segunda-feira, 29 de junho de 2009

Prefeitura executa restauração no Solar da Marquesa de Santos

O edifício está sendo restaurado pela Prefeitura, por cerca de R$ 2 milhões.

Desde abril do ano passado as obras de restauração do Solar estão sendo realizadas, e na última terça-feira (12/05) foram inspecionadas pela prefeita em exercício. O prédio é considerado um raro exemplar de residência urbana do século 18.

A restauração foi iniciada em abril de 2008.
O Centro de São Paulo guarda verdadeiros tesouros históricos. Muita gente que caminha pelo Pátio do Colégio não imagina que ao lado está o prédio do Solar da Marquesa de Santos, que pertenceu a Maria Domitila de Castro Canto e Melo, entre os anos de 1834 e 1867. No local eram realizadas famosas festas da sociedade aristocrática brasileira.Considerada um raro exemplar de residência urbana do século 18, o edifício está sendo restaurado pela Prefeitura, pelo custo aproximado de R$ 2 milhões, com investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A obras, iniciadas em abril do ano passado, foram inspecionadas na última terça-feira (12/05) pela prefeita em exercício e devem estar concluídas em 2010. Localizado na rua Roberto Simonsen, o Solar da Marquesa de Santos, ao lado de outras edificações no quadrilátero do Pátio do Colégio, ajudou a formar as primeiras ruas da Cidade. O prédio passou por várias intervenções ao longo de sua história. Em 1880 foi transformado no Palácio Episcopal, em 1909 virou sede da The São Paulo Gaz Company - que posteriormente passou a se chamar Comgás. No ano de 1975 tornou-se sede da Secretaria Municipal de Cultura. Em 1991, teve início a primeira reforma, executada para resgatar a caracterização original do imóvel.O pavimento superior do Solar conserva até hoje paredes de taipa de pilão e pau-a-pique do século 18 e mantém características ambientais das intervenções do século 19, como forros apainelados, pinturas murais e artísticas e pisos assoalhados, entre outras. Por estar em reforma, o prédio está fechado ao público.O Solar abriga atividades museológicas e é sede do Museu da Cidade de São Paulo, composto por 12 edificações espalhadas na Capital: Casa Modernista (localizada na rua Santa Cruz); Solar da Marquesa de Santos e Casa da Imagem (ambas no Centro); Beco (constituído por uma ruazinha de pedra, ao lado do Solar); Monumento à Independência e Casa do Grito (ambos no Ipiranga); Casa do Bandeirante (Butantã); Casa do Sertanista (Caxingui); Capela do Morumbi (Morumbi); Sítio Morrinhos (Jardim São Bento); Casa do Tatuapé (Tatuapé) e Sítio da Ressaca (Jabaquara).A prefeita em exercício destacou que o Solar da Marquesa de Santos guarda mais de um século de história do Brasil. "É uma obra de importantíssimo valor cultural e vai incrementar o turismo cultural e educacional de nossa cidade. São Paulo, que tem uma grande rede de museus, não pode prescindir deste local onde muita história aconteceu", disse.O secretário municipal da Cultura ressaltou que a obra de restauração do Solar faz parte projeto de revitalização do Centro que a Prefeitura vem realizando. "Este é um trabalho minucioso de restauro. O Solar da Marquesa faz parte da história da Cidade. Este prédio representa o último exemplar de construção do século 18 no Centro e tem uma localização privilegiada, por estar próximo à igreja do Pátio do Colégio", afirmou.

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