segunda-feira, 29 de junho de 2009

Prefeito vistoria obras de reurbanização do Largo da Batata


As obras executadas pela Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) irão adequar o espaço para que, no futuro, o terminal de ônibus que funciona no local seja gradualmente transferido para a rua Capri, integrado a nova estação Faria Lima da linha 4 do Metrô, em construção.
O prefeito de São Paulo vistoriou na manhã desta terça-feira (20) as obras de reurbanização e adequação da região do Largo da Batata, na avenida Faria Lima, em Pinheiros, Zona Oeste da Capital. As obras executadas pela Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) irão adequar o espaço para que, no futuro, o terminal de ônibus que funciona no local seja gradualmente transferido para a rua Capri, integrado a nova estação Faria Lima da linha 4 do Metrô, em construção."São obras fundamentais para que possamos ter a recuperação desta área, que estava se degradando. Temos investimentos extremamente significativos aqui, com a extensão da linha do Metrô e estações, a chegada dos trens da CPTM, que ocorreu já há alguns anos. Agora com o terminal e os investimentos nos equipamentos que estão sendo instalados aqui, teremos uma nova área, pronta para recuperar o seu poder de desenvolvimento", afirmou o prefeito que, acompanhado pelo secretário de Infra-estrutura Urbana e Obras e presidente da Emurb, caminhou até a praça Padre Septimo Ramos Arantes, em frente à igreja Nossa Senhora Monte Serrate. O trecho será no futuro a nova praça de Pinheiros, criada após desapropriação de algumas quadras, integrando o espaço ocupado pela igreja de Pinheiros e a Esplanada, onde fica hoje o Largo da Batata.Iniciada em setembro de 2007, a obra deve estar concluída em dezembro de 2010, com investimento de R$ 99 milhões. Já foram executadas partes da fundação e da escavação; e iniciados o reaterro parcial da galeria da rua Conselheiro Pereira Pinto, no trecho da rua Gilberto Sabino e rua Capri, o prolongamento da rua Sumidouro, entre rua Fernão Dias e avenida Brigadeiro Faria Lima, e a reurbanização de parte do quadrilátero formado pelas ruas Campo Alegre, Guaiçuí, Padre Carvalho e praça Septimo Ramos Arantes, o largo de Pinheiros.Na Operação Urbana Faria Lima, além da construção da nova estação Faria Lima, na rua Capri, está prevista a implantação do terminal intermodal ônibus-Metrô em Vila Sônia. O terminal de ônibus que existe atualmente no Largo da Batata será gradualmente transferido para as proximidades da rua Capri, em área adjacente às estações do Metrô e da CPTM, junto à Marginal Pinheiros. As áreas hoje ocupadas pelos pontos terminais de ônibus serão reaproveitadas para ampliações dos espaços públicos.O trecho da avenida Faria Lima entre a rua dos Pinheiros e Baltazar Carrasco recebeu novo traçado, compatível com os projetos previstos para o setor leste do Largo da Batata. O trecho recebeu faixas de tráfego, ilhas, canteiros, arborização e iluminação. Haverá uma complementação viária Baltazar Carrasco - Sumidouro, com ligação da rua Cardeal Arcoverde com a Marginal Pinheiros e acesso de ônibus ao novo Terminal Capri.O espaço público definido pelo novo traçado da avenida Faria Lima e pela readequação e reurbanização dos passeios das ruas Sebastião Gil, Orlando Vessoni, Teodoro Sampaio, Cunha Gago, Cardeal Arcoverde, Baltazar Carrasco, Manuel Carlos F. de Almeida e entorno do Mercado Municipal de Pinheiros receberão calçamento; arborização; mobiliário urbano, composto de dois quiosques (banca de jornais, banca de flores ou quiosque para lanches), bancos, lixeiras, caixas de correio e cabines telefônicas; estações de transferência ônibus-Metrô leste e oeste (espaços de acomodação para ônibus de passageiros integrados ao fluxo dos passageiros do Metrô); projeto de iluminação pública; entradas do Metrô; feira livre permanente; e remoção de interferências superficiais.O projeto contempla ainda áreas destinadas prioritariamente ao uso de pedestres, os chamados calçadões, com acesso de veículos controlado, calçamento padronizado, arborização, mobiliário urbano, iluminação pública, entradas do Metrô, drenagem superficial e remoção de interferências superficiais.Os calçadões estarão localizados nas seguintes ruas:a) Rua Pedro Cristi, no trecho entre avenida Faria Lima e rua Cunha Gago;b) Rua Cardeal Arcoverde, no trecho entre a rua Manoel Carlos F. de Almeida e avenida Faria Lima, e entre esta e a rua Teodoro Sampaio à oeste;c) Rua Campo Alegre em toda sua extensão;d) Rua Guaiçuí em toda sua extensão;e) Rua Martim Carrasco em toda sua extensão;f) Rua Manoel Carlos de Almeida, em parte;g) Rua Orlando Vessoni em toda sua extensão.

