais de 1.000 litros diários. Condomínios residenciais não estão incluídos.
Além do corte na coleta de lixo, que ainda não entrou em vigor, Kassab já determinou a redução de 20% nos valores dos contratos da varrição de ruas e recolhimento de entulho.
Desde o anúncio dessa medida, é possível encontrar ruas mais sujas e lixo espalhado em vários pontos da cidade. O problema atingiu seu auge na semana passada, quando uma forte chuva causou alagamentos na cidade. As falhas na limpeza agravaram o problema.
Kassab afirma que os cortes na varrição não vão interferir no volume de recursos investidos na limpeza pública neste ano: R$ 903 milhões, segundo ele, o mesmo valor de 2008. Para isso, no entanto, ele precisará ampliar a verba para o setor, que hoje é de R$ 765,4 milhões.
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Folha de SP
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