O "ouro verde" e a cidade de São Paulo

As sacas de grãos exportadas pelo porto de Santos deixaram como herança a mais importante metrópole da América Latina, situação que mantém até hoje.
Na segunda metade do século XVII, o comércio internacional apresentou uma novidade a Europa, que logo seria celebrada por artistas e escritores e tornada moda pela nascente burguesia. E, também, pela aristocracia que se retirava de cena. Era o café, originário da Etiópia, onde era consumido na forma de bebida desde a Antiguidade, que havia atravessado o mar Mediterrâneo para ganhar o mundo nos séculos seguintes. Na França, a capital internacional da cultura na época, o café passou a nomear os estabelecimentos que o serviam, os cafés, logo transformados em points obrigatórios para os que queriam ver e ser vistos. Entre estes, estavam muitas das cabeças pensantes que iriam tornar possível, algumas décadas depois, a Revolução Francesa.As primeiras mudas de café, o nome popular da Coffea arabica, arbusto da família das rubiáceas, chegaram ao Brasil vindas da Guiana Francesa, em 1727, pelas mãos do oficial e aventureiro português Francisco de Mello Palheta. Mãos cuja versatilidade nas artes do amor, segundo cronistas da época, havia encantado a mulher do governador de Caiena, Madame d’Orvilliers, exatamente a pessoa a presentear Palheta com mudas e sementes de café. Protegido por madame, Palheta pôde sair do país com os muitos exemplares da Coffea arabica, “exportação” rigorosamente proibida pelas autoridades da Guiana.As mudas e sementes prazerosamente ofertadas pela primeira-dama de Caiena tiveram como destino o solo fértil do Pará. Mas, no norte do país, o café seria apenas um episódio exótico: a rubiácea seria história a partir do Rio de Janeiro, onde iniciaria o caminho que o levaria a ser, pouco mais de um século mais tarde, a nossa principal fonte de divisas, o “ouro verde”.A chegada do café coincidiu com a decadência da mineração, em Minas Gerais, e com o fim do ciclo do ouro. Quando João Alberto de Castelo Branco, em 1781, plantou as primeiras mudas em terras fluminenses, certamente não sabia que estava dando início a um novo ciclo econômico no país. Em poucas décadas, o café daria origem a uma aristocracia e garantiria a economia do Segundo Império e da Primeira República.Depois de transformar a paisagem do estado do Rio de Janeiro em um imenso “mar verde”, o café tomou o rumo do estado de São Paulo, atravessando as terras do Vale do Paraíba. Já por volta de 1885, os cafeicultores paulistas respondiam pela maior parte da produção nacional da rubiácea. Coincidindo com a extinção da escravatura, a expansão da lavoura cafeeira deixou em seu rastro novas cidades e novas fortunas. Ao acender das luzes do século XX, o Brasil era o primeiro produtor mundial de café, cujo mercado internacional dominava. O “ouro verde” era o símbolo do Brasil no exterior.No caminho que ia da fazenda produtora ao consumidor estrangeiro, o café alavancava o progresso do país. O processo de industrialização foi acelerado com a fabricação no país das máquinas destinadas ao beneficiamento dos grãos de café.O transporte do produto levou à criação de uma respeitável malha ferroviária, em cujos segmentos nasceram incontáveis cidades. Os portos exportadores de Santos e do Rio de Janeiro alcançaram o apogeu ao transformar o café em divisas. O café encontrou em São Paulo uma cidade tosca, modorrenta, com não mais de 20 mil almas. O vale do Anhangabaú constituía uma paisagem desoladora, dividida em chácaras mal-cuidadas, servindo apenas como caminho de escravos em seus afazeres e de tropeiros em direção a outras praças. O centro refletia as condições primitivas da cidade: umas poucas ruas desengonçadas e sujas, alguns edifícios públicos condizentes com a pobreza circundante, uma catedral sem graça e um e outro convento ou mosteiro. Tudo cercado por casas rudemente construídas de pau-a-pique. Em 1885, o “ouro verde” começou a gerar fortunas nas fazendas do interior paulista. Na entrada do século XX, a riqueza acumulada no sertão já havia levado a maioria dos grandes fazendeiros para a cidade grande. Com a entrada em cena dos barões do café, São Paulo ganhou inaudito impulso modernizador.A província em pouco tempo se transformou em metrópole, destino obrigatório das divisas geradas pela exportação do café. A rubiácea ocupava, agora, o primeiro lugar na pauta de exportações do país. São Paulo demonstrava vocação, avidez e talento para a modernidade. Modernidade cujo ensaio foi a construção do Viaduto do Chá, concluída em 1892, para ligar o centro da cidade aos bairros.Os novos donos do poder exigiam uma cidade à altura de sua importância econômica e social. No início do século XX, o prefeito Antônio Prado, pertencente a uma das mais ilustres famílias da aristocracia cafeeira, deu início a um projeto modernizador da cidade, com a construção de pontes e o aterramento de várzeas, invariavelmente inundadas durante os períodos de chuvas impedindo o trânsito entre os bairros. Antônio Prado, prefeito de 1898 a 1908, deu carta branca para Vital Brasil e seus auxiliares eliminarem os focos transmissores de doenças nas várzeas, córregos e residências. Mais tarde, Vital Brazil Mineiro da Campanha iria fundar o Instituto Soroterápico, o futuro Instituto Butantã, um dos pontos altos da ciência brasileira. Antônio Prado mandou ajardinar a Praça da República, reformar o Jardim da Luz, transformado em Jardim Botânico, e o Largo do Paissandu, abrir a avenida Tiradentes, remodelar o Pátio do Rosário, no início da Rua São João (depois avenida), pavimentar e arborizar as principais ruas da cidade. Durante a administração de Antônio Prado foram construídas a Estação da Luz, a Pinacoteca do Estado (1905), e teve início a construção do Teatro Municipal.O café também mudou a paisagem humana de São Paulo. Com a abolição da escravatura, fortes fluxos de imigrantes chegaram ao Estado – muitos para trabalharem nas fazendas em substituição à mão-de-obra escrava, outros para morarem na capital, onde o processo de industrialização ganhava notável fôlego. No início da administração de Antônio Prado, São Paulo foi o destino de cerca de 900 mil imigrantes, a maioria vinda da Itália. No final da administração (1908), São Paulo possuía cerca de 375 mil habitantes. Destes, cerca de 100 mil integravam a nova classe operária paulistana, empregada principalmente nas indústrias têxteis e alimentícias. A capital do café ganhava novos sons, novas cores, novos sabores, com os imigrantes. Surgiam as primeiras associações de trabalhadores e os primeiros jornais proletários, principalmente de extração anarco-sindicalista. Entre todos os imigrantes, foram os italianos que imprimiram marca maior na cidade. O setor comercial e o de serviços ganharam novo significado com a entrada dos imigrantes europeus e asiáticos no mercado de trabalho (os japoneses vieram a partir de 1908 e os sírios-libaneses poucos anos antes). Operários nas indústrias, vendedores ambulantes nas ruas, alfaiates, barbeiros, confeiteiros, engraxates, sapateiros, fotógrafos, donos de bares e cantinas e de pequenos bazares, engenheiros, empresários, banqueiros e industriais – os imigrantes ocuparam todos os espaços. Desencantados com o trabalho nas fazendas de café, ainda administradas com mentalidade escravocrata, os imigrantes foram para a capital e se instalaram no bairro do Brás e em suas cercanias, engrossando as pequenas vilas nascidas ao longo da ferrovia. Entre estas, o bairro do Ipiranga, sede da indústria têxtil dos irmãos Jafet; a Água Branca e a Lapa, na Zona Oeste, preferidas pelos trabalhadores da Cervejaria Antártica e da fábrica de vidros e do curtume de Antônio da Silva Prado; a Vila Prudente, onde se localizavam a cerâmica e a fábrica de chocolates da família Falchi; os bairros da Mooca, Brás, Pari, Belém e Bom Retiro. Os bairros operários eram formados por ruas estreitas e sem calçamento, não possuíam saneamento básico, e a população vivia em cortiços e casas geminadas, que apresentavam elevada concentração humana, favorecendo a disseminação de doenças. Já os bairros ricos eram cortados por amplas e arborizadas avenidas e recebiam todos os benefícios públicos – rede de água, sistema de esgoto, farta iluminação e calçamento.Nos bairros habitados por imigrantes surgiram manifestações culturais que, em breve, seriam incorporadas ao cotidiano da Cidade da Garoa. Os trabalhadores ingleses da São Paulo Railway Co. e da Companhia de Gás jogavam football nas ruas do Brás, onde apareciam cantinas com comidas italianas e vinhos de fabricação doméstica. Os italianos também disseminaram o consumo de tomates, pepinos, aspargos e melões. Já os imigrantes espanhóis introduziram na culinária paulistana o uso do açafrão como tempero para o arroz. A implantação das ferrovias, para levar o café para o porto de Santos e trazer matérias-primas, foi umas das principais transformações promovidas pelo ouro verde na capital e no Estado. A Estrada de Ferro Santos a Jundiaí, pertencente a São Paulo Railway Co., sediada em Londres, foi inaugurada em 1867. A Estrada de Ferro São Paulo-Rio de Janeiro ia da Estação do Norte, no Brás, à cidade de Cachoeira, no Estado do Rio, onde havia ligação com a Estrada de Ferro Dom Pedro II. Ambas as ferrovias deram origem à Estrada de Ferro Central do Brasil.No interior paulista, surgiram os trilhos de várias estradas de ferro, em direção aos Estados do Oeste e do Sul do país. Ao longo das ferrovias, nasceram cidades, armazéns e entrepostos comerciais. A Estação da Luz era o ponto de convergência das principais ferrovias e ganhou uma arquitetura faustosa. O novo prédio da estação, cópia da estação ferroviária de Sidney, na Austrália, foi inaugurado em 1901 e teve todo o material de construção trazido da Inglaterra.A caixa de ressonância e a passarela da moda da capital do café eram formadas pelas ruas 15 de Novembro (antiga rua da Imperatriz), São Bento e Direita. Três ruas e um só nome: Triângulo. Como em Paris, o modelo e guia, o Triângulo era o espaço para ver e ser visto, onde se concentrava as lojas mais elegantes, os cafés freqüentados pela intelectualidade, as modistas mais sofisticadas, os salões de chá preferidos para os encontros, as grandes livrarias (importadoras das novidades francesas), os bancos, os escritórios dos advogados dos poderosos. Pelas ruas, tílburis, carros de praça e os bondes puxados a burro à disposição das chamadas classes populares. Estes demandavam em direção à Avenida Paulista, Consolação, Higienópolis e outros pontos. A 15 de Novembro creditava-se a condição de principal rua da Paulicéia. Um desavisado que passasse pela rua 15 poderia pensar que estava em Paris, dado os nomes franceses dominantes nas placas dos estabelecimentos e nos “reclames” dos jornais: Au Printemps, La Grande Duchesse, À La Pendule Suisse, Au Louvre, Notre Dame de Paris, Au Palais Royal. Os grandes jornais também tinham suas redações na 15 de Novembro – O Estado de S.Paulo, Diário Popular, Correio Paulistano. A São Bento era a rua dos principais hotéis paulistanos, como o Grande Hotel de la Rotisserie Sportsman, o Hotel de França e o Grande Hotel, entre outros. Também na São Bento ficavam os maiores bancos, entre os quais o Banco Construtor e Agrícola de São Paulo, o British Bank of South America, o Banco de Santos e outros.Chamado, pela sua importância institucional, de “General Café”, a rubiácea estava na raiz do poder das elites agrárias regionais, controladoras de todos os aparelhos do Estado. São Paulo e Minas Gerais, os mais poderosos Estados da Federação, detinham o poder no âmbito federal.Poder cristalizado na política do “café com leite”, que representava a aliança entre São Paulo (o “café”), o Estado mais rico, e Minas (o “leite”), o Estado mais populoso e a segunda economia do país. A política do “café com leite” iria dominar a política brasileira praticamente até a Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder e mudou a feição do Brasil. Os imigrantes não trouxeram apenas modas, músicas e hábitos alimentares para o Brasil: foram também os introdutores das idéias socialistas, sindicalistas e anarquistas no país. O jornal Echo Popular, que começou a circular em 1890, era porta-voz do primeiro partido operário brasileiro. Em 1892 nascia o Partido Operário do Brasil, responsável pelo jornal O socialista. O jornal Avanti!, fundado em São Paulo em 1900, tornou-se, em 1902, órgão oficial do recém-criado Partido Socialista Brasileiro.A partir da primeira metade da década de 1910, os anarquistas tornaram-se a principal corrente ideológica no interior da classe trabalhadora urbana. Eram representados pelo jornal La Battaglia, promoviam greves e organizavam sindicatos, enquanto eram duramente reprimidos pelo governo. A produção de café cresceu sem interrupções de 1889 a 1930. A produção anual, em 1910, foi de cerca de 15 milhões de sacas, média mantida nos anos seguintes. Em 1915, alcançou a cifra de 17 milhões de sacas e manteve a média na década seguinte, para explodir em 1928 com 26 milhões de sacas. Em seu caminho, o “general café” rasgou estradas, trouxe ferrovias, criou cidades e, sobretudo, mudou a paisagem urbana, humana e cultural da cidade de São Paulo. As sacas de grãos exportadas pelo porto de Santos deixaram como herança a mais importante metrópole da América Latina, situação que mantém até hoje.

Abrindo os trilhos para a locomotiva

A capital perdeu espaço e hoje seu forte está no setor de serviços mas, ainda assim, responde por 9,4% da produção industrial do país. Uma locomotiva de respeito.
Em 1890, com população em torno de 70 mil habitantes, São Paulo já era vista como uma cidade onde tudo acontecia e para onde rumavam os “business man” e os turistas, como constatou o filho do então cônsul da Suíça na capital, Henrique Raffard. Foi justamente nesta época que São Paulo despertava para sua vocação de grande centro industrial. O início do processo de industrialização deve-se ao café e aos investimentos em infra-estrutura gerados pela procura do mercado externo pelo produto. A industrialização começou da forma mais simples possível, com a fabricação de produtos de baixo valor e pouco elaborados, usando matérias-primas nacionais como o próprio café, o algodão, o couro e o açúcar. Foi no início do século XX que um dos grandes industriais paulistas começou a construir seu império: Francisco Matarazzo. Apenas 9 anos após chegar ao Brasil vendendo banha importada, o italiano da Calábria construiu um moinho para produzir farinha de trigo, fundamental na preparação dos principais pratos da sua terra natal. Em poucos anos os Matarazzo ergueram o maior complexo industrial da América Latina. As fábricas visavam a auto-suficiência dos negócios, ou seja, a não-dependência das importações. E assim as indústrias Matarazzo produziam não apenas a farinha mas a embalagens e os rótulos, e as máquinas eram consertadas em oficinas próprias. Os imigrantes foram os precursores no processo de industrialização. Em parte porque, em 1920, quase 2/3 da população paulista (de quase 600 mil pessoas) eram imigrantes. Além disso eram mais preparados, muitos já haviam sido operários e boa parte deles chegava ao Brasil com algum dinheiro. Neste grupo de pioneiros estavam também os irmãos Jafet, atuando no ramo de tecidos, Rodolfo Crespi, os irmãos Puglisi Carbone e a família Klabin, que fundaria a primeira grande indústria de celulose do Brasil. Além de serem imigrantes eles tinham outra coisa em comum: todos começaram trabalhando com importações antes de se aventurarem na produção. O símbolo do sucesso dos imigrantes na época foi o edifício Martinelli, construído entre 1922 e 1930 no centro da cidade. O prédio foi, por dez anos, o mais alto de São Paulo, com 25 andares e 100 metros de altura. Construído em concreto armado e sob condições adversas na época – havia um rio sob o prédio – a obra ganhou o status de proeza arquitetônica. Quando o Brasil declarou guerra aos países do Eixo em 1943, os bens de Giuseppe Martinelli foram confiscados e o prédio transformou-se em um cortiço. A recuperação veio nos anos 70, com uma reforma e a ocupação do espaço por escritórios e repartições públicas. Santa Efigênia, Brás, Mooca, Sé e Consolação concentravam o maior número de indústrias e o Bom Retiro, na mesma região, tornou-se o refúgio dos operários. Ali foi gerada, em 1917, a primeira grande greve do país. A cidade parou por vários dias, até que os “patrões” decidiram negociar. Os grevistas pediam melhores salários (o que ganhavam era insuficiente para cobrir as necessidades básicas), jornada de oito horas e seis dias por semana, proibição do trabalho para menores de 14 anos, entre outros direitos. Os confrontos com a polícia terminaram com a morte do sapateiro anarquista Antonio Martinez. O crescimento industrial foi especialmente rápido no período 1910-20, e um pouco mais lento nos vinte anos seguintes, a fase entre-guerras. Os conflitos contribuíram para a diversificação da indústria nacional, uma vez que as grandes fábricas dos Estados Unidos e Europa estavam voltadas para as necessidades geradas pelas guerras. Na década de 50 o país e seu mercado consumidor considerável são descobertos pelas empresas multinacionais, mudando o perfil industrial que vigorara até então. No início do século XXI, 400 delas já tinham filiais em São Paulo. O estado de São Paulo – liderado pela capital e região metropolitana - é hoje o maior pólo de negócios da América Latina, concentrando 30% de todos os investimentos privados realizados em território nacional. São 155 mil indústrias que representam 34% do PIB industrial brasileiro, segundo dados da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). A capital perdeu espaço e hoje seu forte está no setor de serviços mas, ainda assim, responde por 9,4% da produção industrial do país. Uma locomotiva de respeito. Fontes: “A industrialização de São Paulo”, Warren Dean; “Raízes da concentração industrial em São Paulo”, Wilson Cano; “A evolução industrial de São Paulo”, Edgard Carone, “Memória da Cidade de São Paulo - Depoimentos de moradores e visitantes”, Ernani Silva Bruno.

São Paulo, da taipa ao concreto

São Paulo é a maior cidade do país, com área de 1525 km2 e mais de 10 milhões de habitantes.

Avenida Paulista, coração da cidade
Muita coisa mudou desde que São Paulo era um pequeno amontoado de casas feitas de taipa de pilão, de onde partiam os bandeirantes rumo a Minas Gerais, em busca do ouro, e onde os jesuítas encontraram um “clima fresco” semelhante ao europeu e fundaram o Real Collegio. O “pequeno amontoado” de casas é hoje uma metrópole de 10,4 milhões de habitantes, uma das mais populosas do mundo. O clima fresco de 451 anos atrás hoje está bem mais quente, graças ao concreto, aos automóveis e à escassa arborização. Até a famosa garoa, que consagrou a cidade, está se tornando coisa do passado. A cidade assistiu a uma transição da chuva fraca e contínua para aquelas intensas e rápidas, que provocam as já também famosas enchentes. São Paulo demorou para se desenvolver. Até 1876 a população local era de 30 mil habitantes. Com a expansão da economia, graças especialmente ao café, em menos de 20 anos este número pulou para 130 mil. Mesmo pequena, a cidade pensava grande. O Viaduto do Chá foi inaugurado em 1892 e, em 1901, foi aberta a Avenida Paulista, a primeira via planejada da capital. A via, que viria a se tornar endereço dos barões do café, não tinha nenhuma casa na época, mas o engenheiro responsável pela obra, Joaquim Eugênio de Lima, profetizava que ela seria “a via que conduzirá São Paulo ao seu grande destino”. Outras grandes obras, como a Estação da Luz e o Theatro Municipal, comemoraram a entrada no século XX e marcaram uma nova fase na vida da cidade. São Paulo se industrializava e, para atender à demanda, imigrantes de diversos países da Europa e do Japão adotaram uma nova pátria, fugindo das guerras. Entre os anos de 1870 e 1939, 2,4 milhões de imigrantes entraram no estado de São Paulo, segundo dados do Memorial do Imigrante. Italianos, japoneses, espanhóis, libaneses, alemães, judeus. Dezenas de nacionalidades estabeleceram comunidades em São Paulo e contribuíram para que a cidade se tornasse um rico centro cultural e um exemplo de como povos com histórico de guerras e disputas podem viver em paz. Isso sem falar dos migrantes, que ainda hoje saem de seus estados e municípios em busca da ‘terra da prosperidade’ e do trabalho, onde todos vivem com pressa. Como diz a música “Amanhecendo”, de Billy Blanco: “Todos parecem correr/ Não correm de/ Correm para/ Para São Paulo crescer”. Muitos prosperam na cidade mais rica da América Latina, mas outros tantos engrossam a lista de desempregados, que oscila em torno de 17% da população economicamente ativa. Sem emprego ou em subempregos, essas pessoas entram também na estatística dos habitantes que vivem em favelas – mais de 1 milhão, de acordo com dados da secretaria de Habitação. O desafio de São Paulo é continuar correndo para reduzir estes números. São Paulo é grande porque tem...- ... o Museu de Arte de São Paulo (Masp), o mais importante museu de arte ocidental da América Latina; - ... o Instituto Butantan, que abriga uma das maiores coleções de serpentes do mundo, além de ser o mais moderno centro de produção de vacinas e soros da América Latina; - ... a São Paulo Fashion Week, principal semana de moda da América Latina e uma das mais importantes do mundo; - ... A Universidade de São Paulo (USP), terceira maior instituição da América Latina e colocada entre as cem mais conceituadas no mundo; - ... a Bovespa, maior centro de negociação de ações da América Latina; - ... a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), sexta do mundo em volume de negócios, com lances médios diários de US$1,8 bilhão; - ... o Hospital das Clínicas (HC), maior complexo hospitalar da América Latina; - ... 75% dos eventos realizados no País; - ... uma frota de quase 5 milhões de automóveis, o correspondente a ¼ do total do País; - .... 12,5 mil restaurantes e 15 mil bares de dezenas de especialidades, o que lhe rendeu a fama de capital gastronômica do mundo. - ... mais de 1/3 do PIB (Produto Interno Bruto) do País.

Praça ecológica em Pinheiros terá sistema de drenagem que filtra água da chuva e retém impurezas

As estruturas serão integradas no novo projeto paisagístico da praça
Foto de Luiz Guadagnoli/Secom


A água coletada será drenada no subsolo ou chegará limpa ao Córrego das Corujas
Foto de Luiz Guadagnoli/Secom

A prefeita em exercício vistoriou a praça Dolores Ibarruri, conhecida com o praça das Corujas, em Pinheiros, local que será em breve uma praça diferente, que conjuga lazer com cuidado ao meio ambiente.

Praça em baixada escoará água da chuva por biovaletas
A cidade ganhará em breve uma praça diferente, que conjuga lazer com o cuidado ao meio ambiente: a praça Dolores Ibarruri, também conhecida com praça das Corujas, em Pinheiros, que possuirá um sistema de drenagem das águas pluviais, facilitando sua absorção pelo terreno e lançando o excedente, já limpo, no córrego local. A prefeita de São Paulo em exercício vistoriou a praça nesta segunda-feira (10/05) e aprovou o conceito. "A praça deverá absorver quase toda a água que chover sobre ela e nas ruas próximas", declarou. "É um local que deverá ser visitado por todos os subprefeitos. Essa praça será um cartão de visitas dessa obra, que nós queremos replicar onde for possível", afirmou. A obra é tocada pela Subprefeitura de Pinheiros. A praça localiza-se em uma baixada. Quando a intervenção estiver concluída, a água da chuva será escoada por "biovaletas", de piso drenante. Assim, o fluxo será encaminhado para uma espécie de piscina de pequena profundidade (jardins de chuva) que, além de drenar para o subsolo a água coletada, joga o excedente já limpo para o córrego das Corujas. Essas duas estruturas, biovaletas e jardins de chuva, serão integradas ao novo projeto paisagístico da praça. A inovação é fruto de um projeto executado em Seattle (EUA) e adaptado pela arquiteta e paisagista Elza Niero - o projeto obteve Menção Honrosa pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil em 2008. Paralelamente ao novo sistema de drenagem, a Prefeitura está construindo o passeio de caminhada com piso intertravado, um campo de futebol e playground.

Prefeitura executa restauração no Solar da Marquesa de Santos

O edifício está sendo restaurado pela Prefeitura, por cerca de R$ 2 milhões.

Desde abril do ano passado as obras de restauração do Solar estão sendo realizadas, e na última terça-feira (12/05) foram inspecionadas pela prefeita em exercício. O prédio é considerado um raro exemplar de residência urbana do século 18.

A restauração foi iniciada em abril de 2008.
O Centro de São Paulo guarda verdadeiros tesouros históricos. Muita gente que caminha pelo Pátio do Colégio não imagina que ao lado está o prédio do Solar da Marquesa de Santos, que pertenceu a Maria Domitila de Castro Canto e Melo, entre os anos de 1834 e 1867. No local eram realizadas famosas festas da sociedade aristocrática brasileira.Considerada um raro exemplar de residência urbana do século 18, o edifício está sendo restaurado pela Prefeitura, pelo custo aproximado de R$ 2 milhões, com investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A obras, iniciadas em abril do ano passado, foram inspecionadas na última terça-feira (12/05) pela prefeita em exercício e devem estar concluídas em 2010. Localizado na rua Roberto Simonsen, o Solar da Marquesa de Santos, ao lado de outras edificações no quadrilátero do Pátio do Colégio, ajudou a formar as primeiras ruas da Cidade. O prédio passou por várias intervenções ao longo de sua história. Em 1880 foi transformado no Palácio Episcopal, em 1909 virou sede da The São Paulo Gaz Company - que posteriormente passou a se chamar Comgás. No ano de 1975 tornou-se sede da Secretaria Municipal de Cultura. Em 1991, teve início a primeira reforma, executada para resgatar a caracterização original do imóvel.O pavimento superior do Solar conserva até hoje paredes de taipa de pilão e pau-a-pique do século 18 e mantém características ambientais das intervenções do século 19, como forros apainelados, pinturas murais e artísticas e pisos assoalhados, entre outras. Por estar em reforma, o prédio está fechado ao público.O Solar abriga atividades museológicas e é sede do Museu da Cidade de São Paulo, composto por 12 edificações espalhadas na Capital: Casa Modernista (localizada na rua Santa Cruz); Solar da Marquesa de Santos e Casa da Imagem (ambas no Centro); Beco (constituído por uma ruazinha de pedra, ao lado do Solar); Monumento à Independência e Casa do Grito (ambos no Ipiranga); Casa do Bandeirante (Butantã); Casa do Sertanista (Caxingui); Capela do Morumbi (Morumbi); Sítio Morrinhos (Jardim São Bento); Casa do Tatuapé (Tatuapé) e Sítio da Ressaca (Jabaquara).A prefeita em exercício destacou que o Solar da Marquesa de Santos guarda mais de um século de história do Brasil. "É uma obra de importantíssimo valor cultural e vai incrementar o turismo cultural e educacional de nossa cidade. São Paulo, que tem uma grande rede de museus, não pode prescindir deste local onde muita história aconteceu", disse.O secretário municipal da Cultura ressaltou que a obra de restauração do Solar faz parte projeto de revitalização do Centro que a Prefeitura vem realizando. "Este é um trabalho minucioso de restauro. O Solar da Marquesa faz parte da história da Cidade. Este prédio representa o último exemplar de construção do século 18 no Centro e tem uma localização privilegiada, por estar próximo à igreja do Pátio do Colégio", afirmou.

Prefeito participa de celebração de Corpus Christi na Zona Leste


A missa foi encerrada com uma procissão
Foto de Luiz Guadagnoli/Secom








O prefeito participou da celebração e fez a primeira leitura
Foto de Luiz Guadagnoli/Secom







A cerimônia é realizada há mais de 20 anos
Foto de Luiz Guadagnoli/Secom






A cerimônia tradicional de São Miguel é realizada há mais de 20 anos. O prefeito participou da celebração nesta quinta-feira (11/06), feriado de Corpus Christi.

A celebração aconteceu na catedral de São Miguel Paulista
O prefeito de São Paulo participou nesta quinta-feira (11/06) da celebração de Corpus Christi na Catedral de São Miguel Paulista (Zona Leste). A cerimônia foi conduzida pelo bispo da Diocese de São Miguel, dom Manuel Carral. O prefeito fez a primeira leitura e acompanhou a missa, que durou quase duas horas, e foi encerrada com uma procissão dos fiéis pelas ruas ao redor da igreja. A cerimônia, tradicional no bairro de São Miguel, é realizada há mais de 20 anos.

Prefeito visita as obras do Parque Linear Água Vermelha, Zona Leste


A obra é uma antiga reivincidação da população da região
Foto de Luiz Guadagnoli/Secom


O prefeito conferiu as obras no Parque Linear do Córrego da Água Vermelha, na Zona Leste, neste sábado (13/06), antiga reivindicação dos moradores da região.

O lugar abrivava um esgoto a céu aberto
Em um modelo de gestão municipal em que governo e sociedade dão as mãos quem ganha é a cidade. Isso fica muito claro para quem observa as mudanças por que passam os arredores do Parque Linear Água Vermelha, no Itaim Paulista (Zona Leste). O lugar onde anteriormente abrigava um esgoto a céu aberto deu espaço a uma grande área verde às margens e ao longo do córrego de mesmo nome, três praças, playground, além de campos de futebol, passarelas, ciclovia, antiga reivindicação dos moradores da região. As obras no local foram conferidas neste sábado (13/06) pelo prefeito de São Paulo. "Essa obra representa o resgate à auto-estima dos moradores", comentou o prefeito. "Na medida que a Prefeitura cuida dos equipamentos públicos, damos oportunidade para as pessoas viverem melhor nas suas comunidades. E essa visita mostra que estamos no caminho certo: veja a alegria dos moradores", disse. A nascente do córrego Água Vermelha fica no bairro de Guaianases, também na Zona Leste. Ele atravessa toda a Subprefeitura do Itaim Paulista no sentido sul-norte, numa extensão de aproximadamente 4,5 quilômetros. "Esse córrego será despoluído no âmbito do Programa Córrego Limpo", afirmou o engenheiro da Subprefeitura do Itaim Paulista responsável pela obra no Parque Linear Água Vermelha. "As obras da segunda etapa, que está em processo de licitação, começarão na praça Mãe Preta em direção ao sul, que fica na divisa com o bairro de Guaianases", explicou. Na primeira etapa das obras no Parque Linear, iniciadas em janeiro do ano passado e concluídas no mês de maio último, foram investidos R$ 6,5 milhões. O local recebeu 11.000 metros quadrados de piso intertravado, 6.600 metros quadrados de piso drenante, 582 metros quadrados de piso de borracha, 760 árvores e arbustos, 18 conjuntos de mesa e banco, 995 metros de bancos de concreto, duas passarelas e 77 postes de iluminação. "Isso era um lixão a céu aberto", comentou o secretário do Verde e do Meio Ambiente. "A revitalização da região demonstra a preocupação da gestão municipal em melhorar a qualidade de vida da população", disse o secretário. Após visitar as obras do Parque Linear Água Vermelha, o prefeito inaugurou duas novas feiras de artesanato nas praças Silva Teles e Lions Club, também no Itaim Paulista. As feiras fazem parte do projeto de geração de trabalho e renda da Câmara de Animação Econômica da Subprefeitura, que tem como objetivo apoiar os pequenos empreendedores das indústrias de confecção, alimentação e reciclagem.

Parque Domingos Luís, na Zona Norte, é reformado pela Prefeitura


Parte da reforma foi a construção de novos passeios no parque
Foto de João Luiz G. Silva/Secom




Foram investidos R$ 120 mil na revitalização do parque
Foto de João Luiz G. Silva/Secom







Foram recuperados os canteiros e plantadas novas mudas
Foto de João Luiz G. Silva/Secom









Outras 13 praças foram revitalizadas em Santana, na Zona Norte
Foto de João Luiz G. Silva/Secom







A Prefeitura construiu passeios novos e plantou mais de 6 mil metros quadrados de grama no parque em que fica a estação Jardim São Paulo do metrô. O prefeito visitou o local nesta quinta-feira (25/06).

O parque tem oito mil metros quadrados
Os moradores do Jardim São Paulo (Zona Norte), ganharam uma nova área de lazer. O Parque Domingos Luís, uma área de 8 mil metros quadrados onde está localizada a estação Jardim São Paulo do Metrô, foi totalmente revitalizado. A Prefeitura construiu passeios novos e plantou mais de 6 mil metros quadrados de grama. Além disso recuperou os canteiros centrais com o plantio de mudas ornamentais reformou os bancos e instalou uma nova canaleta de captação de águas pluviais. Nesta quinta-feira (25/06), em visita a nova área de lazer, o prefeito de São Paulo destacou o trabalho da administração municipal na recuperação de áreas verdes. "A área ficou muito bonita. Foi reformada e está integrada ao nosso programa de recuperação e manutenção dos equipamentos públicos. Infelizmente, no início da administração, há quatro anos e meio, as praças e parques estavam abandonados. Havia apenas 33 parques, e vamos até o final da gestão atingir nossa meta de chegar a mais de 100 parques", disse. A Subprefeitura de Santana investiu R$ 120 mil na revitalização do equipamento. As obras tiveram início em fevereiro deste ano e foram concluídas em de abril. Na região, que engloba os distritos de Tucuruvi, Mandaqui e Santana, outras 13 praças já foram revitalizadas desde o início do ano, totalizando 28 mil metros quadrados de áreas verdes.